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<title>Programa de Pós-Graduação em Farmacologia</title>
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<updated>2026-09-05T21:18:03Z</updated>
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<title>Análise de uma estratégia farmacológica combinada para modular o processo de desestabilização-reconsolidação de uma memória traumática em ratos e ratas</title>
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<name>Guterres, Fernanda de Souza</name>
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<updated>2026-09-03T23:29:32Z</updated>
<published>2026-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Análise de uma estratégia farmacológica combinada para modular o processo de desestabilização-reconsolidação de uma memória traumática em ratos e ratas
Guterres, Fernanda de Souza
Memórias associadas a eventos traumáticos são adquiridas sob condições de estresse, o que pode conferir maior robustez e menor flexibilidade ao traço mnemônico. Essas características podem comprometer a eficácia de abordagens farmacológicas que dependem da indução de um estado lábil para promover sua modificação, como as baseadas no bloqueio da reconsolidação por canabidiol (CBD) ou clonidina (CLO). Como agonista parcial do receptor NMDA, hipotetizamos que a D-cicloserina (DCS) favoreceria a labilização, criando uma janela temporal em que a memória estaria sujeita a modificações subsequentes decorrentes da administração combinada de CBD+CLO. Ratos Wistar machos e fêmeas na idade adulta foram condicionados ao contexto A (CTX A) com 3 choques nas patas (1,3 mA) e no dia seguinte receberam tratamento sistêmico com DCS (15 mg/kg) ou salina 30 minutos antes da sessão de reativação (CTX A), e a combinação de CBD+CLO (10 mg/kg + 0,3 mg/kg) ou veículo imediatamente após a sessão, aproveitando a janela de reconsolidação. O tempo de congelamento em cada sessão foi utilizado como medida do comportamento de medo dos animais. Nas fêmeas, a DCS administrada antes da evocação da memória foi essencial para que os bloqueadores de reconsolidação atenuassem o congelamento entre as sessões de teste, enquanto, nos machos, apenas a combinação de CBD+CLO foi suficiente para atenuar significativamente o comportamento de congelamento, com a coadministração da DCS não interferindo nesse efeito. Mesmo favorecendo a labilização da memória, a administração da DCS não viabilizou a redução das doses de CBD+CLO pela metade (5 mg/kg e 0,15 mg/kg) não havendo diferenças entre os grupos experimentais e entre os sexos. Embora o condicionamento com choques de 1,3 mA tenha produzido níveis elevados de congelamento em um contexto novo (CTX B), quando a sessão de reativação foi realizada nesse contexto, os efeitos atenuadores observados com a combinação de DCS e CBD+CLO não foram reproduzidos. Durante os testes, fêmeas apresentaram menor valor de congelamento do que os machos, evidenciando diferenças no engajamento de comportamentos defensivos. Em conjunto, os dados indicam que memórias traumáticas geram disfuncionalidades capazes de interferir na sua modulação, principalmente em fêmeas, exigindo o emprego de estratégias farmacológicas combinadas e direcionadas à atenuação de tais características.; Abstract: Memories associated with traumatic events are acquired under conditions of stress, which may confer greater robustness and reduced flexibility to the memory trace. These characteristics may compromise the efficacy of pharmacological approaches that rely on inducing a labile state to promote memory modification, such as those based on reconsolidation blockade with cannabidiol (CBD) or clonidine (CLO). As a partial agonist of the NMDA receptor, we hypothesized that D-cycloserine (DCS) would facilitate the labilization process, creating a temporal window in which the memory would be susceptible to subsequent modifications induced by the combined administration of CBD+CLO. Adult male and female Wistar rats were conditioned to context A (CTX A) with three footshocks (1.3 mA), and on the following day received systemic treatment with DCS (15 mg/kg) or saline 30 minutes prior to the reactivation session (CTX A), and the combination of CBD+CLO (10 mg/kg + 0.3 mg/kg) or vehicle immediately after the session, taking advantage of the reconsolidation window. Freezing time in each session was used as a measure of fear-related behavior. In females, DCS administered prior to memory retrieval was essential for reconsolidation blockers to attenuate freezing across test sessions, whereas in males, the combination of CBD+CLO alone was sufficient to significantly reduce freezing behavior, and DCS co-administration did not alter this effect. Although it facilitated memory labilization, DCS administration did not allow for a dose reduction of CBD+CLO by half (5 mg/kg and 0.15 mg/kg), as no differences were observed between experimental groups or between sexes. Although conditioning with 1.3 mA footshocks produced high levels of freezing in a novel context (CTX B), when the reactivation session was conducted in this context, the attenuating effects observed with the combination of DCS and CBD+CLO were not reproduced. During testing, females exhibited lower freezing levels than males, indicating differences in the engagement of defensive behaviors. Overall, these findings suggest that traumatic memories produce dysfunctions that interfere with their modulation, particularly in females, requiring combined and targeted pharmacological strategies to mitigate these characteristics.
