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<title>TCC Medicina (Araranguá)</title>
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<dc:date>2026-09-05T15:35:32Z</dc:date>
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<title>Análise comparativa da piora da função renal decorrente do uso de sacubitril valsartana ou enalapril para o tratamento de insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida: uma revisão sistemática</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/274471</link>
<description>Análise comparativa da piora da função renal decorrente do uso de sacubitril valsartana ou enalapril para o tratamento de insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida: uma revisão sistemática
Azevedo, Darlos Kelvin de; Costa Júnior, Luís Cláudio Izidio
A insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr) apresenta&#13;
elevada prevalência e morbimortalidade global e nacional. Embora os inibidores da&#13;
enzima conversora de angiotensina (IECA), como o enalapril, representem uma&#13;
terapia consolidada, os inibidores da neprilisina e do receptor de angiotensina (INRA),&#13;
representados pelo sacubitril-valsartana, surgem como alternativa para otimizar o&#13;
prognóstico, levando a divergências nas diretrizes de sociedades médicas quanto à&#13;
segurança renal a curto e a longo prazo. Objetivo: Analisar a relevância da&#13;
preservação renal e o impacto na sobrevida decorrentes da substituição do enalapril&#13;
por sacubitril-valsartana em pacientes com ICFEr. Materiais e Métodos: Esta revisão&#13;
sistemática foi conduzida de acordo com o checklist PRISMA e registrada&#13;
prospectivamente no PROSPERO sob inscrição CRD420251146569. Realizou-se&#13;
busca nas bases de dados MEDLINE, Embase, Cochrane Library e Web of Science&#13;
por ensaios clínicos randomizados (ECRs) que comparassem o uso de sacubitrilvalsartana ao de enalapril em adultos com ICFEr. O risco de viés foi avaliado pela&#13;
ferramenta RoB-2. Resultados: Foram incluídos 6 ECRs (ANSWER-HF, EVALUATEHF, OUTSTEP-HF, PARADIGM-HF, PARALLEL-HF e PIONEER-HF). O estudo&#13;
PARADIGM-HF (responsável por cerca de 80% da amostra total e maior tempo de&#13;
seguimento) demonstrou redução estatisticamente significativa na mortalidade geral&#13;
e cardiovascular, além de menor taxa de descontinuação por disfunção renal e&#13;
hipercalemia grave no grupo INRA. Nos demais ensaios de curto prazo, os desfechos&#13;
clínicos e de segurança renal (piora da função renal, aumento de creatinina sérica e&#13;
hipercalemia) foram estatisticamente semelhantes entre os dois braços, incluindo os&#13;
cenários de ausência de run-in (PIONEER-HF) e de seleção de subpopulações&#13;
específicas (japoneses no PARALLEL-HF e cardiopatia chagásica no ANSWER-HF).&#13;
Constatou-se heterogeneidade nos critérios de mensuração de disfunção renal entre&#13;
os protocolos dos estudos incluídos. Conclusão: Foi demonstrada menor mortalidade&#13;
geral e por causas cardiovasculares em pacientes tratados com sacubitril-valsartana&#13;
em comparação ao enalapril. A incidência de efeitos adversos renais mostrou-se&#13;
equivalente entre os grupos. Ensaios clínicos futuros com seguimentos mais longos e&#13;
critérios de análise de função renal mais padronizados são necessários para otimizar&#13;
o manejo clínico de pacientes com ICFEr.; Heart failure with reduced ejection fraction (HFrEF) presents high prevalence&#13;
and morbidity and mortality globally and nationally. Although angiotensin-converting&#13;
enzyme inhibitors (ACEIs), such as enalapril, represent a well-established therapy,&#13;
angiotensin receptor-neprilysin inhibitors (ARNIs), represented by sacubitril-valsartan,&#13;
have emerged as an alternative to optimize prognosis. This has led to discrepancies&#13;
among medical society guidelines regarding short and long-term renal safety.&#13;
Objective: To analyze the relevance of renal preservation and the impact on survival&#13;
resulting from the substitution of enalapril with sacubitril-valsartan in patients with&#13;
HFrEF. Materials and Methods: This systematic review was conducted in accordance&#13;
with the PRISMA checklist and prospectively registered in PROSPERO under&#13;
registration number CRD420251146569. A search was performed in the MEDLINE,&#13;
Embase, Cochrane Library, and Web of Science databases for randomized clinical&#13;
trials (RCTs) comparing the use of sacubitril-valsartan to enalapril in adults with HFrEF.&#13;
