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<title>Departamento de Clínica Médica</title>
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<updated>2026-09-05T21:18:05Z</updated>
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<title>Caracterização do modelo de epilepsia do lobo temporal associado à esclerose do hipocampo induzido pela administração intra-hipocampal de pilocarpina</title>
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<name>Martins, Helena Mafra</name>
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<updated>2021-08-23T10:40:59Z</updated>
<published>2021-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Caracterização do modelo de epilepsia do lobo temporal associado à esclerose do hipocampo induzido pela administração intra-hipocampal de pilocarpina
Martins, Helena Mafra
A epilepsia caracteriza-se pela ocorrência espontânea e recorrente de episódios breves ou prolongados de atividade neuronal excessiva, devido a um estado de hiperexcitabilidade neuronal e hipersincronia. Esta doença acomete cerca de 1% da população mundial e é considerada uma das principais doenças neurológicas em humanos. Grande parte do entendimento sobre os mecanismos das epilepsias vem de estudos em modelos experimentais animais, principalmente em ratos e camundongos. A pilocarpina é um agonista muscarínico M1 e tem sido bastante utilizada para induzir o status epilepticus em roedores, por meio de administrações de altas doses por via intraperitoneal (i.p.), produzindo um fenótipo que se assemelha à epilepsia de lobo temporal em humanos. O modelo da pilocarpina, em geral, compreende três fases distintas: (i) aguda, em que os animais desenvolvem o status epilepticus; (ii) latente, que pode durar até 6 semanas e caracteriza-se pela remissão das crises comportamentais e normalização do EEG; (iii) crônica, que se inicia após a primeira crise espontânea e torna-se recorrente ao longo da vida do animal. Alguns dias após a recuperação do período inicial de crises epilépticas os animais tratados com pilocarpina desenvolvem crises espontâneas. Durante o período latente uma série de alterações encefálicas, particularmente no hipocampo, incluindo neurogênese, gliose, brotamento de fibras nervosas, proliferação e morte celular. Embora a pilocarpina i.p. tem demonstrado bons resultados na mimetizando a epilepsia em roedores, este modelo produz uma alta taxa de mortalidade e efeitos periféricos adversos, devido a sua distribuição sistêmica e às altas doses empregadas. Recentemente tem sido descrita uma alternativa para o modelo da pilocarpina sistêmica: a administração de pilocarpina intra-hipocampal. A administração de pilocarpina intra-hipocampal induz o status epilepticus com uma eficiência maior do que a administração sistêmica, com a vantagem de reduzir drasticamente a mortalidade e os efeitos periféricos. No entanto, há pouca informação na literatura com relação às alterações comportamentais desse modelo, assim como de alterações bioquímicas e de plasticidade sináptica. Assim, o objetivo do presente trabalho é a implemetação do modelo de epilepsia do lobo temporal por meio da administração de pilocarpina pela via intra-hipocampal no Laboratório de Ciências Médicas-CCS/UFSC, bem como a caracterização comportamental, bioquímica e de plasticidade sínáptica, e a posterior correlação dos dados encontrados com resultados obtidos em pacientes com epilepsia do lobo temporal submetidos à cirurgia, dos quais foram coletados dados comportamentais e bioquímicos pelo nosso grupo.
Iniciação científica
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<dc:date>2021-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Dieta cetogência em pacientes adultos com epilepsia farmacorresistente em um país em desenvolvimento</title>
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<name>Kuyava, Gustavo</name>
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<updated>2021-08-20T18:44:56Z</updated>
<published>2021-08-20T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Dieta cetogência em pacientes adultos com epilepsia farmacorresistente em um país em desenvolvimento
Kuyava, Gustavo
O Hospital Universitário HU/UFSC é o centro de referência para o tratamento de epilepsias farmacorresistentes do estado de Santa Catarina e possui o primeiro e único ambulatório de Dieta Cetogênica dedicado a adultos com epilepsias farmacorresistentes do Brasil. O serviço é pioneiro e reconhecido nacionalmente pela sua importância assistencial e pesquisa nos âmbitos da graduação e pós-graduação. O bolsista Gustavo Giorgio de Cristo Kuyava iniciou suas atividades de pesquisa neste ambulatório, assistindo às consultas ambulatoriais de pacientes com epilepsia junto aos médicos-residentes e pós-graduandos Neurologistas que fazem parte da equipe, adquirindo experiência no atendimento ético e humano dos pacientes com epilepsia, realizou também extensa revisão de literatura, porém, pouco depois, em virtude da pandemia, o ambulatório foi fechado (16/03/2020). Desse modo, o bolsista e sua orientadora imediatamente foram obrigados a uma mudança de projeto para o seguinte projeto: “Perfil dos egressos como instrumento para medição da qualidade e impacto regional de um programa de pós-graduação em ciências médicas”. O estudo tem natureza exploratória, retrospectiva e descritiva de coleta de dados das plataformas CAPG e Plataforma Lattes com o intuito de analisar o perfil dos egressos do Programa de Pós-graduação em Ciências Médicas (PPGCM) do CCS/UFSC desde sua inauguração em 2008 até os dias atuais e correlação deste perfil com o destino dos egressos nas instituições de ensino e pesquisa do país. O presente estudo já rendeu um vídeo de apresentação institucional do PPGCM, um resumo submetido ao 59º Congresso Brasileiro de Educação Médica e artigo científico submetido à Revista da Associação Catarinense de Medicina. Portanto, o bolsista, durante o PIBIC, adquiriu competências quanto a elaboração e condução de projeto de pesquisa científica e, por fim, redação de artigo científico, bem como adquiriu experiência na submissão de artigo científico para revista médica.
Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica Universidade Federal de Santa Catarina Centro de Ciências da Saúde Curso de Graduação em Medicina
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<dc:date>2021-08-20T00:00:00Z</dc:date>
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