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Farmacologia, Florianópolis, 2026.
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Receptores CB2 como alvo terapêutico para disfunção cardiovascular na sepse induzida por pneumonia</title>
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<name>Borges, Luana Bolsoni</name>
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<updated>2026-08-27T23:31:04Z</updated>
<published>2026-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Receptores CB2 como alvo terapêutico para disfunção cardiovascular na sepse induzida por pneumonia
Borges, Luana Bolsoni
A sepse resulta de uma resposta inflamatória desregulada do organismo frente a um agente infeccioso, culminando em disfunção orgânica e representando uma das principais causas de internação em unidades de terapia intensiva. O sistema cardiovascular está entre os mais comprometidos na sepse, exercendo papel central na instabilidade hemodinâmica e na progressão da disfunção orgânica. O sistema endocanabinoide tem emergido como um potencial alvo terapêutico em diferentes condições inflamatórias e cardiovasculares, entretanto, o papel da ativação dos receptores canabinoides, especialmente os receptores CB2, na disfunção vascular associada à sepse ainda não está completamente elucidado. Este estudo investigou o efeito da ativação do receptor CB2 nas alterações cardiovasculares em um modelo de sepse induzida por pneumonia. A sepse foi induzida em camundongos machos swiss, por inoculação intratraqueal de Klebsiella pneumoniae. Os animais foram tratados 6 e 12 h após a indução com o agonista seletivo de receptor CB2 (AM1241; 3 mg/kg, i.p) ou veículo (DMSO, 0,3 mL/kg; i.p), e as análises foram realizadas 24 h após a indução. Animais naïve foram utilizados como controle. Os animais sépticos apresentaram aumento nos níveis de aspartato (AST) e alanina (ALT) aminotransferase, nitrito / nitrato (NOx) e lactato, redução da temperatura corporal, maior gravidade da sepse e alterações hematológicas como linfopenia, leucopenia e trombocitopenia compatíveis com inflamação sistêmica. O tratamento com o AM1241 restaurou a temperatura corporal e reduziu os níveis de AST e a gravidade da sepse. Além disso, os animais sépticos apresentaram hipotensão arterial e bradicardia, as quais foram normalizadas pelo tratamento, sem alterações na função cardíaca avaliada pela técnica de Langendorff e eletrocardiograma. No componente vascular, observou-se hiporreatividade contrátil associada ao aumento de espécies reativas de oxigênio (ROS) na aorta, evidenciada pelo aumento da fluorescência de diidroetídio (DHE). O tratamento com AM1241 melhorou a reatividade vascular, reduziu a produção de ROS e potencializou o relaxamento induzido pelo nitroprussiato de sódio, sem alterar a expressão dos receptores a1-adrenérgicos ou da enzima óxido nítrico sintase endotelial (NOS3). Esses resultados sugerem que a ativação do receptor CB2 atenua a disfunção vascular na sepse, possivelmente por mecanismos relacionados à redução do estresse oxidativo, reforçando seu potencial como alvo terapêutico adjuvante nas alterações cardiovasculares induzidas pela sepse.; Abstract: Sepsis results from a dysregulated inflammatory response to an infectious agent, leading to organ dysfunction and representing one of the main causes of admission to intensive care units. The cardiovascular system is among the most severely affected in sepsis, playing a central role in hemodynamic instability and the progression of organ dysfunction. The endocannabinoid system has emerged as a potential therapeutic target in different inflammatory and cardiovascular conditions, however, the role of cannabinoid receptor activation, particularly CB2 receptors, in sepsis-associated vascular dysfunction remains incompletely understood. This study investigated the effects of CB2 receptor activation on cardiovascular alterations in a pneumonia-induced sepsis model. Sepsis was induced in male Swiss mice by intratracheal inoculation of Klebsiella pneumoniae. Animals were treated 6 and 12 h after induction with a selective CB2 receptor agonist (AM1241; 3 mg/kg, i.p.) or vehicle (DMSO, 0.3 mL/kg, i.p.), and analyses were performed 24 h after induction. Naïve animals were used as controls. Septic animals exhibited increased levels of aspartate (AST) and alanine (ALT) aminotransferase, nitrite and nitrate (NOx), and lactate, reduced body temperature, greater sepsis severity, and hematological alterations such as lymphopenia, leukopenia, and thrombocytopenia, consistent with systemic inflammation. Treatment with AM1241 restored body temperature and reduced AST levels and sepsis severity. In addition, septic animals showed arterial hypotension and bradycardia, which were normalized by treatment, without alterations in cardiac function assessed by the Langendorff technique or electrocardiography. At the vascular level, contractile hyporesponsiveness associated with increased reactive oxygen species (ROS) production in the aorta was observed, as evidenced by increased dihydroethidium (DHE) fluorescence. Treatment with AM1241 improved vascular reactivity, reduced ROS production, and increased sodium nitroprusside?induced relaxation, without altering the expression of a1-adrenergic receptors or endothelial nitric oxide synthase (NOS3) enzyme. These findings suggest that CB2 receptor activation attenuates sepsis-induced vascular dysfunction, possibly through mechanisms related to reduced oxidative stress, reinforcing its potential as an adjuvant therapeutic target for sepsis-induced cardiovascular alterations.
