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<title>Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva</title>
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<updated>2026-09-05T08:19:17Z</updated>
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<title>Desigualdades na letalidade hospitalar por Covid-19 em crianças e adolescentes no Brasil: análise de 2020 a 2024</title>
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<name>SIgnori, Lucas</name>
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<updated>2026-09-04T23:29:44Z</updated>
<published>2026-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Desigualdades na letalidade hospitalar por Covid-19 em crianças e adolescentes no Brasil: análise de 2020 a 2024
SIgnori, Lucas
O objetivo deste estudo foi descrever as desigualdades na letalidade por Covid-19 em crianças e adolescentes no Brasil. Tratou-se de uma investigação observacional analítica com delineamento ecológico, utilizando dados provenientes do Sistema de Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP-Gripe). A amostra incluiu crianças (0 a 11 anos) e adolescentes (12 a 18 anos). O desfecho considerado foi a hospitalização e evolução para óbito por Síndrome Respiratória Aguda Grave com diagnóstico final de Covid-19. As variáveis independentes analisadas foram o PIB per capita municipal e a macrorregião geopolítica. As variáveis dependentes incluíram a letalidade por Covid-19, a coleta de amostras biológicas para diagnóstico, a proporção de pacientes submetidos a exames de raio-X, a proporção de pacientes que realizaram tomografias, a proporção de pacientes que utilizaram suporte ventilatório e a proporção de pacientes internados em unidades de terapia intensiva (UTI). Foram realizadas análises de Risco Relativo para cada um dos desfechos ao longo de todo o período do estudo, bem como durante a declaração de Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) e após a sua finalização devido à Covid-19. Para isso, foi empregada a regressão de Poisson.; Abstract: This study aimed to describe the disparities in Covid-19 lethality among children and adolescents in Brazil. This was an analytical observational investigation with an ecological design, using data from the Influenza Epidemiological Surveillance System (SIVEP-Gripe). The sample included children (from 0 to 11 years) and adolescents (from 12 to 18 years). The outcome considered was hospitalization and evolution to death from Severe Acute Respiratory Syndrome with final diagnosis of Covid-19. The independent variables analyzed were the municipal GDP per capita and the geopolitical macro-region. Dependent variables included lethality due to Covid-19, collection of biological samples for diagnosis, the proportion of patients undergoing X-ray examinations, the proportion of patients who underwent CT scans, the proportion of patients who used ventilatory support and the proportion of patients admitted to intensive care units (ICU). Relative Risk analyzes were performed for each of the outcomes throughout the study period, as well as during the declaration of Public Health Emergency of National Importance (ESPIN) and after its completion due to Covid-19. For this, Poisson regression was used.
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, Florianópolis, 2026.
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Apoio social e declínio cognitivo em idosos no contexto da pandemia de Covid-19: estudo longitudinal EpiFloripa idoso</title>
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<name>Funk, Eliana</name>
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<updated>2026-09-01T23:26:54Z</updated>
<published>2025-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Apoio social e declínio cognitivo em idosos no contexto da pandemia de Covid-19: estudo longitudinal EpiFloripa idoso
Funk, Eliana
O envelhecimento populacional tem se intensificado nas últimas décadas, configurando um importante desafio para a saúde pública. Segundo o Censo Demográfico de 2022 (IBGE), 22.169.101 pessoas tinham 65 anos ou mais, representando 10,9% da população. Em Santa Catarina, a proporção de pessoas com 60 anos ou mais passou de 11% para 14,5% entre 2012 e 2022, segundo a PNAD Contínua. Diante desse cenário, torna-se essencial compreender os fatores que favorecem o envelhecimento saudável, destacando-se o apoio social ? um determinante social de saúde associado à proteção contra agravos físicos, mentais e funcionais, especialmente na velhice. A pandemia de COVID-19 agravou esse contexto ao interromper redes de convivência, ampliar desigualdades sociais e alterar dinâmicas de cuidado, elevando os riscos de isolamento, sofrimento psíquico e declínio cognitivo. Inserida nesse cenário, esta tese tem como objetivo principal analisar, em perspectiva longitudinal, a associação entre apoio social e declínio cognitivo em idosos do Estudo EpiFloripa Idoso, com base em dados coletados antes e após a pandemia. Trata-se de uma coorte de base populacional iniciada em 2009, cuja terceira (2017?2019) e quinta (2023?2024) ondas compõem esta análise, com 1.335 idosos na onda 3 e 803 na onda 5. A variável de exposição ? apoio social percebido ? foi mensurada por meio da escala MOS-SSS, enquanto o desfecho ? declínio cognitivo ? foi avaliado pelo Mini Exame do Estado Mental (MEEM) na onda 3 e pelo Montreal Cognitive Assessment (MoCA) na onda 5. Para padronização entre os instrumentos, adotou-se o ponto de corte de =23 para o MEEM e =17 para o MoCA. Além disso, utilizou-se um modelo teórico construído com base em gráfico acíclico direcionado (DAG), que guiou o ajuste para confundidores como sexo, idade, escolaridade, renda, status conjugal, arranjo familiar, uso de internet, participação em grupos sociais, dependência funcional e suspeita de depressão. Os resultados revelaram que 32,5% dos idosos mantiveram níveis elevados de apoio social entre as duas ondas, enquanto 25,9% permaneceram em situação de baixo apoio. Além disso, 20,2% passaram a relatar maior suporte social e 21,5% apresentaram redução. Idosos com 80 anos ou mais apresentaram risco significativamente aumentado de declínio no apoio social (RRR=3,38; IC95%: 1,43?8,02). Aqueles que residem sozinhos tiveram três vezes mais chances de manter apoio social insuficiente (RRR=3,01; IC95%: 1,30?7,00). Mulheres apresentaram maior probabilidade de experimentar queda no apoio social (RRR=1,79; IC95%: 1,03?3,09). Quanto à cognição, identificou-se que os idosos que mantiveram apoio social adequado apresentaram menor probabilidade de declínio cognitivo. Na quinta onda do estudo, 35,5% dos idosos relataram ter recebido diagnóstico positivo para COVID-19, evidenciando o impacto da pandemia sobre essa população. Este estudo preenche lacunas na literatura ao investigar a associação entre apoio social e declínio cognitivo em uma perspectiva longitudinal e de base populacional. Os achados reforçam a necessidade de políticas públicas voltadas à promoção do apoio social para idosos, com ênfase no fortalecimento dos vínculos comunitários e familiares, na inclusão digital e na reorganização dos serviços de saúde com foco na integralidade do cuidado.; Abstract: Population aging has intensified in recent decades, posing a significant challenge to public health. According to the 2022 Demographic Census (IBGE), 22,169,101 individuals were aged 65 or older, accounting for 10.9% of the population. In the state of Santa Catarina, the proportion of people aged 60 or older increased from 11% to 14.5% between 2012 and 2022, according to data from the Continuous National Household Sample Survey (PNAD Contínua). In this context, understanding the factors that promote healthy aging becomes essential, with social support standing out as a key social determinant of health, associated with protection against physical, mental, and functional decline, especially in old age. The COVID-19 pandemic worsened this scenario by disrupting social networks, exacerbating social inequalities, and altering care dynamics, increasing the risks of isolation, psychological distress, and cognitive decline. Within this context, the main objective of this doctoral thesis is to analyze, from a longitudinal perspective, the association between social support and cognitive decline among older adults participating in the EpiFloripa Idoso, based on data collected before and after the pandemic. This is a population-based cohort study initiated in 2009, with the third (2017?2019) and fifth (2023?2024) waves comprising the present analysis, including 1,335 older adults in wave 3 and 803 in wave 5. The exposure variable ? perceived social support ? was measured using the MOS-SSS scale, while the outcome ? cognitive decline ? was assessed using the Mini-Mental State Examination (MMSE) in wave 3 and the Montreal Cognitive Assessment (MoCA) in wave 5. To standardize the instruments, a cutoff score of =23 was used for the MMSE and =17 for the MoCA. In addition, a theoretical model based on a directed acyclic graph (DAG) guided the adjustment for confounding variables such as sex, age, education, income, marital status, household arrangement, internet use, participation in social groups, functional dependence, and suspected depression. The results showed that 32.5% of the older adults maintained high levels of social support across both waves, while 25.9% remained in a situation of low support. Additionally, 20.2% reported increased social support, and 21.5% experienced a reduction. Individuals aged 80 or older had a significantly higher risk of decline in social support (RRR=3.38; 95%CI: 1.43?8.02). Those living alone were three times more likely to maintain insufficient social support (RRR=3.01; 95%CI: 1.30?7.00), and women had a higher likelihood of experiencing a decrease in support (RRR=1.79; 95%CI: 1.03? 3.09). Regarding cognition, older adults who maintained adequate social support showed a lower probability of cognitive decline. In the fifth wave, 35.5% of participants reported having received a positive COVID-19 diagnosis, underscoring the pandemic?s direct impact on this population. This study fills gaps in the literature by examining the association between social support and cognitive decline from a longitudinal and population-based perspective. The findings underscore the need for public policies that promote social support for older adults, with emphasis on strengthening community and family ties, digital inclusion, and the reorganization of health services with a focus on comprehensive care.
