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<title>Departamento de Geologia</title>
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<updated>2026-10-18T15:45:44Z</updated>
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<title>Gestão de dados e padronização de relatórios técnicos na caracterização geotécnica de áreas de risco no município de São José, estado de Santa Catarina.</title>
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<name>Lameira, Jhennyf da Silva</name>
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<updated>2026-09-23T16:15:51Z</updated>
<published>2026-09-10T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Gestão de dados e padronização de relatórios técnicos na caracterização geotécnica de áreas de risco no município de São José, estado de Santa Catarina.
Lameira, Jhennyf da Silva
O estado de Santa Catarina possui um histórico marcante de eventos hidrometeorológicos extremos. Entre os anos de 1993 e 2023, estimam-se cerca de 1 milhão de pessoas afetadas por desalojamentos e desabrigações, evidenciando a necessidade contínua de aperfeiçoamento das ações de prevenção de desastres e gestão territorial. Atendendo às diretrizes da Lei Federal nº 12.608/2012, vem sendo desenvolvido um projeto cooperativo envolvendo a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Defesa Civil, Serviço Geológico Brasileiro (SGB), e gestões municipais para a confecção do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR). Esse plano envolve o mapeamento e a caracterização geotécnica de áreas vulneráveis a escorregamentos de massa. O presente trabalho teve como objetivo oferecer suporte técnico-operacional à equipe de pesquisadores do Laboratório de Geotecnia Aplicada (LGA/UFSC), com foco na organização de dados geotécnicos e na padronização editorial dos relatórios técnicos. A metodologia compreendeu três etapas centrais: sistematização de dados em planilhas eletrônicas no Microsoft Excel para verificação de inconsistências e erros de digitação em ensaios laboratoriais e levantamentos de campo; estruturação de dados espaciais no software QGIS para apoio à delimitação de áreas suscetíveis; e criação de ambientes colaborativos em nuvem no OneDrive. Adicionalmente, elaboraram-se modelos padronizados de relatórios técnicos em Microsoft Word, ajustados às normas da ABNT, com formatação padronizada para tabelas, figuras e cabeçalhos. No suporte de laboratório, executaram-se ensaios de caracterização granulométrica por peneiramento. Como resultados, consolidou-se um banco de dados operacional que reúne informações granulométricas, pesos específicos e dados de resistência dos solos, otimizando o acesso às informações brutas e a geração de gráficos de síntese. A padronização dos layouts conferiu maior rigor técnico, clareza e controle de qualidade aos documentos finais entregues aos órgãos públicos. Conclui-se que a gestão estruturada das informações e a padronização das rotinas do laboratório maximizam a eficiência e a confiabilidade das análises geotécnicas voltadas à mitigação de riscos em São José.
Promoção da igualdade, fortalecimento da democracia e governança
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<dc:date>2026-09-10T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Modelagem Virtual de Afloramentos Aplicada à Caracterização de Análogos de Reservatórios para Armazenamento Geológico de CO₂ na Formação Rio Bonito, Bacia do Paraná</title>
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<name>Tatsch, Gustavo Kube</name>
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<updated>2026-09-15T10:02:26Z</updated>
<published>2026-08-14T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Modelagem Virtual de Afloramentos Aplicada à Caracterização de Análogos de Reservatórios para Armazenamento Geológico de CO₂ na Formação Rio Bonito, Bacia do Paraná
Tatsch, Gustavo Kube
