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<title>Departamento de Ecologia e Zoologia</title>
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<updated>2026-09-05T21:18:12Z</updated>
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<title>Influência da comunidade bentônica na pressão alimentar dos peixes recifais em ilhas oceânicas do Atlântico Sul</title>
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<name>Victorino, Gabriel Bortoluzzi</name>
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<updated>2021-08-30T16:45:56Z</updated>
<published>0030-08-20T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Influência da comunidade bentônica na pressão alimentar dos peixes recifais em ilhas oceânicas do Atlântico Sul
Victorino, Gabriel Bortoluzzi
Devido ao seu isolamento geográfico, as ilhas oceânicas apresentam características singulares como alta taxa de endemismo, baixa riqueza de espécies e uma baixa interferência antropogênica. Essas características proporcionam condições ideais para estudos ecológicos e evolutivos que abordam diferentes grupos taxonômicos. Nos ambientes recifais, os peixes desempenham um papel importante atuando em todos os níveis de consumidores da cadeia trófica. Estão diretamente ligados, através da atividade alimentar, com a estrutura e dinâmica da comunidade bentônica. Apesar disso, são poucos os estudos que buscam relacionar as interações da comunidade bentônica com os peixes das ilhas oceânicas do Atlântico Sul. Buscando preencher essa lacuna no conhecimento, nosso objetivo foi avaliar a influência da comunidade bentônica na interação alimentar dos peixes recifais em quatro ilhas oceânicas do Atlântico Sul. Para isso investigamos se os peixes recifais forrageiam em substratos bentônicos mais abundantes ou apresentam alguma seletividade alimentar? Para isso, foram utilizadas filmagens remotas para quantificar a pressão alimentar dos peixes, e fotoquadrados para estimar a porcentagem de cobertura dos diversos organismos que compõem a comunidade bentônica associado ao substrato recifal dessas ilhas. A pressão alimentar dos peixes foi relacionada com a comunidade bentônica através de uma análise de redundância canônica, com subsequente análise de variância. Contrariando nossa hipótese, os peixes mostraram preferência por forrageio em microhabitats específicos. Esse padrão indica que a abundância de um microhabitat não influencia na preferência de forrageio dos peixes. Os grupos tróficos apresentaram uma seletividade por microhabitat e forrageio de acordo com o que é conhecido para sua ecologia trófica, ou seja, herbívoros/detritívoros tenderam a forragear sobre o microhabitat TURF que é composto principalmente de algas e detrito. Já os peixes onívoros mostraram uma atividade alimentar mais associada com o substrato Macroalgas, onde possivelmente conseguem tanto matéria vegetal quanto pequenos invertebrados associados como crustáceos e poliquetos. Nesse estudo vimos uma dependência clara dos peixes com os diferentes substratos bentônicos o que demonstra a importância de haver uma heterogeneidade de microhabitats para garantir a diversidade de peixes.
Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica.&#13;
Universidade Federal de Santa Catarina.&#13;
Centro de Ciências Biológicas&#13;
Departamento de Ecologia e Zoologia
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<title>Impactos das mudanças no uso e cobertura da terra na qualidade da água de bacias hidrográficas costeiras do estado de Santa Catarina: a influência da urbanização na hidroquímica e qualidade de água do Rio Vermelho.</title>
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<name>Poeschmann, Luise Maria Regis</name>
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<updated>2021-08-26T10:33:03Z</updated>
<published>2020-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Impactos das mudanças no uso e cobertura da terra na qualidade da água de bacias hidrográficas costeiras do estado de Santa Catarina: a influência da urbanização na hidroquímica e qualidade de água do Rio Vermelho.
