| dc.contributor |
Universidade Federal de Santa Catarina. |
pt_BR |
| dc.contributor.advisor |
Silva Junior, Gilson Geraldino da |
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| dc.contributor.author |
Gomes, Luan Vinícius Taketa |
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| dc.date.accessioned |
2026-09-22T19:40:15Z |
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| dc.date.available |
2026-09-22T19:40:15Z |
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| dc.date.issued |
2026-08-12 |
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| dc.identifier.uri |
https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/276765 |
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| dc.description |
TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Socioeconômico, Relações Internacionais. |
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| dc.description.abstract |
Na presente monografia são analisadas as transformações que o desenvolvimento
das tecnologias digitais, desde as redes sociais à Inteligência Artificial (IA) generativa,
vêm impondo aos conceitos de democracia e liberdade de expressão, historicamente
constituídos no interior da modernidade capitalista. O problema de pesquisa indaga
de que modo essas transformações têm implicado mudanças significativas para os
regimes democráticos e para as garantias do direito à liberdade de expressão em
distintos países. O objetivo geral é analisar, por meio de pesquisa documental e
bibliográfica, as transformações nas noções sobre democracia e liberdade de
expressão decorrentes da incorporação crescente de tecnologias digitais à economia
e à política, com atenção às assimetrias entre países desenvolvidos e em
desenvolvimento. O referencial teórico articula três interlocutores centrais: Norberto
Bobbio, a partir de cujas obras se discutem as noções de democracia como conjunto
de regras em transformação permanente, a dicotomia público/privado e as formas
visíveis e invisíveis de poder; Jürgen Habermas, com cuja teoria da esfera pública se
reconstroem as condições históricas de formação da opinião pública e sua progressiva
subordinação às lógicas do capital; e Giovanni Sartori, cujo conceito de homo videns
permite compreender o empobrecimento cognitivo produzido pela televisão e
amplificado pelas plataformas digitais. A metodologia é qualitativa, baseada em
pesquisa bibliográfica e documental. Os resultados indicam que o pressuposto
bobbiano de alternativas reais para o exercício democrático é sistematicamente
comprometido por sistemas de recomendação algorítmica opacos, que operam
segundo lógicas de maximização do engajamento emocional em detrimento da
deliberação racional. O caso da Meta e as declarações de Zuckerberg de fevereiro de
2025 revelam que o discurso da liberdade de expressão tem sido instrumentalizado
pelas Big Techs para resistir à regulamentação e expandir mercados, enquanto o caso
brasileiro demonstra que as disputas em torno da regulação das plataformas são, em
última instância, disputas pela soberania nacional frente ao poder das corporações
transnacionais. A análise da IA, com apoio no estudo empírico de Beraja (et al., 2023)
sobre a China, demonstra que essa tecnologia pode ser mobilizada tanto para
consolidar regimes autoritários quanto para ampliar a competitividade internacional
das empresas contratadas, configurando o que os autores denominam IA-tocracia.
Conclui-se que as transformações digitais não destroem a democracia, mas a
reconfiguram em condições inéditas, exigindo mecanismos de governança
simultaneamente cautelosos, ágeis e inclusivos. |
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| dc.description.abstract |
This monograph analyzes the transformations that the development of digital
technologies – from social media to generative Artificial Intelligence (AI) – has been
imposing on the concepts of democracy and freedom of expression, historically
constituted within capitalist modernity. The research question asks how these
transformations have implied significant changes for democratic regimes and for the
guarantees of freedom of expression across different countries. The general objective
is to analyze, through documentary and bibliographic research, the transformations in
the notions of democracy and freedom of expression resulting from the growing
incorporation of digital technologies into the economy and politics, with attention to the
asymmetries between developed and developing countries. The theoretical framework
articulates three central interlocutors: Norberto Bobbio, whose works provide the
conceptual tools to discuss democracy as a permanently transforming set of rules, the
public/private dichotomy, and the visible and invisible forms of power; Jürgen
Habermas, whose theory of the public sphere reconstructs the historical conditions of
public opinion formation and its progressive subordination to the logics of capital; and
Giovanni Sartori, whose concept of the homo videns illuminates the cognitive
impoverishment produced by television and amplified by digital platforms. The
methodology is qualitative, based on bibliographic and documentary research. The
results indicate that Bobbio's presupposition of real alternatives for democratic
exercise is systematically undermined by opaque algorithmic recommendation
systems, which operate according to logics of emotional engagement maximization at
the expense of rational deliberation. The case of Meta and Zuckerberg's declarations
of February 2025 reveal that the discourse of freedom of expression has been
instrumentalized by Big Techs to resist regulation and expand markets, while the
Brazilian case demonstrates that the disputes around platform regulation are,
ultimately, disputes over national sovereignty against the power of transnational
corporations. The analysis of AI, drawing on the empirical study by Beraja et al. (2023)
on China, demonstrates that this technology can be mobilized both to consolidate
authoritarian regimes and to enhance the international competitiveness of contracted
firms, configuring what the authors call AI-tocracy. It is concluded that digital
transformations do not destroy democracy, but reconfigure it under unprecedented
conditions, demanding governance mechanisms that are simultaneously cautious,
agile, and inclusive. |
pt_BR |
| dc.format.extent |
80 |
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| dc.language.iso |
por |
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| dc.publisher |
Florianópolis, SC. |
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| dc.rights |
Open Access. |
en |
| dc.subject |
relações internacionais |
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| dc.subject |
democracia |
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| dc.subject |
liberdade de expressão |
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| dc.subject |
tecnologias digitais |
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| dc.subject |
Inteligência Artificial |
pt_BR |
| dc.subject |
international relations |
pt_BR |
| dc.subject |
democracy |
pt_BR |
| dc.subject |
freedom of expression |
pt_BR |
| dc.subject |
digital technologies |
pt_BR |
| dc.subject |
Artificial Intelligence |
pt_BR |
| dc.title |
Democracia e liberdade de expressão na era digital: IA-tocracia? |
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| dc.type |
TCCgrad |
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