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Farmacologia, Florianópolis, 2026.
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Papel do eixo intestino-cérebro na neuroinflamação tardia induzida pela proteína Spike do SARS-CoV-2 em camundongos</title>
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<name>Willrich, Caio Henrique</name>
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<updated>2026-09-02T14:57:54Z</updated>
<published>2026-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Papel do eixo intestino-cérebro na neuroinflamação tardia induzida pela proteína Spike do SARS-CoV-2 em camundongos
Willrich, Caio Henrique
A COVID Longa é uma condição que se apresenta meses ou anos após a fase aguda da infecção pelo SARS-CoV-2, de modo que um dos principais sintomas relatados por pacientes que se recuperam da fase aguda da COVID-19 são aqueles relacionados a função cognitiva, como dificuldade de concentração e aprendizado e perda de memória, sendo esse comprometimento cognitivo referido como névoa cerebral. Estudos não-clínicos conduzidos previamente avaliaram o efeito da exposição local à proteína Spike do vírus sobre o parênquima encefálico, o que reforçou a hipótese da participação da reatividade tardia de células da glia como o principal componente fisiopatológico responsável pelo comprometimento cognitivo na COVID Longa. Tendo em vista a necessidade translacional de avaliar o efeito da exposição sistêmica à proteína Spike sobre o sistema nervoso central (SNC), este estudo tem como objetivo investigar a hipótese de que a perturbação do eixo intestino-encéfalo pela exposição sistêmica a este componente viral contribui para neuroinflamação e declínio cognitivo tardio, o que seria acompanhado do aumento da permeabilidade das barreiras intestinal e hematoencefálica (BHE), facilitando a translocação de lipopolissacarídeo de origem entérica para a circulação sistêmica e, posteriormente para o SNC, atuando em sinergismo com a Spike. Dessa forma, neste estudo camundongos C57BL/6 machos e fêmeas foram divididos em três grupos experimentais e expostos sistemicamente a proteína Spike em sua forma ativa ou desnaturada (10 µg/100 µL; s.c) ou somente veículo (PBS, 100 µL; s.c). A partir do 3º e 30º dias pós-infusão (d.p.i) os animais foram submetidos aos testes comportamentais que representaram a fase aguda e tardia, respectivamente, tendo um intervalo de 23 dias entre cada uma das fases. Foram conduzidos testes de campo aberto (CA), reconhecimento de objeto novo (RON), labirinto em Y (LY) e labirinto aquático de Morris (LAM), discriminação olfatória (DO), labirinto em cruz elevado (LCE) e caixa claro/escuro (CCE). A permeabilidade da barreira intestinal foi avaliada funcionalmente através do extravasamento de isotiocianato de fluoresceína (FITC) ? dextrano e indiretamente por meio da mensuração dos níveis de LPS no soro, enquanto que a BHE foi avaliada por meio do extravasamento do corante Azul de Evans para o encéfalo. Após a eutanásia amostras de hipocampo e íleo foram coletadas e destinadas a mensuração de parâmetros inflamatórios e oxidativos. Além disso, foi realizada a análise histopatológica e morfométrica dos tecidos encefálico e entérico, bem como a determinação dos níveis de mucinas no íleo. Os resultados revelam que exposição sistêmica a proteína Spike provocou um comprometimento da atividade locomotora e exploratória no teste de CA de forma aguda em fêmeas, o que pode indicar o suposto comportamento de doente devido a inflamação sistêmica causada durante esse período, o qual não foi observado na fase tardia. Da mesma forma, fêmeas apresentaram características relacionadas ao comportamento do tipo-ansioso na fase aguda no teste de CCE, resultado que se manteve na fase tardia e foi observado também no LCE. Já em relação a função cognitiva, tanto machos quanto fêmeas apresentaram um comprometimento cognitivo, o que foi evidenciado pelos testes de RON e LAM. Tanto o comportamento do tipo-ansioso em fêmeas quanto o comprometimento cognitivo observado em ambos os sexos podem estar relacionados com o provável efeito neuroinflamatório e neuro-oxidativo evidenciado no hipocampo de machos e fêmeas de forma tardia. Machos e fêmeas apresentaram um perfil inflamatório e oxidativo em amostras de