The risk of bias was assessed using the RoB-2 tool. Results: Six RCTs were included&#13;
(ANSWER-HF, EVALUATE-HF, OUTSTEP-HF, PARADIGM-HF, PARALLEL-HF, and&#13;
PIONEER-HF). The PARADIGM-HF trial (responsible for approximately 80% of the&#13;
total sample and the longest follow-up period) demonstrated a statistically significant&#13;
reduction in all-cause and cardiovascular mortality, as well as a lower rate of&#13;
discontinuation due to renal dysfunction and severe hyperkalemia in the ARNI group.&#13;
In the remaining short-term trials, clinical and renal safety outcomes (worsening of&#13;
renal function, increased serum creatinine, and hyperkalemia) were statistically similar&#13;
between both arms, including scenarios with no run-in period (PIONEER-HF) and the&#13;
selection of specific subpopulations (Japanese patients in PARALLEL-HF and&#13;
Chagasic cardiomyopathy in ANSWER-HF). Heterogeneity was observed in the&#13;
criteria for measuring renal dysfunction across the protocols of the included studies.&#13;
Conclusion: Lower all-cause and cardiovascular mortality was demonstrated in&#13;
patients treated with sacubitril-valsartan compared to enalapril. The incidence of renal&#13;
adverse effects was equivalent between the groups. Future clinical trials with longer&#13;
follow-up periods and more standardized renal function analysis criteria are necessary&#13;
to optimize the clinical management of patients with HFrEF.
TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Campus Araranguá, Medicina.
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<dc:date>2026-06-08T00:00:00Z</dc:date>
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<item rdf:about="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/273833">
<title>Obesidade materna e efeitos nas próximas gerações: uma revisão integrativa sobre programação fetal e riscos metabólicos</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/273833</link>
<description>Obesidade materna e efeitos nas próximas gerações: uma revisão integrativa sobre programação fetal e riscos metabólicos
Cardoso, Lara da Silva; Damineli, Thauana Lopes
Introdução e Objetivo: A obesidade materna é um desafio global de saúde com repercussões que transcendem a gestante, afetando o desenvolvimento fetal. Este estudo objetivou analisar os efeitos da obesidade materna na saúde da prole, focando nos mecanismos de programação fetal e nas consequências metabólicas ao longo da vida. Materiais e Métodos: Realizou-se uma revisão integrativa de estudos publicados entre 2015 e 2025 nas bases PubMed, LILACS, Scielo e Web of Science, utilizando a estratégia P (Paciente ou População), I (Intervenção), C (Comparação), e O (Outcomes / Desfechos). A amostra final consistiu em 16 artigos, incluindo ensaios clínicos e estudos observacionais. Resultados: Os achados indicam associação consistente entre obesidade materna e aumento da adiposidade, resistência à insulina e alterações no perfil lipídico e no microbioma intestinal da prole. Intervenções dietéticas, como dietas de baixo índice glicêmico durante a gestação, mostraram-se eficazes na redução da adiposidade neonatal. Discussão: A programação fetal ocorre via ambiente intrauterino adverso, mediada por alterações na função placentária e mecanismos epigenéticos, conforme o paradigma Developmental Origins of Health and Disease (DOHaD). O estado metabólico materno (hiperinsulinemia e inflamação) atua como um estímulo que altera permanentemente a fisiologia do feto. Conclusão: A obesidade materna é um determinante central na programação metabólica intergeracional. Intervenções pré-concepcionais e o controle do peso gestacional são estratégias prioritárias para mitigar o risco de doenças metabólicas nas futuras gerações.
TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Campus Araranguá, Medicina.
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<dc:date>2026-06-09T00:00:00Z</dc:date>
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<item rdf:about="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/273832">
<title>O uso de Inibidores de Bomba de Prótons na progressão do Esôfago de Barrett para Adenocarcinoma Esofágico: uma revisão integrativa.</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/273832</link>
<description>O uso de Inibidores de Bomba de Prótons na progressão do Esôfago de Barrett para Adenocarcinoma Esofágico: uma revisão integrativa.
