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O presente trabalho teve por objetivo estudar os efeitos centrais dos extratos aquoso (EA) e hidroalcoólico (EH), da fração butanólica (FB) e do verbascosídeo (VE) de Lippia alba. Camundongos adultos foram tratados por via oral (v.o., 1 h) com o EA, EH ou FB, ou por via intracerebroventricular (i.c.v., 5 min) com VE e avaliados no sono etéreo (SE), sono barbitúrico (SB), temperatura retal (TR), convulsões induzidas por pentilenotetrazol (CPTZ), labirinto em cruz elevado (LCE), teste do rota-rod (RR), teste do arame (AR) e teste de suspensão pela cauda (TST) para avaliar possíveis atividades sedativa, ansiolítica, anticonvulsivante ou antidepressiva. Os resultados mostraram que no modelo da TR todas as preparações testadas produziram hipotermia significativa em pelo menos uma das doses testadas (EA - 2 g/kg, EH - 0,3 e 1g/kg, FB - 0,1 e 0,3 g/kg; VE - 0,12, 1,2 e 12? g/sítio). Nos demais modelos comportamentais apenas o tratamento com a FB (0,3 g/kg) ou VE (0,12, 1,2 e 12? g/sítio) foram capazes de potencializar o SB ou SE, respectivamente; reduzir a letalidade (FB - 0,3 g/kg; VE - 12 g/sítio) durante as convulsões induzidas por PTZ. No LCE, apenas o VE reduziu o número de entradas nos braços fechados (0,12 e 12? g/sítio), as imersões de cabeça e comportamentos de levantar (1,2 g/sítio). No entanto, não foi observado efeito algum nos testes do RR, AR ou TST para todas as preparações testadas. O tratamento com VE (12? g/sítio) e DZP (1 mg/kg i.p.) foi capaz de produzir prejuízo no AR, indicando um provável efeito sinérgico entre os compostos. Os resultados obtidos sugerem um efeito depressor central para a FB e o VE de L. alba, sendo que o VE parece contribuir para o efeito da FB. Outros estudos devem ser conduzidos no intuito, tanto de isolar e testar mais substâncias desta espécie, como de elucidar os mecanismos envolvidos nos seus efeitos centrais. |
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