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O objetivo central do estudo foi examinar as relações entre as características antropométricas, o desempenho ergométrico em laboratório, o perfil neuromuscular e a performance de endurance na água em atletas de canoa havaiana (OC) de ambos os sexos. Métodos: avaliou-se uma amostra de 38 praticantes treinados (22 homens e 16 mulheres). O protocolo compreendeu a aferição antropométrica e de composição corporal por DXA (massa corporal, estatura, envergadura, altura sentado, massa magra e percentual de gordura), testes específicos em ergômetro adaptado para OC (teste incremental máximo, contrarrelógio de 1000 m e potência máxima de remada), avaliação neuromuscular isocinética do torque de rotação interna (RI) e externa (RE) do ombro (60 a 300°/s), teste de força de preensão manual (unilateral e bilateral, com cálculo do índice bilateral), assimetria inter-membros e razão RE/RI, além de um teste de desempenho aquático simulado de 4,18 km em canoa OC1. As análises estatísticas incluíram testes de comparação, regressão log-log, regressões lineares e correlações de Spearman. Resultados: os homens apresentaram maior massa corporal, estatura, massa magra, torque de ombro, força de preensão e superioridade em todos os testes ergométricos, neuromusculares e aquáticos em comparação às mulheres (p < 0,01). Variáveis de torque e preensão manual foram superiores no lado direito. Nas mulheres, a massa corporal e a massa magra mostraram forte correlação com a potência no ergômetro. Nenhuma variável antropométrica isolada correlacionou-se com a velocidade na água. Na predição do desempenho aquático, a potência de pico incremental no ergômetro foi o melhor preditor para os homens (R² ajustado = 0,69), ao passo que, para as mulheres, a potência média de 1000 m ajustada alometricamente para a massa corporal representou o principal preditor (R² ajustado = 0,67). No perfil neuromuscular, as mulheres apresentaram fortes associações entre o torque de ombro e a força de preensão manual com o tempo no ergômetro de 1000 m (ρ = -0,66 a -0,86), enquanto nos homens essas associações foram limitadas. Contudo, medidas de assimetria de torque e preensão não se correlacionaram significativamente com o desempenho aquático ou ergométrico em nenhum dos sexos. Conclusão: os determinantes do desempenho em canoa havaiana dependem do sexo e do ambiente de teste. A potência aeróbia de pico ergométrica prevê o desempenho aquático nos homens, enquanto o tamanho corporal feminino exige ajuste alométrico para a predição na água. Por fim, variáveis neuromusculares isoladas alinham-se ao teste ergométrico em mulheres, contudo assimetrias musculares e desequilíbrios bilaterais não limitam o desempenho aquático de endurance. |
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