Exposição da população à aflatoxina B1 e ocorrência de carcinoma hepatocelular nos estados de São Paulo e Santa Catarina

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Exposição da população à aflatoxina B1 e ocorrência de carcinoma hepatocelular nos estados de São Paulo e Santa Catarina

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Title: Exposição da população à aflatoxina B1 e ocorrência de carcinoma hepatocelular nos estados de São Paulo e Santa Catarina
Author: Haas, Patrícia
Abstract: Foram pesquisadas a presença de mercadores biológicos para aflatoxina B1 (AFB1), através do aduto AFB1-Lys em residentes da cidade de São Paulo no mês de junho de 1999, mês este de festas juninas, com maior exposição da população à alimentos contaminados com a AFB1, através da ingestão de amendoim, milho e seus derivados.Foram também realizados levantamentos da ocorrência de carcinoma hepatocelular (CHC), um dos efeitos tóxicos crônicos da AFB1, em pacientes de hospitais de São Paulo(Antônio Carlos Camargo - HACC) no periodo de 1953 a 1991 e de Santa Catarina (Infantil Joana de Gusmão - HIJG; Governador Celso Ramos - HGCR e Universitário - HU) no período de 1981 a 1998, correlacionando com hábitos alimentares (AFB1), bem como, possíveis doenças precursoras de CHC (hepatite e cirrose). Todas as amostras avaliadas, apresentaram níveis do aduto AFB1 - Lys( adutode AFB1-Lys por mg de albumina sangüinea), sendo que 62% dos residentes apresentaram níveis acima de 3 pg/mg de aduto AFB1-lys. Estes n´veis, oscilaram de 3 a 57,3pg/mg com teor médio deste aduto de 14,9 pg/mg. As amostras que apresentaram n´veis mais elevados, atingiram 57,1 e 57,3 pg/mg de AFB1-Lys, respectivamente. Todos os residentes eram provenientes da área urbana e a presença do aduto independeu daprofissão e idade. No Estudo de ocorrência de CHC nos hospitais dos Estados de São Pauloe Santa Catarina, foi observado que em São Paulo, o HACC, registrou 122 casos com suspeita de CHC e que 66% foram a óbito. No estudo pela faixa etária, 31% depacientes estavam entre 41 e 80anos e 64% eram do sexo masculino. Dez Estados brasileiros (São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso, Goiás, Rondônia, PARÁ, Paraíba e Piauí) foram registrados como a residência nos últimos dez anos desses pacientes, com prevalência de São Paulo seguido da Bahia. Somente 7% dos pacientes apresentaram cirrose. Em Santa Catarina, dos hospitais avaliados, o HIJF registrou 14% de CHC e 40% de cirrose, sendo 54% dos pacientes do sexo feminino. AS regiões em que residiam a maior parte dos pacientes foram a Lesta(Grande Florianópolis) e do Vale (Vale do Itajaí) com 29% cada, e 28,6% foram à óbito. No HGCR e HU, 68% foram homens sendo registrados 16,5% de CHC e 51,7% de cirrose, 17,7% foram à óbito por CHC e a faixa etária da maioria dos casos foi dos 41 anos aos 80 anos. Quanto `a residência,56,6% eram da região do Vale do Itajaí e o maior n´mero de DH registrado, ocorreu noano de 1996(11%). A AFB1 pode estar presente em diversos alimentos e sendo esta comprovadamenta carcinogênica, é importante considerar que as crianças são mais susceptíveis aos efeitos tóxicos.
Description: Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Agrárias.
URI: http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/78763
Date: 2000


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