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Introdução: A doença de Parkinson (DP) é uma condição neurodegenerativa crônica e progressiva. Entre suas manifestações não motoras, destacam-se as alterações respiratórias, que podem estar relacionadas ao comprometimento da função dos músculos respiratórios. O diafragma é o principal músculo da inspiração cuja ação pode ser otimizada pelo posicionamento corporal, recurso frequentemente utilizado na prática fisioterapêutica para favorecer a mecânica respiratória. Entretanto, a influência de diferentes posições corporais sobre a função diafragmática em indivíduos com DP ainda é pouco conhecida. Objetivos: Comparar variáveis relacionadas à função diafragmática entre as posições supino e sentada e em pessoas com DP. Métodos: Trata-se de estudo observacional, de delineamento transversal. As avaliações foram conduzidas em dois momentos distintos, respeitando um intervalo mínimo de 48 horas e máximo de 14 dias entre elas. Na primeira etapa (dia I), após a leitura e assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, foram realizadas a anamnese e aplicação do Montreal Cognitive Assessment, escala de estadiamento de Hoehn e Yahr (HY), escala de Barthel e International Physical Activity Questionnaire (IPAQ). Adicionalmente, foram aferidas a estatura e a massa corporal dos participantes. Na segunda etapa (dia II), foram examinadas a mobilidade do diafragma (cm), a espessura (mm), a fração de espessura (%) e a taxa de espessamento por meio da ultrassonografia diafragmática. A mobilidade foi mensurada durante a respiração tranquila e a espessura durante a respiração tranquila e inspiração e expiração máximas. As análises estatísticas foram efetuadas por meio do software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 25. A verificação da normalidade da distribuição dos dados foi realizada pelo teste de Shapiro-Wilk. Para comparar as diferentes posições corporais, foi utilizado o teste de Wilcoxon, com determinação dos tamanhos de efeito (r). Resultados: Participaram do estudo 12 pessoas com DP (65,4±4,6 anos), principalmente do sexo masculino (n=8) e na fase intermediária da doença (HY estágio III). A espessura diafragmática foi significativamente maior na posição sentada durante a inspiração tranquila (p=0,005; r=0,87), expiração tranquila (p<0,001; r=1,00), inspiração máxima (p=0,021; r=0,74) e expiração máxima (p=0,009; r=0,82). Conclusão: Os achados do presente estudo demonstraram que a mudança da posição supina para a sentada modifica a espessura do diafragma, sem alterações significativas em sua mobilidade. Uma possível explicação para esse achado é que, em posições mais eretas, as alterações na mecânica toracoabdominal e o aumento da pressão intra-abdominal impõem maior demanda ao diafragma, que pode responder com maior espessamento muscular. Os resultados sugerem que essa adaptação postural do diafragma também está presente em indivíduos com DP. |
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