O armazenamento geológico de dióxido de carbono (CO₂) em reservatórios de hidrocarbonetos esgotados e aquíferos salinos constitui uma estratégia relevante para a mitigação das emissões de gases de efeito estufa. A avaliação de uma formação para armazenamento de CO₂ depende de sua capacidade, injetividade e mecanismos de retenção, condicionados por propriedades geológicas e petrofísicas. Nesse contexto, afloramentos de rochas sedimentares são importantes análogos de reservatórios, permitindo analisar a distribuição espacial das fácies, suas relações geométricas e heterogeneidades. Na Bacia do Paraná, a Formação Rio Bonito apresenta características litológicas favoráveis ao armazenamento de CO₂. Este trabalho teve como objetivo reconstruir e caracterizar digitalmente o afloramento FRB01 da Formação Rio Bonito, analisando a sucessão sedimentar, as associações de fácies e as superfícies estratigráficas, visando avaliar seu potencial como análogo de reservatório em subsuperfície. O levantamento fotogramétrico foi realizado com veículo aéreo não tripulado (VANT), a partir de 522 imagens, das quais 521 foram alinhadas, abrangendo aproximadamente 1.742 m². O processamento resultou em um Modelo Virtual de Afloramento (MVA), composto por uma malha tridimensional com 1.514.586 vértices e 3.000.000 de faces, uma nuvem densa com aproximadamente 322,8 milhões de pontos e um ortofotomosaico com resolução de 2,59 mm/pixel. Foram reconhecidas seis litofácies, representadas por arenitos, intercalações heterolíticas, depósitos lamosos e camadas de carvão. A análise do empilhamento vertical permitiu definir três associações de fácies: Depósitos Lagunares, Canais Fluviais Influenciados por Maré e Barras em Pontal de Canais Fluviais Influenciados por Maré. Os Depósitos Lagunares, constituídos por lamitos carbonosos, siltitos laminados, camadas heterolíticas e carvão, apresentam baixa qualidade como reservatório e potencial para atuar como barreira à migração de fluidos. Os Canais Fluviais Influenciados por Maré são predominantemente arenosos, com geometrias tabulares a lenticulares e limites erosivos, constituindo a associação de maior potencial como reservatório. As Barras em Pontal são predominantemente arenosas, mas apresentam intercalações de lama e heterogeneidades internas, resultando em potencial intermediário. A fotogrametria possibilitou a construção de um MVA de alta resolução, integrando observações de campo à análise tridimensional e aprimorando a visualização da distribuição espacial das fácies e das relações geométricas entre os depósitos. Dessa forma, a caracterização tridimensional do afloramento contribui para a compreensão da heterogeneidade de análogos da Formação Rio Bonito e para a avaliação de seu potencial como reservatório para armazenamento geológico de CO₂ na Bacia do Paraná.
Tecnologia e inovação
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<dc:date>2026-08-14T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Caracterização Geológica e Petrográfica dos Metacarbonatos do Complexo Brusque na Região do Ribeirão do Ouro, Botuverá, SC</title>
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<name>Gambeta, Caio Lodetti</name>
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<updated>2026-09-14T12:29:15Z</updated>
<published>2026-09-10T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Caracterização Geológica e Petrográfica dos Metacarbonatos do Complexo Brusque na Região do Ribeirão do Ouro, Botuverá, SC
Gambeta, Caio Lodetti
O Complexo Brusque compreende rochas metavulcano-sedimentares de baixo a médio grau com intrusivas associadas, que constituem a principal unidade do Terreno Tijucas no Cinturão Dom Feliciano, no estado de Santa Catarina. Na região sul do distrito Ribeirão do Ouro afloram espessas camadas de metacarbonatos deste complexo, que podem atingir até 200 m de espessura, intercaladas com metarritmitos e metapelitos. Estas rochas são consideradas um importante marco estratigráfico e paleogeográfico, pois possuem evidências paleoambientais reliquiares pré-colisionais, precursora à formação do Complexo Brusque. Porém, esse contexto paleoambiental ainda não é bem entendido. Neste trabalho são apresentados dados faciológicos sedimentares reliquiares e mineralógicos de metacarbonatos que ocorrem na região sul do distrito Ribeirão do Ouro com o propósito de investigar indicadores geológicos que permitam elaborar um modelo paleoambiental desta unidade estratigráfica. A análise petrográfica foi realizada em amostras coletadas em afloramentos, para caracterização dos constituintes mineralógicos e identificação de indicadores paleoambientais. Os resultados mostram que os metacarbonatos são impuros, contendo intercalações de níveis calcíticos e dolomíticos, com laminação plano-paralela de natureza granulométrica e composicional. Essa laminação ocorre especialmente em níveis regulares (~0,5 a 2 mm), contendo cristais de calcita ou dolomita com textura granoblástica fina ou micritica (&lt;0,2 mm). Ocorrem níveis composicionais contínuos (~1 cm a 0,5 mm) contendo lâminas de grafita, além de níveis de metapelitos e metapsamitos (~0,25 a 0,75 mm), por vezes formando intercalações rítmicas com limites abruptos a gradacionais. Essas estruturas sugerem sedimentação por decantação em ambiente de baixa energia hidrodinâmica, com sucessivas mudanças nas condições deposicionais produzindo alternâncias de sedimentos carbonáticos e siliciclásticos. Lâminas de grafita indicam condições de baixa oxigenação, favorecendo a preservação de carbono orgânico. Grãos de pelóides e intraclastos (~0,75 a 2 mm) sugerem sedimentação em ambiente carbonático raso, influenciado por processos de retrabalhamento local permitindo a formação e redistribuição desses grãos. Porfiroclastos de quartzo (~ 0,1 a 0,3&#13;