Poeschmann, Luise Maria Regis
Mudanças significativas no uso e ocupação do solo apresentam grande potencial em degradar os corpos d’água superficiais, visto que o uso intenso e poluição das águas podem colaborar com a escassez e comprometer a vitalidade dos ecossistemas aquáticos. Sistemas fluviais como rios e riachos são frequentemente estudados por refletirem tanto os processos biogeoquímicos quanto antropogênicos que ocorrem em uma determinada bacia hidrográfica. O Rio Vermelho é um dos principais formadores da bacia hidrográfica da Lagoa da Conceição, mesmo assim, estudos realizados em sistemas fluviais na sub-bacia do Rio Vermelho são ainda limitados, especialmente aqueles relacionados com a hidroquímica e qualidade de água. Objetivou-se avaliar a influência de características naturais (solo, geologia, vegetação e pluviosidade) e antrópicas (urbanização, turismo, e uso e ocupação do solo) na hidroquímica e qualidade de água do Rio Vermelho. Foram definidos 5 pontos amostrais ao longo do riacho entre nascente e foz. Caracterizou-se a área física no entorno de cada ponto de coleta, avaliando sua localização geográfica, o principal uso do solo na região com apoio de mapas, registros fotográficos e um Protocolo de Avaliação Rápida (PAR) realizado em diferentes setores da sub-bacia. Foram realizadas coletas mensais seguindo a metodologia do Standard Methods for the Examination of Water and Wastewater (APHA, 2012) e do Guia Nacional de Coleta e Preservação de Amostras (ANA/CETESB, 2011). Como parâmetros físico-químicos, analisou-se pH, temperatura da água, oxigênio dissolvido, condutividade elétrica e turbidez in situ, e nitrogênio total, fósforo total e íons totais dissolvidos (sulfato, cloreto e sódio) analisados em laboratório. Utilizou-se o software QGIS para obtenção dos dados de georreferenciamento, bem como para elaboração de mapas do uso e ocupação do solo. Devido ao período de enfrentamento à Covid-19, em que a UFSC suspendeu as atividades presenciais e, com isso, o projeto teve suas coletas também suspensas durante os meses iniciais, o contato com este projeto de iniciação científica possibilitou conhecer demais projetos da UFSC, em que pode-se contribuir realizando análises em laboratório neste período, cujas medidas de enfrentamento à Covid-19 estão sendo respeitadas, como a organização dos horários de utilização. Posto isto, trabalhou-se com dados anteriores à iniciação desta bolsa de iniciação científica, mas que se referem ao mesmo projeto quando foi iniciado voluntariamente e também, com os dados obtidos após a retomada das coletas já no período de vigência da bolsa. Observou-se perda de qualidade da água no sentido do P1, localizado na nascente, em direção ao P5, localizado próximo à foz do Rio Vermelho e que recebe a contribuição da área urbana à montante (P2, P3 e P4). As médias das concentrações de fósforo, pH e condutividade foram significativamente maiores nos pontos P4 e P5, refletindo o carreamento dos nutrientes ao longo do curso do rio, um resultado esperado na ecologia de riachos urbanos. Todos os pontos amostrais apresentaram médias elevadas de fósforo total e bem acima do padrão estabelecido na Resolução CONAMA n° 357/2005 para águas doces de classe 2, que é de 0,1 mg/L para ambientes lóticos. O menor valor obtido para esta variável foi 45,76 mg/L no P2 e 132,76 mg/L no P5. Outro resultado importante de ser ressaltado é o padrão inverso apresentado pelas concentrações de fósforo e nitrogênio. Enquanto a média das concentrações de fósforo aumenta do P1 em direção ao P5, a média das concentrações de nitrogênio apresenta redução. A variável OD mostrou as maiores concentrações no P5, que apresentou média igual a 6,9 mg/L, o que pode ser explicado pela hidrodinâmica ao longo do riacho, que tem este ponto representado por maior agitação das águas, enquanto os demais pontos apresentam menor vazão, como é o caso do P1, próximo à nascente, que apresentou média da concentração de 3,67 mg/L de OD, abaixo do valor mínimo estabelecido na Resolução CONAMA n° 357/2005, que é de 5,0 mg/L. Os resultados obtidos, especialmente as altas concentrações de fósforo total, possivelmente refletem o lançamento de esgoto sanitário no Rio Vermelho. Ainda assim, há necessidade de monitoramento contínuo, que irá fornecer maior quantidade de dados temporais que possibilitem melhor compreensão da hidroquímica deste riacho, considerando os fenômenos observados. É muito importante que sejam realizados mais estudos da hidroquímica e qualidade da água do Rio Vermelho, com análises físico-químicas e também bacteriológicas, a fim de dar continuidade no monitoramento da qualidade de água e contribuir com a comunidade local na preservação e manutenção da qualidade ambiental e vitalidade deste recurso hídrico, um importante contribuinte da Lagoa da Conceição.