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, Florianópolis, 2025.
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<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Rastreamento da doença do pé relacionada ao diabetes: um caminho para prevenção</title>
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<name>Oliveira, Vanessa da Silva</name>
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<id>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/275207</id>
<updated>2026-08-27T23:30:50Z</updated>
<published>2026-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Rastreamento da doença do pé relacionada ao diabetes: um caminho para prevenção
Oliveira, Vanessa da Silva
Introdução: a doença do pé relacionada ao diabetes é uma das complicações do diabetes mellitus e está associada a incapacidade, morbimortalidade, alto custo para o sistema de saúde e impactos negativos na vida da pessoa e familiares. Objetivo: investigar os fatores para a doença do pé relacionada ao diabetes identificados na literatura científica e a prevalência e os fatores associados na atenção primária no estado do Amapá. Método: Primeiramente realizou-se uma revisão integrativa para identificar os fatores de risco para doença do pé relacionada ao diabetes mellitus, por meio da literatura. A busca foi efetuada no portal Biblioteca Virtual em Saúde nas bases de dados Medical Literature Analysis and Retrieval System Online, Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde, Índice Bibliográfico Español em Ciências de la Salud e Base de Dados de Enfermagem, realizada entre janeiro de 2013 a junho de 2024. Foram utilizados descritores ?Diabetes Mellitus?; \"Risk Factor\"; ?Health Services?, ?Diabetic Foot?, estudos originais, qualquer área geográfica, texto disponível na íntegra, sem restrição de idioma dos últimos 10 anos. Posteriormente, realizou-se um estudo transversal nas unidades básicas de saúde dos três municípios de maior população do estado do Amapá, com pessoas com diabetes cadastradas Sistema de Informação da Atenção Básica, no ano de 2022. Utilizou-se amostragem estratificada por município, 315 (77%) participantes foram de Macapá, 75 (16,6%) de Santana e 60 (6,4%) de Laranjal do Jari. Houve a aplicação de questionário sociodemográfico, clínico e ficha clínica de avaliação dos pés na atenção primária. Realizou-se análise descritiva, inferencial e regressão logística múltipla. Resultado: A revisão integrativa incluiu 37 estudos, com predomínio de estudo transversal, realizados na atenção secundária. Os fatores de risco identificados para a doença do pé relacionada ao diabetes abrangeram variáveis sociodemográfico, clínica, complicações do diabetes mellitus, comportamentais e relacionado aos sinais e sintomas na avaliação dos pés. No estudo realizado no Amapá, participaram 450 pessoas com diabetes mellitus, e a prevalência da doença do pé relacionada ao diabetes foi de 61,6%. Houve predomínio do sexo feminino (60,2%), da faixa etária de 65 anos ou mais (34,9%). Na avaliação dos pés, os participantes apresentaram deformidade (30%), alterações na sensibilidade tátil (27,6%), vibratória (25,3%), dolorosa (22,9%), térmica (15.1%), reflexo Aquileu (38,1%), alteração nos pulsos pedioso (29,8%) e tibial (36,7%). A prevalência de neuropatia periférica foi de 27,3%, doença arterial periférica 47,8%, úlcera prévia 14,9%, úlcera ativa 6,7% e amputação 4,4%. Na análise dos fatores associados, o tempo de diagnóstico de DM superior a dez anos e a presença de hipertensão arterial foram identificados como fatores associados. As alterações nos testes de sensibilidade de monofilamento, vibratória, dolorosa, térmica e reflexo Aquileu apresentaram associações com o aumento do desfecho. Conclusão: A elevada prevalência da doença do pé relacionada ao diabetes no Amapá revela uma lacuna assistencial, configurando um cenário de vulnerabilidade e desafio para a saúde pública. Os achados indicam que o manejo atual é insuficiente para deter complicações evitáveis. Há necessidade de reformular o cuidado na atenção primária para um modelo preventivo, baseado no rastreamento