íleo, assim como uma alteração morfométrica na histoarquitetura do tecido. De forma interessante, somente as fêmeas apresentaram um aumento da permeabilidade intestinal, o que pode explicar os níveis séricos aumentados de LPS, enquanto machos mantiveram preservada a integridade dessa barreira fisiológica. De forma semelhante, foi observado um aumento da permeabilidade da BHE somente em fêmeas. Em conclusão, fica evidente o dimorfismo sexual em relação a exposição sistêmica a Spike sobre parâmetros comportamentais, bem como o possível mecanismo por trás de tais achados e do declínio cognitivo em ambos os sexos, de modo que tais alterações e os efeitos inflamatórios e oxidativos nas fêmeas foi acompanhado de um comprometimento das barreiras intestinal e hematoencefálica, podendo indicar um papel relevante da perturbação do eixo encéfalo-intestino.; Abstract: Long COVID is a condition that presents months or years after the acute phase of SARS-CoV-2 infection. One of the main symptoms reported by patients recovering from the acute phase of COVID-19 is related to cognitive function, such as difficulty concentrating and learning, and memory loss; this cognitive impairment is referred to as brain fog. Previous non-clinical studies have evaluated the effect of local exposure to the virus's Spike protein on the brain parenchyma, reinforcing the hypothesis that delayed glial cell reactivity is the main pathophysiological component responsible for cognitive impairment in Long COVID. Given the translational need to evaluate the effect of systemic exposure to Spike protein on the central nervous system (CNS), this study aims to investigate the hypotheses that disruption of the gut-brain axis by systemic exposure to this viral component contributes to neuroinflammation and late cognitive decline, which would be accompanied by increased permeability of the intestinal and blood-brain barriers (BBB), facilitating the translocation of enteric lipopolysaccharide into the systemic circulation and, subsequently, into the CNS, acting synergistically with Spike. Therefore, in this study, male and female C57BL/6 mice were divided into three experimental groups and systematically exposed to Spike protein in its active or denatured form (10 µg/100 µL; s.c.) or vehicle only (PBS, 100 µL; s.c.). From the 3rd and 30th days post-infusion (d.p.i.), the animals underwent behavioral tests representing the acute and late phases, respectively, with a 23-day interval between each phase. Tests performed included open field (OF), novel object recognition (NOR), Y-maze (YM), Morris water maze (MWM), olfactory discrimination (OD), elevated plus maze (EPM), and light/dark box (LDC). Intestinal barrier permeability was functionally assessed by fluorescein isothiocyanate (FITC)-dextran extravasation and by measuring serum LPS levels, while the blood-brain barrier (BBB) was evaluated by measuring Evans Blue dye extravasation into the brain. After euthanasia, hippocampal and ileal samples were collected for the measurement of inflammatory and oxidative parameters. Furthermore, a histopathological and morphometric analysis of the brain and enteric tissues was performed, as well as the determination of mucin levels in the ileum. The results revealed that systemic exposure to the Spike protein caused impairment of locomotor and exploratory activity in the acute CA test in females, which may indicate the supposed sickness behavior associated with a systemic infection during this period, and was not observed in the late phase. Similarly, females presented characteristics related to anxiety-like behavior in the acute phase of the CCE test, a result that was maintained in the late phase and was also transmitted in the LCE. Regarding cognitive function, both males and females showed cognitive impairment, which was evidenced by the tests of RON and LAM. Both the anxiety-like behavior in females and the cognitive impairment observed in both sexes may be related to the probable neuroinflammatory and neuro-oxidative effect evidenced in the hippocampus of males and females in the late phase. Both males and females exhibited an inflammatory and oxidative profile in ileum samples, as well as morphometric alterations in the tissue histoarchitecture. Interestingly, only females showed increased intestinal permeability, which may explain the increased serum LPS levels, while males maintained the integrity of this physiological barrier. Similarly, increased BBB permeability was observed only in females. In conclusion, sexual dimorphism regarding systemic exposure to Spike on behavioral parameters is evident, as is the possible mechanism behind these findings and cognitive decline in both sexes. These alterations, along with the inflammatory and oxidative effects in females, were accompanied by impairment of the intestinal and blood-brain barriers, possibly indicating a significant role for disruption of the brain-gut axis.
