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<title>Departamento de Ecologia e Zoologia</title>
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<dc:date>2026-09-05T16:50:26Z</dc:date>
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<title>Fotoidentificação de Cetáceos na Bacia de Santos</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/212504</link>
<description>Fotoidentificação de Cetáceos na Bacia de Santos
Rama, Ana Carolina Minussi
Xenobalanus globicipitis é uma espécie de craca que vive na pele de mais de 30 espécies de baleias e golfinhos e colonizam o hospedeiro nas bordas da nadadeira dorsal. Os dados de prevalência em cetáceos variam de 0.5 a 55% e a intensidade é altamente variável. Essa relação é pouco compreendida em território brasileiro. Portanto, o presente estudo tem como objetivo analisar a prevalência, intensidade e distribuição de cracas em cetáceos na Bacia de Santos – área de cerca 352 mil km² que se estende do Rio de Janeiro a Santa Catarina – através do monitoramento das populações de cetáceos pelo Projeto de Monitoramento de Cetáceos da Bacia de Santos (PMC-BS). Os dados foram coletados durante cruzeiros realizados entre 2015 e 2019, sendo a foto-identificação a principal ferramenta utilizada. Foram identificados 119 indivíduos em 45 avistagens nos anos de 2018 e 2019 pertencentes à 11 espécies e 2 gêneros de cetáceos, sendo cinco destes novos registros de espécies hospedeiras em águas brasileiras. Estimativas de intensidade de infestação por indivíduo foram realizadas a partir da área da nadadeira colonizada pelas cracas e os valores variaram de menos de 0,1% a 4,84%, sendo a espécie com maior média Sotalia guianensis, seguido por Steno bredanensis e Orcinus orca. A prevalência de cracas por espécie foi obtida a partir do número de indivíduos com Xenobalanus em relação ao total identificado, resultando em prevalências de 0,8% em Stenella longirostris e Globicephala sp. a 44,4% em Pseudorca crassidens. Grupos com Xenobalanus foram observados mais frequentemente entre Ilhabela-SP e Cabo Frio-RJ em regiões rasas e próximas da costa, sendo cerca de 68% em profundidades de até 100m. O presente estudo observou picos de infestação a cada seis meses, o que sugere um ciclo de vida das cracas em torno desse período. Os dados apresentados ajudam a melhor compreender a relação craca-hospedeiro, assim como diversas questões a respeito da ecologia dessas espécies.
Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências Biológicas. Departamento de Ecologia e Zoologia.
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<dc:date>2020-08-21T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Caracterização da cadeia trófica de peixes recifais da Ilha da Trindade através de análise de dieta e isótopos estáveis</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/212488</link>
<description>Caracterização da cadeia trófica de peixes recifais da Ilha da Trindade através de análise de dieta e isótopos estáveis
Victorino, Gabriel Bortoluzzi
Devido ao seu isolamento geográfico, as ilhas oceânicas são ambientes com características singulares, como baixa riqueza de espécies, alta taxa de endemismo e baixa interferência antropogênica. Essas características proporcionam condições ideais para estudos ecológicos e evolutivos. Nos ambientes recifais dessas ilhas, os peixes possuem um papel importante nas interações ecológicas, sendo fundamentais, principalmente para a transferência de energia ao longo da cadeia alimentar do recife. Para uma melhor compreensão da dieta de peixes recifais em uma ilha oceânica e comparando com recifes costeiros, nesse trabalho realizamos uma análise do conteúdo estomacal das espécies, Holacanthus tricolor, Abudefduf saxatilis e Caranx lugubris coletados na Ilha da Trindade.  Foi observado que a dieta dos peixes nessa ilha oceânica é mais diversa comparada aos recifes continentais. Esse resultado demonstra que locais com uma maior diversidade de organismos, podem possibilitar uma maior competição por recursos alimentares e uma menor amplitude de nicho trófico das espécies.
Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica.&#13;
Universidade Federal de Santa Catarina.&#13;
Centro de Ciências Biológicas.
