Entre proxies e voluntários: o papel dos atores não estatais na guerra cibernética russo-ucraniana
Show simple item record
| dc.contributor |
Universidade Federal de Santa Catarina. |
pt_BR |
| dc.contributor.advisor |
Pagliari, Graciela de Conti |
|
| dc.contributor.author |
Gontijo, Sofia Santiago Silva |
|
| dc.date.accessioned |
2026-09-22T19:39:13Z |
|
| dc.date.available |
2026-09-22T19:39:13Z |
|
| dc.date.issued |
2026-07-08 |
|
| dc.identifier.uri |
https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/276764 |
|
| dc.description |
TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Socioeconômico, Relações Internacionais. |
pt_BR |
| dc.description.abstract |
Este trabalho investiga em que medida a atuação de atores não estatais no ciberespaço reconfigura esse domínio como arena de conflito armado, tomando o conflito russo-ucraniano como exemplo analítico. Parte-se do pressuposto de que essa atuação torna a atribuição de responsabilidade estruturalmente mais difícil, expandindo a zona cinzenta na qual Estados projetam poder coercitivo sem acionar os mecanismos formais de resposta previstos pelo direito internacional, e da hipótese de que a instrumentalização desses atores como proxies dissolve a fronteira entre crime organizado e operação de inteligência estatal, redistribuindo de forma assimétrica os custos e riscos das operações ofensivas. Metodologicamente, adota-se a abordagem de análise de exemplo qualitativo comparado, com recorte temporal que recupera o processo histórico anterior à invasão de fevereiro de 2022, incluindo a formação do Estado ucraniano, a polarização identitária entre populações russófona e ucranófona, a anexação da Crimeia e episódios cibernéticos anteriores ao conflito armado. O referencial teórico articula os conceitos de novas guerras de Mary Kaldor, ciberpoder de Joseph Nye e interdependência complexa de Robert Keohane, complementados pela incorporação da Gibridnaya Voyna como referencial endógeno ao pensamento estratégico russo. A análise compara dois modelos de mobilização de atores não estatais: o caso russo, caracterizado pela instrumentalização vertical de hackers patrióticos, grupos hacktivistas e cibercriminosos como proxies estatais; e o caso ucraniano, marcado pela mobilização horizontal e voluntária de indivíduos sem vínculo institucional, articulada por meio de estruturas como o IT Army. Os resultados apontam uma tendência de confirmação a hipótese: em ambos os casos, a ambiguidade quanto à atribuição não é um efeito colateral do ciberespaço, mas um recurso estratégico deliberadamente construído e mantido pelos atores envolvidos. O trabalho conclui que o conflito russo-ucraniano constitui um caso inaugural de uma transformação estrutural na internacionalização dos conflitos armados, na qual indivíduos passam a participar diretamente de uma guerra independentemente de sua localização geográfica e da posição oficial de seus Estados de origem, colocando desafios ainda não equacionados pelo direito internacional dos conflitos armados. |
pt_BR |
| dc.format.extent |
110 f. |
pt_BR |
| dc.language.iso |
por |
pt_BR |
| dc.publisher |
Florianópolis, SC. |
pt_BR |
| dc.rights |
Open Access. |
en |
| dc.subject |
Ciberespaço |
pt_BR |
| dc.subject |
Atores não estatais |
pt_BR |
| dc.subject |
Guerra híbrida |
pt_BR |
| dc.title |
Entre proxies e voluntários: o papel dos atores não estatais na guerra cibernética russo-ucraniana |
pt_BR |
| dc.type |
TCCgrad |
pt_BR |
Files in this item
This item appears in the following Collection(s)
Show simple item record
Search DSpace
Browse
-
All of DSpace
-
This Collection
My Account
Statistics
Compartilhar