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Farmacologia, Florianópolis, 2026.
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Influência da inflamação sistêmica na reatividade músculo liso detrusor da bexiga urinária de camundongos machos e fêmeas</title>
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<name>Costa, Jhone Robson da Silva</name>
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<updated>2026-08-27T23:28:50Z</updated>
<published>2026-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Influência da inflamação sistêmica na reatividade músculo liso detrusor da bexiga urinária de camundongos machos e fêmeas
Costa, Jhone Robson da Silva
Introdução: Processos inflamatórios, sejam sistêmicos ou localizados na bexiga, podem desregular a produção de mediadores, influenciando diretamente o tônus vesical e a dinâmica miccional. Estudos recentes têm destacado o papel crucial desses mediadores na modulação da função do detrusor, além de apontarem para possíveis diferenças sexuais nessas respostas. Assim, este estudo foi desenhado para explorar a hipótese de que a inflamação sistêmica pode aumentar a reatividade à acetilcolina endógena na bexiga. Métodos: Camundongos Swiss machos e fêmeas (3-4 meses) foram randomizados em grupos que não receberam nenhum tratamento (grupo controle) ou lipopolissacarídeo (LPS, 10 mg/kg por via intraperitoneal). Após a injeção de LPS, os animais foram eutanasiados em tempos de 6 (grupo LPS 6 h) ou 18 horas (grupo LPS 18 h) e tiras da bexiga foram montadas em banhos de órgãos para avaliação da resposta funcional. Resultados: Tiras de bexiga urinária de camundongos machos e fêmeas atingiram efeito máximo semelhantes quando estimuladas com carbacol (CCh), sem diferenças na EC50 entre os grupos. A neostigmina (NEO) aumentou as respostas à acetilcolina (ACh), atingindo níveis comparáveis ao CCh, além de induzir o aumento do tônus e da amplitude das contrações em ambos os sexos, efeito bloqueado pela atropina em todos os grupos experimentais. Além disso, a inflamação sistêmica, não interferiu no tônus induzido pela NEO, mas aumentou significativamente a amplitude dos movimentos das tiras de bexiga nos grupos LPS de ambos os sexos. A guanetidina demonstrou efeitos significativos sobre a amplitude dos movimentos das tiras de bexiga, aumentando-a nos grupos controle e LPS 6 h de ambos os sexos. Além disso, reduziu significativamente a contração induzida por NEO em todos os grupos experimentais. Em contraste, o L-NAME não alterou a amplitude dos movimentos obervados nas tiras de bexiga urnária, mas exibiu efeitos distintos sobre a frequência quando administrado isoladamente, diminuiu-a em machos LPS 6 h e aumentou-a em machos LPS 18 h. Além disso, o L-NAME potencializou a contração induzida por NEO em preparações bexiga oriundas de camundongos machos LPS 6 h e 18 h, enquanto nas fêmeas esse efeito foi observado apenas no grupo LPS 18 h. A apocinina isoladamente apresentou um padrão distinto, por um lado, aumentou a amplitude dos movimentos de tiras de bexiga em machos LPS 6 h após estimulação com NEO; por outro, reduziu a amplitude das tiras em machos LPS 6 h e fêmeas LPS 18 h. No que diz respeito ao tônus vesical, a apocinina potencializou as contrações induzidas por NEO em preparações de bexiga dos grupos LPS 6 h e 18 h de ambos os sexos, mas atenuou essa resposta nos grupos controle. O tempol reduziu a frequência dos movimentos em preparações de bexiga oriundas de fêmeas LPS 18 h, enquanto potencializou o tônus induzido pela NEO em tiras bexiga de machos LPS 6 h e fêmeas LPS 18 h. Por fim, a indometacina exibiu um perfil dimórfico, aumentando a amplitude dos movimentos das tiras de bexiga urinária em machos LPS 6 h, e diminuindo em preparações isoladas de fêmeas LPS 18 h. Além disso, elevou a frequência dos movimentos