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A teoria neurogênica da depressão propõe que o estímulo da neurogênese hipocampal adulta seja um dos mecanismos subjacentes à ação dos antidepressivos, mas persistem controvérsias quanto à magnitude desse efeito e sua relação com respostas comportamentais em roedores. Revisões sistemáticas e meta-análises anteriores concluíram haver relação negativa entre os efeitos pró-neurogênicos e comportamentais de antidepressivos prototípicos. Seus efeitos sobre a neurogênese foram positivos e pequenos e sobre o comportamento negativos e muito pequenos, ambos significativos e heterogêneos. Desde o término desta revisão, novos estudos foram publicados, motivando a aplicação de uma revisão sistemática viva. Este trabalho tem como objetivo atualizar a revisão sistemática com meta-análise sobre a relação entre os efeitos pró-neurogênicos e comportamentais dos antidepressivos em roedores, incorporando estudos publicados desde a última busca. A atualização foi conduzida conforme protocolo previamente registrado (Bolzan e Lino de Oliveira, 2021), a partir da seguinte adaptação de PICO: população = ratos e/ou camundongos; intervenção = antidepressivos prototípicos; comparação = veículo ou salina; desfechos = neurogênese hipocampal e testes comportamentais. As buscas foram realizadas no Medline (via PubMed), Scopus, Embase e Web of Science, mantendo a estratégia e os critérios do protocolo original. A deduplicação e a triagem foram conduzidas por dois revisores independentes, com discrepâncias resolvidas por um terceiro. Os novos estudos foram incorporados ao banco de dados cumulativo e analisados por meta-análise de efeitos aleatórios no R, usando o pacote ‘metafor’ (versão 5.0-1). A busca atualizada, referente a publicações entre dezembro/2022 e dezembro/2025, identificou 134 artigos: Medline via PubMed (n = 23), Scopus (n = 40), Web of Science (n = 17) e Embase (n = 54). Após remoção das duplicatas e triagem, 7 novos estudos foram incluídos. Os efeitos estimados foram positivos, médios e significativos para a neurogênese (Hedges g = 0,64 [IC 95% = 0,010, 1,17], p = 0,02, I² = 78,98%) e muito pequenos e inconclusivos para o comportamento (Hedges g = 0,01 [IC 95% = -0,27, 0,29], p = 0,93, I² = 68,90%). Após incorporação das novas evidências, os efeitos foram positivos e pequenos para a neurogênese (n = 271 estudos, Hedges g = 0,42 [IC 95% = 0,27, 0,57], p < 0,0001, I² = 70,12%) e negativos e muito pequenos para o comportamento (n = 513 estudos, Hedges g = -0,13 [IC 95% = -0,21, -0,04], p = 0,003, I² = 62,96%), ambos significativos e heterogêneos. Acerca disso, concluiu-se que a direção, magnitude e significância dos efeitos dos antidepressivos sobre a neurogênese hipocampal adulta e o comportamento permaneceram estáveis após a atualização, sugerindo que futuras atualizações seriam desnecessárias. Esforços adicionais podem ser mais úteis na avaliação da contribuição de subgrupos específicos, como tipo de antidepressivo ou condições experimentais. |
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