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<dc:date>2020-08-27T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Comportamento de besouros Scarabaeinae: restrições fisiológicas relacionadas à temperatura</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/212480</link>
<description>Comportamento de besouros Scarabaeinae: restrições fisiológicas relacionadas à temperatura
Gomes, Bruna Bianchini; Pires, Marcos Adriano Ribeiro
A temperatura é um dos fatores ambientais que afeta o desenvolvimento dos insetos, o que se reflete na sua distribuição espacial e temporal. Os besouros escarabeíneos (Coleoptera: Scarabaeinae) são insetos que apresentam alta diversidade, relacionada à qualidade ambiental, sendo utilizados como indicadores ecológicos ao apresentarem respostas negativas frente ao desmatamento e defaunação. Este projeto de Iniciação Científica teve como objetivos: 1) analisar a influência da temperatura na distribuição da espécie Phanaeus splendidulus em remanescentes de Mata Atlântica no estado de Santa Catarina e 2) aumentar o conhecimento sobre uma nova espécie do gênero Homocopris, que ocorre somente em regiões de baixas temperaturas. Os dados sobre a distribuição de P. splendidulus provêm de coletas padronizadas em quatro áreas em um gradiente altitudinal, realizadas a cada três meses durante três anos de pesquisa (2016 a 2019). Na área com maior altitude (1300m) no Parque Nacional São Joaquim (PARNA) não foi coletado nenhum indivíduo desta espécie, mostrando que não ocorre na região. Dos 248 indivíduos coletados, 86 são do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro (450m), 82 da Unidade de Conservação do Desterro (150m) e 80 no Monumento Natural Lagoa do Peri (50m). A temperatura do solo não teve relação com a abundância de Phanaeus splendidulus, a maioria dos indivíduos foram encontrados em temperaturas intermediárias, entre 18 e 22 o C. De forma oposta, a espécie Homocopris sp. somente ocorreu no PARNA, assim, para criação em laboratório, foram realizadas coletas para capturar indivíduos vivos na primavera de 2019 (sem presença) e no verão de 2020, quando foram coletados 11 besouros, sendo 3 machos e 8 fêmeas. Os machos medem 17,21 ± 1,31 cm de comprimento e as fêmeas 16,84 ± 1,77 cm, sem diferença significativa entre eles. Em laboratório foram registrados comportamentos de alimentação e construção de túneis, mas não houve reprodução em cativeiro. Estes dados mostram que a distribuição de cada espécie pode ser restrita, em maior ou em menor grau; assim, entender os fatores ecológicos que limitam sua ocorrência pode ajudar na conservação destes insetos importantes no ciclo de decomposição da matéria orgânica, principalmente frente ao aquecimento global.
Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica.&#13;
Universidade Federal de Santa Catarina.&#13;
Centro de Ciências Biológicas.
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<dc:date>2020-08-27T00:00:00Z</dc:date>
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<item rdf:about="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/212401">
<title>Organização ecológica e evolutiva da vegetação Neotropical</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/212401</link>
<description>Organização ecológica e evolutiva da vegetação Neotropical
Rosa, Fernando da Silva
Investigamos como os distúrbios causados pelo manejo com pastejo e fogo podem alterar a estrutura populacional de araucária e, como consequência, o avanço da floresta sobre o campo na região altomontana do Sul do Brasil. Objetivamos entender a resposta da estrutura populacional de araucária de araucária em três tipos de habitats (floresta, arbustal e campo) e dois tipos de manejo (com ou sem pastejo e fogo). Para a amostragem das populações, alocamos 40 transeções de 100 x 4 m, 18 com pastejo e fogo e 22 onde esses distúrbios são impedidos (Parque Nacional de São Joaquim). Metade da extensão de cada transeção se localizava floresta adentro, e a outra metade, em extensões variáveis de habitats mais abertos de arbustal ou campo. A abertura do dossel foi medida para complementar a explicação ambiental das possíveis diferenças populacionais entre habitats ou tipos de manejo. No total, amostramos 570 indivíduos de araucária, sendo 339 plântulas, 59 juvenis I, 44 juvenis II e 128 adultos. Porém, a estrutura populacional diferiu entre habitats e entre tipos de manejo e, ainda, entre os mesmos habitats e tipos de manejo distintos. A densidade populacional total foi 35,9% maior em áreas sob pastejo e fogo, o que pode estar relacionado com a maior abertura do dossel encontrada nessas áreas, especialmente nos habitats de campo e arbustal. Ao comparar habitats em diferentes tipos de manejo, encontramos na floresta 40% mais adultos, no arbustal 58% mais plântulas e no campo oito vezes mais plântulas em áreas sob pastejo e fogo. Os resultados encontrados sugerem que a expansão deve ocorrer de forma muito lenta em áreas com manejo via pastejo e fogo porque as araucárias raramente ultrapassam o estágio de plântula nos campos e arbustais nessas condições. Por outro lado, em áreas onde esses distúrbios são interrompidos, as plântulas podem se estabelecer nas áreas abertas como campos e arbustais, de forma que o processo de expansão da floresta sobre o campo se torna possível. Assim, os distúrbios causados pelos diferentes tipos de manejo alteram não somente a estrutura populacional e a distribuição de araucária, mas também o processo de expansão da floresta sobre o campo.
Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica.&#13;
Universidade Federal de Santa Catarina.&#13;
Centro de Ciências Biológicas.
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<dc:date>2020-08-26T00:00:00Z</dc:date>
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