sistemático e na estratificação de risco. Estes resultados oferecem subsídios para que gestores do Sistema Único de Saúde otimizem a alocação de recursos e implementem protocolos de cuidados com os pés, a fim de reduzir as taxas de complicações, promovendo qualidade de vida e equidade no cuidado à pessoa com diabetes no Estado.; Abstract: Introduction: Diabetes-related foot disease is one of the complications of diabetes mellitus and is associated with disability, morbidity, mortality, high costs for the health system, and negative impacts on the lives of individuals and their families. Objective: To investigate the factors for diabetes-related foot disease identified in the scientific literature, as well as its prevalence and associated factors in primary care within the state of Amapá. Method: First, an integrative review was conducted to identify risk factors for diabetes mellitus-related foot disease through the literature. The search was performed in the Virtual Health Library portal across the following databases: Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), Latin American and Caribbean Literature in Health Sciences (LILACS), Spanish Bibliographic Index on Health Sciences (IBECS), and Nursing Database (BDENF), covering the period from January 2013 to June 2024. The descriptors used were \"Diabetes Mellitus\", \"Risk Factor\", \"Health Services\", and \"Diabetic Foot\", including original studies from any geographic area, available in full text, with no language restriction, published in the last 10 years. Subsequently, a cross-sectional study was conducted in basic health units in the three most populous municipalities of the state of Amapá, involving people with diabetes registered in the Primary Care Information System in 2022. Stratified sampling by municipality was used: 315 (77%) participants were from Macapá, 75 (16.6%) from Santana, and 60 (6.4%) from Laranjal do Jari. Sociodemographic and clinical questionnaires were applied, along with a clinical foot assessment form for primary care. Descriptive, inferential, and multiple logistic regression analyses were performed. Result: The integrative review included 37 studies, predominantly cross-sectional, conducted in secondary care. The identified risk factors for diabetes-related foot disease encompassed sociodemographic, clinical, diabetes mellitus complications, behavioral variables, and signs and symptoms related to foot assessment. In the study conducted in Amapá, 450 people with diabetes mellitus participated, and the prevalence of diabetes-related foot disease was 61.6%. There was a predominance of females (60.2%) and the age group of 65 years or older (34.9%). In the foot assessment, participants presented deformities (30%), changes in tactile (27.6%), vibratory (25.3%), painful (22.9%), and thermal (15.1%) sensitivity, as well as changes in the Achilles reflex (38.1%), pedal pulses (29.8%), and tibial pulses (36.7%). The prevalence of peripheral neuropathy was 27.3%, peripheral arterial disease 47.8%, previous ulcer 14.9%, active ulcer 6.7%, and amputation 4.4%. In the analysis of associated factors, a DM diagnosis time exceeding ten years and the presence of arterial hypertension were identified as associated factors. Changes in monofilament, vibratory, painful, and thermal sensitivity tests, as well as the Achilles reflex, were associated with an increase in the outcome. Conclusion: The high prevalence of diabetes-related foot disease in Amapá reveals a gap in care, configuring a scenario of vulnerability and a challenge for public health. The findings indicate that current management is insufficient to halt preventable complications. There is a need to reformulate primary care toward a preventive model based on systematic screening and risk stratification. These results provide evidence for Unified Health System (SUS) managers to optimize resource allocation and implement foot care protocols to reduce complication rates, promoting quality of life and equity in care for people with diabetes in the state.
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, Florianópolis, 2026.
