Uso sustentável do grão integral de soja desativado produzido na propriedade agrícola na alimentação de suínos

DSpace Repository

A- A A+

Uso sustentável do grão integral de soja desativado produzido na propriedade agrícola na alimentação de suínos

Show full item record

Title: Uso sustentável do grão integral de soja desativado produzido na propriedade agrícola na alimentação de suínos
Author: Candido, Sidinei
Abstract: A suinocultura é uma atividade de grande importância econômica em várias regiões do Brasil. A criação de suínos depende de alimentos ricos em proteína e energia, os quais são responsáveis por mais de 70% dos custos de produção. O alimento mais utilizado como fonte protéica na suinocultura é o farelo de soja, derivado do esmagamento do grão de soja integral e considerado pela indústria de óleo vegetal como subproduto. Suinocultores, produtores de soja, vendem os grãos para as indústrias esmagadoras de soja, e delas compram o farelo para alimentação dos animais, pagando geralmente mais pelo kg de farelo do que recebem pelo kg de soja in natura. Seria mais lógico se esses produtores pudessem utilizar o grão integral de soja diretamente na alimentação dos animais, evitando descontos e despesas de transporte e armazenamento do produto. Apesar de ser uma excelente fonte protéica e energética para os suínos, sua utilização tem como limitante a presença de substâncias conhecidas como fatores antinutricionais, ligados à digestão de proteínas. No entanto, estes fatores são termolábeis, necessitando de calor para sua desativação, o que poderia possibilitar o uso do grão de soja integral na propriedade agrícola, como alimento para os suínos, sem antes ter que processá-lo na indústria de óleo de soja. Com o objetivo de avaliar a viabilidade da utilização do grão integral de soja desativado (GISD) in natura na produção de suínos, foram testados diferentes tratamentos experimentais de substituição parcial e total de farelo de soja (FS) por GISD como fonte protéica na dieta dos animais, em rações isoprotéicas e isocalóricas. Para isso foram utilizados 160 suínos, machos castrados e fêmeas, criados separados por sexo, em baias de 4,2 m2, com 4 animais por baia, e distribuídos em blocos ao acaso, com cinco tratamentos e oito repetições. Suínos alimentados com GISD consumiram quantidades diárias semelhante de ração a dos alimentados com FS, e seu ganho de peso diário médio (GPDM) foi semelhante, sugerindo que os animais não rejeitaram o GISD nem tiveram inibida a sua taxa de crescimento. A conversão alimentar (CA) dos animais que receberam GISD foi em torno de 0,10 kg pior do que a dos animais que receberam apenas FS, representando em torno de 5 a 6 kg a mais de ração consumida dos 30 aos 100 kg de peso vivo. No entanto, a espessura de toucinho (ET) medida in vivo e no frigorífico foi 2 a 3 mm menor nos suínos alimentados com GISD do que com FS, os quais apresentaram maior rendimento de carne (RC), que resultou em 1 a 2 % a mais de bônus na tipificação de carcaças, compensando o maior custo de produção. Suínos machos castrados consumiram mais ração do que as fêmeas e apresentaram maior GPDM, porém pior CA, maior ET e menor RC. Conclui-se que o GISD pode ser utilizado na alimentação dos suínos em substituição parcial ou total do FS, sem prejuízo para o desenvolvimento dos animais, e se constitui numa alternativa viável para uso na suinocultura.
Description: Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciência Agrárias. Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas.
URI: http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/85095
Date: 2003


Files in this item

Files Size Format View

There are no files associated with this item.

This item appears in the following Collection(s)

Show full item record

Search DSpace


Browse

My Account

Statistics

Compartilhar