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<title>Departamento de Bioquímica</title>
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<dc:date>2026-09-05T16:46:31Z</dc:date>
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<title>Respostas bioquímicas em ostras Crassostrea gigas coletadas em locais de cultivo da Grande Florianópolis</title>
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<description>Respostas bioquímicas em ostras Crassostrea gigas coletadas em locais de cultivo da Grande Florianópolis
Nascimento, Luciano Souza do
Os ecossistemas marinhos costeiros recebem altas cargas de contaminantes contendo complexas misturas de poluentes. Poluentes aquáticos incluem produtos químicos, como agrotóxicos, detergentes, metais, hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs), bifenilas policloradas (PCBs) e recentemente os denominados contaminantes de importância emergente. Encontrados em concentrações traço, na ordem de ng.L-1 a μg.L-1, os contaminantes de importância emergente possuem caráter “emergente”, uma vez que sua toxicidade ainda não é completamente conhecida, e seus impactos são potencialmente adversos à saúde humana e ambiental. Além disso, muitos deles possuem caráter persistente, de difícil degradação, ou bioacumuláveis nos seres vivos. Desta maneira, serão feitos monitoramentos em locais de cultivo de ostras Crassostrea gigas em duas temporadas, no verão e no inverno de 2020, na Grande Florianópolis. Ostras (n=18) C. gigas foram coletadas e amostras de brânquias foram dissecadas e analisadas quanto a glutationa peroxidase (GPx), enzimas de conjugação glutationa S-transferase (GST) e enzimas auxiliares, glicose 6-fosfato desidrogenase (G6PDH) e glutationa redutase (GR). Também, foram feitas coletas de água e sedimento para avaliar a presença dos contaminantes de importância emergente e foi feita a medição dos principais parâmetros físico-químicos nos locais de cultivo. O resultado das análises enzimáticas dos diferentes cultivos mostra que as ostras de todos os locais de cultivo estão lidando com a ação de contaminantes. O teste de qualidade de água demonstrou que apenas o cultivo da Caiera está no nível aceitável de coliformes termotolerantes de acordo com a resolução da CONAMA 357. Recomenda-se a implantação de um programa de biomonitoramento na região da Grande Florianópolis, criação de banco de dados para mapear o aumento de atividade enzimática das ostras de cada cultivo e a realização de estudos econômicos e de negócio para analisar possíveis vantagens competitivas para os produtores no que diz respeito a adoção de tal programa de biomonitoramento.
Apresentação do PIBIC - Iniciação Científica
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<dc:date>2021-08-22T00:00:00Z</dc:date>
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<item rdf:about="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/227334">
<title>Neurodegeneração, neuroproteção e neuroplasticidade: novas estratégias farmacológicas de modulação da transmissão glutamatérgica</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/227334</link>
<description>Neurodegeneração, neuroproteção e neuroplasticidade: novas estratégias farmacológicas de modulação da transmissão glutamatérgica
Corrêa, Alisson Willms
O nucleosídeo da guanina, guanosina (GUO) é uma molécula endógena que apresenta efeito neuroprotetor. Em modelos de isquemia cerebral in vitro e in vivo, a GUO previne a redução da viabilidade celular, da captação de glutamato e reduz efeitos deletérios da isquemia. Embora os efeitos neuroprotetores da GUO sejam conhecidos, seus alvos moleculares ainda não foram completamente elucidados. Evidências sugerem que o sistema de transmissão purinérgica medeia os efeitos neuroprotetores da GUO. Os receptores purinérgicos da adenosina (AdoR) regulam a vasodilatação, o sistema imune, a liberação de transmissores e diversos outros processos celulares. No sistema nervoso central (SNC) os receptores de adenosina mais expressos são os A1 e A2a. Este trabalho buscou avaliar a relação entre os receptores A1 e A2a e o efeito neuroprotetor da GUO in vitro. Além disso, analisamos a interação entre a GUO e os AdoR através de métodos computacionais (in silico). Fatias de hipocampo (400 μm) de ratos Wistar machos (60-90 dias) foram submetidas a 15 minutos de privação de glicose e oxigênio (PGO), seguida de 180 minutos de reoxigenação (PGO/R). Guanosina (100 μM) e/ou DPCPX (antagonista do receptor A1, 100 nM) ou CGS21680 (agonista do receptor A2a, 50 nM) foram adicionados durante o período de reoxigenação. A viabilidade celular foi determinada pela capacidade das células de reduzir brometo de 3-(4,5-dimetiltiazol-2-il)-2,5-difeniltetrazólio (MTT). O lactato extracelular (meio de incubação) foi mensurado via kit enzimático. Por fim, a interação GUO-AdoR foi avaliada por análises in silico de atracamento molecular. Fatias de hipocampo submetidas à PGO/R sofreram um decréscimo significativo na viabilidade celular e nos níveis de lactato extracelular. O tratamento com guanosina preveniu a perda da viabilidade celular e aumentou parcialmente os níveis de lactato extracelular. O agonista do receptor A1, DPCPX, suprimiu o efeito neuroprotetor da GUO, já CGS21680, um agonista do receptor A2a, apresentou efeitos semelhantes à GUO em relação a esses parâmetros. As análises in silico de atracamento molecular mostraram resíduos de interação da guanosina consistentes com os resíduos do sítio ativo dos AdoR, porém valores de energia livre maiores em relação ao seu ligante endógeno, adenosina. Esses achados trazem novos dados sobre a importância do sistema adenosinérgico nos efeitos neuroprotetores da GUO e contribuem para a hipótese de que a sinalização mediada pela GUO pode ocorrer não na forma monomérica, mas na forma heterodimérica dos receptores A1-A2a.
