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<title>Departamento de Clínica Médica</title>
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<dc:date>2026-10-18T04:49:44Z</dc:date>
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<title>Padrões de prescrição de valproato de sódio para manejo de epilepsias em pacientes em  idade fértil</title>
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<description>Padrões de prescrição de valproato de sódio para manejo de epilepsias em pacientes em  idade fértil
Marmentini, Emily Lima
Contexto: A epilepsia afeta mais de 50 milhões de pessoas globalmente, sendo caracterizada&#13;
por atividade neural síncrona excessiva. O manejo clínico utiliza fármacos anticrise (FACs),&#13;
&#13;
com destaque para o ácido valproico (VPA), associado a efeitos teratogênicos e distúrbios neu-&#13;
ropsiquiátricos na prole, além de alterações metabólicas em mulheres em idade fértil (MIF).&#13;
&#13;
Objetivo: Analisar o perfil sociodemográfico e clínico de MIF acompanhadas em um ambula-&#13;
tório de referência no Sul do Brasil, investigando registros de saúde reprodutiva e a eficácia do&#13;
&#13;
manejo terapêutico longitudinal. Métodos: Estudo observacional transversal com MIF (10 a 49&#13;
anos) atendidas entre 2018 e 2023. Os dados foram analisados no software software R (version&#13;
4.x.x; R Core Team, 2024) por meio da interface RStudio (version 2023.x; Posit Team, 2024).&#13;
Resultados: Foram acompanhadas 123 mulheres, sendo 32 em uso de VPA. Diferentemente&#13;
da literatura nacional, observou-se uma distribuição similar entre crises generalizadas (48%)&#13;
e focais (45%). O perfil sociodemográfico revelou alta vulnerabilidade: 78,2% das pacientes&#13;
&#13;
não possuíam relacionamento estável e a taxa de desemprego (12,5%) superou o dobro da mé-&#13;
dia nacional. Identificou-se que a maior escolaridade ( 12 anos) tendeu a favorecer o controle&#13;
&#13;
de crises (p=0,085). Houve redução significativa na frequência mensal de crises ao longo do&#13;
acompanhamento (p=0,037), com remissão total (100%) associada a regimes de monoterapia&#13;
&#13;
ou duoterapia (p=0,014). Contudo, registros sobre métodos contraceptivos e planejamento fa-&#13;
miliar foram escassos (14% e 15,6%, respectivamente). Conclusões: O manejo ambulatorial&#13;
&#13;
longitudinal demonstrou eficácia no controle das crises, mas persistem lacunas críticas na as-&#13;
sistência à saúde reprodutiva e nos registros de aconselhamento teratogênico, evidenciando a&#13;
&#13;
necessidade de protocolos mais rígidos para MIF em uso de VPA.
Promoção da igualdade, fortalecimento da democracia e governança
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<dc:date>2026-06-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>O envolvimento dos receptores canabinoides CB2 na formação e manutenção de memórias aversivas em ratos Wistar</title>
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<description>O envolvimento dos receptores canabinoides CB2 na formação e manutenção de memórias aversivas em ratos Wistar
Mezzomo, Lucas Cerbaro
A memória aversiva apresenta elevada relevância emocional e envolve processos neurobiológicos relacionados à aquisição, consolidação e evocação de informações associadas a experiências ameaçadoras. O sistema endocanabinoide participa da modulação de diferentes processos relacionados à memória, com evidências crescentes sobre a atuação dos receptores canabinoides do tipo 2 (CB2). Entretanto, sua participação nas diferentes etapas da memória aversiva ainda não está completamente esclarecida. Assim, este estudo teve como objetivo investigar a influência da modulação farmacológica sistêmica dos receptores CB2 sobre a consolidação e a evocação da memória aversiva associativa em ratos Wistar machos. Foram utilizados 85 ratos Wistar machos, com idade entre 3 e 4 meses e massa entre 300 e 450 g. Os animais foram submetidos ao condicionamento aversivo ao contexto (CAC), utilizando choques elétricos como estímulo incondicionado e o tempo de congelamento como medida comportamental da resposta de medo. Para a modulação dos receptores CB2, foram administrados beta-cariofileno (BCP), agonista dos receptores CB2, nas doses de 10 e 50 mg/kg, ou AM630, antagonista dos receptores CB2, nas doses de 0,5 e 2 mg/kg, por via intraperitoneal. A memória foi avaliada por meio do tempo de congelamento durante o teste subsequente. No protocolo de consolidação, não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos tratados com BCP, AM630 e veículo (p = 0,8124). No protocolo de evocação, também não foram identificadas diferenças significativas entre os grupos experimentais (p = 0,3434). Dessa forma, nas condições experimentais empregadas, a administração sistêmica dos moduladores dos receptores CB2 não produziu alterações significativas no tempo de congelamento durante a avaliação da consolidação ou da evocação da memória aversiva. Assim, os resultados indicam que, no modelo experimental utilizado, a modulação sistêmica dos receptores CB2 por meio do BCP ou do AM630 não alterou significativamente a consolidação ou a evocação da memória aversiva associativa. Esses achados sugerem que a participação dos receptores CB2 nessas etapas da memória pode depender das características do modelo experimental, da janela temporal da intervenção farmacológica e da forma de modulação do sistema endocanabinoide. Estudos adicionais são necessários para esclarecer a participação dos CB2 em diferentes processos relacionados à memória aversiva.
Sustentabilidade, saúde e qualidade de vida
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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