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Desdobramento direto do projeto “A metamorfologia de Macunaíma”, que visa, entre outros, construir, a partir de uma leitura da rapsódia de Mário de Andrade, a noção de sobredeterminação colonial de regimes enunciativos e cosmológicos, a proposta aqui apresentada visa contribuir para uma revisão histórica do indianismo brasileiro sob um enfoque de gênero, consubstanciado num resgate da peça "Moema" de Corina Coaracy e levantamento da sua repercussão na imprensa. Desse modo, o plano que aqui se propõe está relacionado tanto ao projeto de pesquisa do orientador, quando a projeto de pós-doutorado em andamento por ele supervisionado. Trata-se da recuperação de material biobliográfico a partir de manuscritos já fotografados em visita à Fundação Casa de Rui Barbosa, de autoria de Corina Coaracy, jornalista e escritora do século XIX, bem como do levantamento da fortuna crítica imediata à produção. Uma pesquisa prévia indica que Corina Coaracy foi autora de um texto dramatúrgico intitulado Moema, que chegou a entrar em cartaz no Rio de Janeiro, na segunda metade do século XIX. O texto, no entanto, não teria sido publicado. Além disso, junto a Visconti Coaracy, teria adaptado ao teatro O Guarani, de José de Alencar. Além de ter utilizado diferentes pseudônimos, sabe-se que a autora assina uma série de textos em periódicos do Rio de Janeiro utilizando apenas “C. Cy” que, para além da abreviatura de Corina Coaracy, ao ser lido como “Ceci”, remonta à produção indianista do período. Propõe-se, portanto, a investigação deste trabalho de modo a ampliar o recorte do que se entende tradicionalmente por “indianismo” na historiografia literária brasileira a partir da inserção de trabalhos produzidos pela autora. |
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