mm) foram observados. Estilolitos preenchidos por grafita são frequentes em macro e microescalas e indicam compactação química durante a diagênese de soterramento, antes do metamorfismo regional. A foliação metamórfica apresenta direção geral NE com mergulhos entre 30° a 40° para SE, e é definida pela orientação dos cristais de grafita, muscovita, clorita e/ou tremolita, com orientação paralela a laminação sedimentar. As evidências faciológicas e mineralógicas indicam que os metacarbonatos registram a deposição original de sedimentos carbonáticos em ambiente marinho relativamente tranquilo, sujeito a variações periódicas no aporte terrígeno e no teor de matéria orgânica.
Tecnologia e inovação
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<dc:date>2026-09-10T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Análise petrográfica de testemunhos da formação rio bonito para aplicação em armazenamento geológico de CO2</title>
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<name>Baltazar, Maiara Silva</name>
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<updated>2026-09-14T11:41:44Z</updated>
<published>2026-09-14T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Análise petrográfica de testemunhos da formação rio bonito para aplicação em armazenamento geológico de CO2
Baltazar, Maiara Silva
A análise petrográfica é um método fundamental para a caracterização de rochas sedimentares siliciclásticas para avaliar o potencial reservatório destas na pesquisa em aplicações de aprisionamento de dióxido de carbono (CO2) em sistemas do tipo Carbon, Capture, Utilization e Storage (CCUS) por meio da avaliação de aspectos diagenéticos em sistemas sedimentares heterogêneos. Este trabalho analisou oito seções estratigráficas de testemunhos da Formação Rio Bonito, localizados na Bacia do Paraná, no estado do Rio Grande do Sul. Foram descritas 50 lâminas delgadas utilizando métodos qualitativos e quantitativos, com a finalidade de avaliar aspectos diagenéticos como porosidade, cimentação e composição de minerais primários e secundários bem como alteração e dissolução destes. As litologias analisadas compreendem conglomerados matriz e clasto-suportados, arenitos muito finos a grossos, siltitos e heterolitos com diferentes proporções de areia e lama, apresentando estruturas sedimentares com estratificação tangenciais, marcas de ondas, níveis bioturbados e feições pedogênicas associados à niveis lamosos em hetrerolitos. A composição das amostras são principalmente de arenitos subarcóseos, mas também ocorrem quartzoarenitos e arcóseos, constituidos principalmente por minerais primários detríticos como quartzo, monocristalino e policritalino, feldspatos, micas e raros fragmentos líticos metamórficos e sedimentares. Os principais aspectos diagenéticos identificados são de compactação mecânica de micas, dissolução parcial à total de feldspatos, alteração e expansão de micas, intensa cimentação carbonática com diferentes composições, sobrecrescimento de quartzo e feldspatos, infiltração de argilas e revestimento de óxidos de ferro. A porosidade presente nas amostras se trata essencialmente de secundária associadas à dissolução de minerais autigênicos, fraturamentos por bioturbação ou no cimento da trama e pela expansão das micas e subordinadamente primária intergranular residual. Esses resultados preliminares demonstram uma heterogeneidade deposicional e diagenética que exerce forte controle sobre o sistema poroso e composicional desses reservatórios de rochas siliciclásticas da formação Rio Bonito e reforçam a relevância da análise petrográfica integrada para compreender o seu potencial como reservatório de fluídos.
Tecnologia e inovação
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<dc:date>2026-09-14T00:00:00Z</dc:date>
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