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<dc:date>2020-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Padrões e processos envolvidos na domesticação de plantas nas Américas</title>
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<name>Pinto, Gustavo Lemes</name>
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<updated>2021-08-23T21:49:51Z</updated>
<published>2021-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Padrões e processos envolvidos na domesticação de plantas nas Américas
Pinto, Gustavo Lemes
Nas América do Sul, existem evidências de uso da vegetação nativa por seres humanos há pelo menos 30.000 anos. Tendo em vista que os humanos são os principais agentes de transformação de ambientes, espera-se que existam sinais e heranças desse uso e manejo, tanto na paisagem, quanto nas espécies vegetais. Entretanto, ainda carecem estudos interdisciplinares que considerem as dimensões ecológicas e culturais dessas ações que permeiam as interações entre humanos e plantas, mesmo com extensos volumes de dados na literatura, diante disso, nós revisamos trabalhos científicos sobre domesticação de plantas nas Américas. Além disso, sistematizamos indicadores que descrevem os padrões e processos da domesticação de plantas nas Américas. Também elaboramos uma lista de espécies vegetais nativas dos Neotrópicos que estão intimamente relacionadas com a história humana, além de classificá-las quando ao grau de domesticação. Definimos como indicadores de padrão aqueles relacionados aos resultados da domesticação (adaptados de HAMMER e KHOSHBAKHT 2015, LEVIS et al. 2017) e indicadores do processo de domesticação como aqueles relacionados às práticas humanas envolvidas neste contexto (adaptados das categorias de práticas de manejo descritas em LEVIS et al. 2018), dessa forma, foram estabelecidos 12 indicadores de domesticação de plantas: 1Pa) Presença de mudanças genotípicas; 2Pa) Presença de mudanças fenotípicas; 3Pa) Evidência de cultivo em ampla escala geográfica; 4Pa) Evidência de uso pretérito; 5Pa) Evidência de variedades e subspécies; 1Pr) Evidência de remoção de plantas não utilizadas; 2Pr) Evidência de proteção de plantas utilizadas e tolerância; 3Pr) Evidência de transporte e dispersão; 4Pr) Evidência de seleção; 5Pr) Evidência de manejo com fogo; 6Pr) Evidência de manejo do solo; 7Pr) Evidência de cultivo (“Pa” referente aos indicadores de padrões e “Pr” aos de processos). Na lista final, compilamos 340 espécies de 73 famílias botânicas, sendo as sete mais representativas com 42% das espécies são:  Fabaceae, Arecaceae, Solanaceae, Myrtaceae, Asteraceae, Sapotaceae e Cucurbitaceae. Com a soma dos indicadores, também classificamos as espécies quanto ao grau de domesticação, sendo 24% das espécies classificadas como domesticadas, 30% semi-domesticadas, 20% sutilmente domesticadas e 24% silvestres. Neste estudo, utilizamos indicadores bem definidos e que podem ser convertidos em valores numéricos, o que facilita a visualização do processo contínuo de domesticação, de forma a captar melhor as particularidades das populações sob manejo que são domesticadas em algum grau e, consequentemente, o processo de domesticação de plantas nas Américas.
Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica.&#13;
Universidade Federal de Santa Catarina.&#13;
Centro de Ciências Biológicas. Departamento de Ecologia e Zoologia
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<dc:date>2021-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Taxonomia de Culicomorpha e Psychodomorpha neotropicais (Insecta: Diptera): Chironomidae do Distrito do Saí, São Francisco do Sul, SC</title>
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<name>Rosa, Nicolas dos Passos</name>
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<updated>2021-08-23T12:28:04Z</updated>
<published>2021-08-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Taxonomia de Culicomorpha e Psychodomorpha neotropicais (Insecta: Diptera): Chironomidae do Distrito do Saí, São Francisco do Sul, SC
Rosa, Nicolas dos Passos
O presente trabalho visa realizar levantamento da fauna de Chironomidae no Distrito do Saí, em São Francisco do Sul/SC, como parte do projeto Nascentes do Saí. A coleta dos materiais analisados foi feita através de armadilhas luminosas do tipo Shannon e CDC, junto a armadilhas interceptadoras de voo do tipo malaise. Após a coleta, foi realizado o processamento e a identificação do material obtido, onde foram encontradas 94 espécies de Chironomidae na região: 24 registradas pela primeira vez em SC, 9 inéditas para a ciência, 13 endêmicas do bioma Mata Atlância e 5 exclusivas ao bioma na região do estado de Santa Catarina. Em virtude da pandemia, foi pensado um plano de atividades alternativo que fosse executável em casa e então foi dado início a uma análise do Catálogo Taxonômico da Fauna do Brasil. Até o momento já foram feitas análises sobre o número de espécies descritas por autor em relação ao ano de publicação, quantidade de estágios e número de espécies coletados em relação a cada subfamília e também sobre o número de espécies conhecidas em relação aos gêneros de Chironomidae. Com o levantamento destes dados, temos que a pesquisa de Chironomidae começou no Brasil a partir da década de 1940. Junto a isso, observa-se que nas décadas de 1960 e 1970, o trabalho de pesquisadores alemães contribuiu com o conhecimento acerca da família. A partir dos anos 2000 é possível notar contribuições de pesquisadores noruegueses. Os cinco gêneros mais ricos em espécies conhecidas são: Polypedilum, Tanytarsus, Stenochironomus, Ablabesmyia e Nilothauma. Sobre as formas imaturas da família pouco se conhece, com registros majoritariamente para machos adultos. Por fim, análises que se encontram em andamento pretendem estimar o número de espécies que devem existir no Brasil, identificando os locais de maior riqueza e lacunas geográficas de amostragem do grupo.
Seminário de Iniciação Científica. Universidade Federal de Santa Catarina. CCB - ECZ.
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