Manejo e maturação em cativeiro da sardinha-verdadeira, Sardinella brasiliensis (Steindachner, 1879) no sul do Brasil

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Manejo e maturação em cativeiro da sardinha-verdadeira, Sardinella brasiliensis (Steindachner, 1879) no sul do Brasil

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Title: Manejo e maturação em cativeiro da sardinha-verdadeira, Sardinella brasiliensis (Steindachner, 1879) no sul do Brasil
Author: Pereira, Herdras de Luna
Abstract: A sardinha-verdadeira (Sardinella brasiliensis) faz parte da família Clupeidae. Pequenos pelágicos costeiros, planctófagos, formam grandes cardumes de importância econômica em várias regiões do mundo. O intenso esforço de pesca, bem como à influência direta das variações ambientais e a falta de consenso entre os segmentos envolvidos com a atividade, levaram a uma crise na pesca e a depleção do estoque de sardinha-verdadeira. A principal espécie de isca utilizada pela frota atuneira de vara e isca viva no Brasil é a Sardinella brasilienisis O presente trabalho teve como objetivos desenvolver técnicas de cultivo em cativeiro, a afim, de aplicar metodologias especificas para Sardinella brasiliensis de manejo e maturação em cativeiro. Inicialmente foram coletados 800 reprodutores e transportados por 5 h para a área de estudo. A densidade de transporte foi de 0,4 peixe L-1, a vazão da água no tanque de transporte era de 60 L min-1, obtendo-se 53 % de sobrevivência para a etapa de captura e transporte. Posteriormente as sardinhas foram estocadas em tanque-rede mantidas em confinamento, onde após seis dias de confinamento apresentaram 45,9 % de sobrevivência, com a maioria das gônadas em estágio de repouso reprodutivo e esvaziadas em recuperação. Posteriormente foram transferidas para o laboratório, utilizando para o transporte, caixa plástica com troca parcial de água e adição inicial de anestésico (30 mg L-1 de benzocaina), apresentaram na transferência entre o tanque-rede e laboratório 89,7 % de sobrevivência. Quando estocadas em laboratório durante 21 dias as sardinhas receberam oferta da ração NRD (55 % proteína bruta, 4551 Kcal Kg-1 de energia bruta), com uma taxa de 4 % da biomassa dos peixes dia-1, dividido em três alimentações diárias. Após confinadas durante 6 dias e a primeira estadia em laboratório, 21 dias, as sardinhas aclimataram-se ao cativeiro e após a redução significativa do peso total entre a primeira vez confinada em tanque rede e o laboratório, retomaram o peso total (WT) de 50,6 para 57,1 (g). Inicialmente em laboratório não alcançaram o processo de maturação gonadal avançado, apresentando apenas 2 % de ovócitos com (Ø) entre 450 - 600 µm, encontrados em indivíduos próximo da desova. Ainda em laboratório receberam o tratamento profilático com a exposição dos espécimes durante 5 minutos próximo a água doce, alcançando sobrevivência de 100 % no manejo sanitário. Retornando pela segunda vez para o tanque-rede foi encontrado a maior relação gonadossomática para todo o período de experimento, RGS de 5,5. Pela segunda vez confinada em laboratório após 40 dias as sardinhas apresentaram o maior percentual de ovócitos na classe entre 450 - 600 µm, com diferença significativa entre todos os momentos de estudo. Após três processos de captura e transporte (estresse) entre os ambientes de estudo, o lote de sardinha se manteve em maturação. As sardinhas responderam positivamente ao processo de maturação gonadal, alcançando estágio de gônadas maduras possibilitando a indução hormonal, em ambos os ambientes de confinamento, tanque-rede e laboratório, apresentando-se como uma espécie potencial para aqüicultura.
Description: Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Agrárias, Programa de Pós-Graduação em Aqüicultura, Florianópolis, 2010
URI: http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/93779
Date: 2012-10-25


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