espontâneos em tiras de bexiga machos e fêmeas LPS 18 h. No contexto do tônus vesical, a indometacina potencializou a resposta à NEO em tiras obtidas de machos controle, LPS 6 e 18 h, bem como de fêmeas LPS 6 h e 18 h. Conclusão: Esses resultados indicam uma complexa modulação da contratilidade da bexiga, influenciada pelo sexo e pelo estado inflamatório, revelando que, durante a inflamação sistêmica, o óxido nítrico, os prostanóides e as espécies reativas ao oxigênio modulam a função da bexiga, contrapondo-se ao aumento da reatividade.; Abstract: Introduction: Inflammatory processes, whether systemic or localized in the bladder, can dysregulate the production of mediators, directly influencing bladder tone and micturition dynamics. Recent studies have highlighted the crucial role of these mediators in modulating detrusor function, as well as potential sex-related differences in these responses. Thus, this study was designed to test the hypothesis that systemic inflammation may enhance reactivity to endogenous acetylcholine in the bladder. Methods: Male and female Swiss mice (3?4 months old) were randomized into groups receiving no treatment (control group) or lipopolysaccharide (LPS, 10 mg/kg, intraperitoneally). Following LPS injection, animals were euthanized at 6 (LPS 6 h group) or 18 hours (LPS 18 h group), and bladder strips were mounted in organ baths for functional response assessment. Results: Bladder strips from male and female mice reached similar maximal effects when stimulated with carbachol (CCh), with no differences in EC50 between groups. Neostigmine (NEO) enhanced responses to acetylcholine (ACh), reaching levels comparable to CCh, and also increased tone and contraction amplitude in both sexes effects blocked by atropine in all experimental groups. Systemic inflammation did not affect NEO-induced tone but significantly increased movement amplitude in LPS groups of both sexes. Guanethidine significantly increased movement amplitude in control and LPS 6 h groups of both sexes, while markedly reducing NEO-induced contractions in all experimental groups. In contrast, L-NAME did not alter movement amplitude but exerted distinct effects on frequency when administered alone: decreasing it in male LPS 6 h and increasing it in male LPS 18 h. Moreover, L-NAME potentiated NEO-induced contractions in bladder preparations from male LPS 6 h and 18 h mice, whereas in females this effect was observed only in the LPS 18 h group. Apocynin alone displayed a distinct pattern: it increased movement amplitude in male LPS 6 h strips after NEO stimulation but reduced amplitude in male LPS 6 h and female LPS 18 h strips. Regarding bladder tone, apocynin potentiated NEO-induced contractions in bladder strips from LPS 6 h and 18 h groups of both sexes but attenuated this response in controls. Tempol reduced movement frequency in female LPS 18 h strips, while potentiating NEO-induced tone in male LPS 6 h and female LPS 18 h strips. Finally, indomethacin exhibited a dimorphic profile, increasing movement amplitude in male LPS 6 h bladder strips and decreasing it in female LPS 18 h strips. Additionally, it increased spontaneous movement frequency in bladder strips from male and female LPS 18 h groups. In terms of bladder tone, indomethacin potentiated NEO responses in strips from control, LPS 6 h, and LPS 18 h males, as well as from LPS 6 h and 18 h females. Conclusion: These findings indicate a complex modulation of bladder contractility influenced by both sex and inflammatory status, revealing that during systemic inflammation, nitric oxide, prostanoids, and reactive oxygen species modulate bladder function, counteracting the enhanced reactivity.
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Farmacologia, Florianópolis, 2026.
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