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Proteção social e a saúde, desafios e perspectiva no contexto do trabalhador informal</title>
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<name>Rocha, Daiane</name>
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<updated>2026-08-27T23:30:34Z</updated>
<published>2026-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Proteção social e a saúde, desafios e perspectiva no contexto do trabalhador informal
Rocha, Daiane
O presente estudo teve como objetivo investigar os desafios da proteção social à saúde do trabalhador informal, à luz da Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (PNSTT), em um município de médio porte localizado no sul de Santa Catarina. Buscou-se compreender de que forma a PNSTT se articula com os contextos laborais informais, identificando as lacunas, obstáculos e fragilidades na garantia do acesso aos direitos e serviços de proteção social para esse segmento historicamente invisibilizado. A pesquisa foi desenvolvida por meio de uma abordagem qualitativa, utilizando entrevistas com trabalhadores informais e gestores de serviços afins à saúde do trabalhador. A análise temática dos dados possibilitou identificar padrões e categorias analíticas que revelam importantes contradições entre as diretrizes da PNSTT e a realidade vivida pelos trabalhadores. Foram identificados desafios estruturais, entre os quais se destacam: 1) baixa notificação de agravos relacionados ao trabalho no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), 2) desconhecimento da PNSTT por parte de gestores e profissionais da rede, 3) ausência de dados sobre o adoecimento dos trabalhadores informais, 4) fragilidade da articulação intersetorial entre as políticas de saúde, assistência e previdência social e 5) escassez de ações educativas e de campanhas de promoção da saúde voltadas especificamente aos trabalhadores sem vínculo formal. Os resultados nos levam a destacar a necessidade de qualificar a formação dos profissionais de saúde, fortalecer a educação permanente, estruturar redes intersetoriais de cuidado e produzir dados qualificados que permitam dimensionar o impacto da informalidade sobre a saúde da população. As conclusões apontam para a existência de uma proteção social fragmentada e insuficiente destinada aos trabalhadores informais, apontando um cenário de invisibilidade institucional e descontinuidade de políticas públicas. Embora a PNSTT estabeleça como princípios a universalidade, a integralidade e a equidade da atenção, a prática demonstra uma significativa distância entre o que é previsto normativamente e a realidade observada no território investigado. Por fim, o estudo enfatiza a importância de reconhecer politicamente a informalidade como uma realidade estruturante das relações de trabalho no Brasil, o que demanda a formulação de políticas públicas mais inclusivas, integradas e equitativas. Ao contribuir para a ampliação da visibilidade desses sujeitos e das suas necessidades, a pesquisa oferece subsídios para a qualificação da gestão e da prática dos serviços de saúde, promovendo a efetivação dos direitos sociais e a redução das desigualdades decorrentes da precarização e da desproteção vivenciadas pelos trabalhadores informais.; Abstract: This study aimed to investigate the challenges of social protection for the health of informal workers in light of the National Policy on Workers? Health (Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora ? PNSTT) in a medium-sized municipality located in southern Santa Catarina, Brazil. The research sought to understand how the PNSTT is articulated with informal labor contexts, identifying gaps, obstacles, and weaknesses in ensuring access to social protection rights and services for this historically invisible segment. A qualitative approach was adopted, using interviews with informal workers and managers of services related to workers? health. Thematic analysis of the data made it possible to identify patterns and analytical categories that reveal important contradictions between the PNSTT guidelines and the lived realities of workers. Structural challenges were identified, notably: (1) low reporting of work-related health problems in the Notifiable Diseases Information System (SINAN); (2) lack of knowledge of the PNSTT among managers and health professionals; (3) absence of data on the illness burden among informal workers; (4) weak intersectoral coordination among health, social assistance, and social security policies; and (5) scarcity of educational actions and health promotion campaigns specifically targeting workers without formal employment ties. The findings point to a fragmented and insufficient system of social protection for informal workers, revealing a scenario of institutional invisibility and discontinuity of public policies. Although the PNSTT establishes universality, comprehensiveness, and equity as its guiding principles, practice demonstrates a significant gap between normative expectations and the realities observed in the investigated territory. The results highlight the need to improve health professionals? training, strengthen continuing education, build intersectoral care networks, and produce qualified data capable of measuring the impact of informality on population health. Finally, the study emphasizes the political importance of recognizing informality as a structural reality of labor relations in Brazil, demanding more inclusive, integrated, and equitable public policies. By contributing to greater visibility of these subjects and their needs, the research offers valuable insights for improving health service management and practice, promoting the realization of social rights and the reduction of inequalities arising from the precarization and lack of protection experienced by informal workers.
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, Florianópolis, 2026.
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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