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<dc:date>2021-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<item rdf:about="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/226730">
<title>Avaliação molecular, estrutural e funcional de enzimas da família glutationa S-transferases em tecidos de ostras Crassostrea gigas</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/226730</link>
<description>Avaliação molecular, estrutural e funcional de enzimas da família glutationa S-transferases em tecidos de ostras Crassostrea gigas
Ferreira, Júlia
As Glutationa S-Transferases (GSTs) são uma família de enzimas de biotransformação de fase II encontradas na maioria dos grupos animais. GSTs são caracterizadas pelo seu envolvimento no sistema de proteção contra uma série de xenobióticos, subprodutos do metabolismo oxidativo e compostos carcinogênicos. Em função disso, suas isoformas são amplamente utilizadas como biomarcadores de contaminação aquática nas mais diversas espécies, incluindo a ostra do Pacífico Crassostrea gigas, referência para estudos com biomarcadores em moluscos bivalves. Estudos prévios foram realizados por nosso grupo de pesquisa para a identificação e classificação das isoformas da família de GSTs através de uma curadoria manual dos bancos de dados públicos e da análise de transcritos. &#13;
A partir desses resultados foram selecionadas três isoformas - CgGST Alfa, CgGST Ômega e CgGST Teta. E neste trabalho foram analisadas através da técnica de docking molecular a interação destas três isoformas com o substrato xenobiótico CDNB. Os resultados demonstraram que o ligante interage no sítio ativos das três isoformas. Contudo, na Alfa e na Teta foi possível observar uma interação mais consistente com aminoácidos conservados em isoformas de GSTs de vertebrados também. Já a isoforma Ômega, interagiu com apenas um aminoácido, o que pode nos indicar uma possível má metabolização do CDNB pela isoforma. Contudo, os próximos passos do trabalho é investigar melhor essas interações em uma escala temporal, avaliando e comparando valores de energia, através da técnica de dinâmica molecular. Sendo assim, será possível tirar conclusões mais completas sobre as interações das isoformas com o ligante CDNB.
Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica.&#13;
Universidade Federal de Santa Catarina.&#13;
Nome do Centro de Ensino.&#13;
Departamento de Bioquímica   Guilherme Razzera
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<dc:date>2021-08-23T00:00:00Z</dc:date>
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<item rdf:about="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/226713">
<title>Respostas bioquímicas em ostras Crassostrea gigas coletadas em locais de cultivo da Grande Florianópolis</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/226713</link>
<description>Respostas bioquímicas em ostras Crassostrea gigas coletadas em locais de cultivo da Grande Florianópolis
Nascimento, Luciano Souza do
Os ecossistemas marinhos costeiros recebem altas cargas de contaminantes contendo complexas misturas de poluentes. Poluentes aquáticos incluem produtos químicos, como agrotóxicos, detergentes, metais, hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs), bifenilas policloradas (PCBs) e recentemente os denominados contaminantes de importância emergente. Encontrados em concentrações traço, na ordem de ng.L-1 a μg.L-1, os contaminantes de importância emergente possuem caráter “emergente”, uma vez que sua toxicidade ainda não é completamente conhecida, e seus impactos são potencialmente adversos à saúde humana e ambiental. Além disso, muitos deles possuem caráter persistente, de difícil degradação, ou bioacumuláveis nos seres vivos. Desta maneira, serão feitos monitoramentos em locais de cultivo de ostras Crassostrea gigas em duas temporadas, no verão e no inverno de 2020, na Grande Florianópolis. Ostras (n=18) C. gigas foram coletadas e amostras de brânquias foram dissecadas e analisadas quanto a glutationa peroxidase (GPx), enzimas de conjugação glutationa S-transferase (GST) e enzimas auxiliares, glicose 6-fosfato desidrogenase (G6PDH) e glutationa redutase (GR). Também, foram feitas coletas de água e sedimento para avaliar a presença dos contaminantes de importância emergente e foi feita a medição dos principais parâmetros físico-químicos nos locais de cultivo. As atividades das enzimas GST, G6PDH, GR e GPx na brânquia apresentaram diferenças estatisticamente significativas quando comparadas com os diferentes cultivos. Os resultados dos testes de qualidade de água tiveram resultados variáveis de cultivo para cultivo, apesar de alguns resultados terem sido consistentes entre os locais de cultivo. Os parâmetros de qualidade de água estavam em níveis aceitáveis para todos os cultivos, portanto não deve-se recomendar a utilização de testes enzimáticos sem que exista uma análise relacionada com um agente toxicológico em espécifico. Os altos custos de testes como esse e a falta de mão-de-obra adequada são fatores altamente impeditivos para que produtores locais possam investir nesse tipo de análise de uma forma constante. Nesse aspecto, mostra-se fundamental a parceria entre universidades e produtores para viabilizar esse tipo de monitoramento de forma a evitar perdas completas de produções em virtude de contaminação por xenobióticos ou outros tipos de contaminantes. Seria interessante a execução de futuros estudos econômicos comparativos que pudessem selecionar a adoção de testes híbridos que combinem análises de alguns parâmetros de qualidade de água justamente com alguns testes de análises enzimáticas (dos organismos sentinela) buscando baratear o custo total para o produtor, porém provendo uma resposta mais robusta sobre a qualidade de água bem como a produtividade do cultivo em questão.
PIBIC
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<dc:date>2021-08-22T00:00:00Z</dc:date>
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