Silveira, Lais Laatsch
O Esôfago de Barrett é uma alteração metaplásica do epitélio esofágico, geralmente associada à evolução da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), sendo considerado o principal fator precursor do adenocarcinoma de esôfago, de modo formar a história natural clássica da patologia: DRGE seguido de Esôfago de Barrett e, após, evolução para Adenocarcinoma Esofágico. O principal tratamento feito em casos de refluxo gastroesofágico, é o Inibidores de Bomba de Prótons (IBP). Objetivo: objetivo investigar as evidências científicas acerca do papel dos Inibidores de Bomba de Prótons na redução da progressão do Esôfago de Barrett para o adenocarcinoma de esôfago, considerando especialmente o impacto da dose e do tempo de utilização desses medicamentos. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa de literatura. A seleção dos estudos foi realizada por meio de descritores MeSH em plataformas como PubMed, SciELO, Embase, Web of Science, Scopus, LILACS e Cochrane Library, incluindo artigos em inglês e português publicados nos últimos 10 anos. Utilizou-se o software Zotero para excluir duplicatas e triar os artigos. Os critérios de elegibilidade para a triagem dos trabalhos utilizados foram: abranger discussão sobre o uso de IBP no tratamento do Esôfago de Barrett, com tempo e/ou dose de tratamento, e seu efeito sobre a progressão para o Adenocarcinoma de Esôfago. A busca eletrônica foi complementada com uma busca manual. Resultados: Dos 1.219 estudos inicialmente identificados, apenas quatro atenderam aos critérios de inclusão e responderam à questão norteadora da pesquisa. Os estudos analisados sugerem que o uso de IBPs em altas doses, associados ou não a terapias adjuvantes, pode contribuir para a redução do risco de progressão do Esôfago de Barrett para Adenocarcinoma de Esôfago. Entretanto, o número reduzido de estudos e a heterogeneidade metodológica observada limitaram a robustez das evidências disponíveis.
TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Campus Araranguá, Medicina.
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<dc:date>2026-06-10T00:00:00Z</dc:date>
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<item rdf:about="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/273831">
<title>Associação espacial entre temperatura, precipitação e incidência de dengue nas microrregiões de Santa Catarina</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/273831</link>
<description>Associação espacial entre temperatura, precipitação e incidência de dengue nas microrregiões de Santa Catarina
Medeiros, Augusto Francisco
Introdução: A dengue tem apresentado expansão progressiva sobre regiões subtropicais anteriormente consideradas menos favoráveis à transmissão da doença. Em Santa Catarina, os surtos observados entre 2023 e 2024 levantam questionamentos sobre a influência das variáveis climáticas na dinâmica espaço-temporal da dengue. Assim, este estudo buscou avaliar a associação entre temperatura, precipitação e incidência de dengue nas microrregiões catarinenses entre 2021 e 2025. Métodos: Foi realizado um estudo ecológico, de série temporal, utilizando dados de notificação de dengue obtidos por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN/DATASUS), associados a dados meteorológicos provenientes do conjunto ERA5-Land/Copernicus Climate Data Store. Foram analisadas as 20 microrregiões do estado de Santa Catarina entre os anos de 2021 e 2025. As variáveis meteorológicas incluíram temperatura média, média das temperaturas mínimas, média das temperaturas máximas e precipitação acumulada mensal. Foram elaboradas séries temporais e regressões lineares simples com média móvel de quatro meses. A força de associação foi avaliada pelo coeficiente de determinação (R²) e a significância estatística pelo p-valor, considerando nível de significância de 5,0%. Posteriormente, foram elaborados mapas temáticos para avaliação espaço-temporal da incidência de dengue e das variáveis climáticas. Resultados: Observou-se importante sazonalidade da dengue, com aumento progressivo da incidência após elevação das temperaturas. A temperatura média mensal apresentou associação estatisticamente significativa em 17 das 20 microrregiões estudadas, enquanto a precipitação apresentou associação limitada. As maiores incidências ocorreram predominantemente nas microrregiões do oeste, nordeste e litoral catarinense, especialmente nos anos de 2023 e 2024, período marcado por temperaturas médias elevadas e expansão da transmissão para regiões serranas historicamente menos acometidas pela doença. Conclusão: A temperatura média mensal apresentou forte relação espaço-temporal com a incidência de dengue em Santa Catarina entre 2021 e 2025, destacandose como a variável climática de maior relevância epidemiológica no estado. Observou-se expansão da transmissão para áreas de maior altitude, reforçando a importância das variáveis térmicas na dinâmica epidemiológica da dengue no Sul do Brasil.
TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Campus Araranguá, Medicina.
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<dc:date>2026-06-16T00:00:00Z</dc:date>
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