Violências contra as mulheres provocadas por parceiros íntimos e a sua abordagem na Atenção Primária à Saúde: uma revisão de escopo

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Violências contra as mulheres provocadas por parceiros íntimos e a sua abordagem na Atenção Primária à Saúde: uma revisão de escopo

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dc.contributor Universidade Federal de Santa Catarina
dc.contributor.advisor Lindner, Sheila Rubia
dc.contributor.author Soares, Ana Keila
dc.date.accessioned 2026-07-27T23:18:20Z
dc.date.available 2026-07-27T23:18:20Z
dc.date.issued 2024
dc.identifier.other 397723
dc.identifier.uri https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/274654
dc.description Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, Florianópolis, 2024.
dc.description.abstract A violência contra as mulheres representa uma desigualdade no exercício de poder das relações conjugais da sociedade contemporânea. De acordo com o Anuário de Segurança Pública de 2022, ao menos 3 mulheres morreram por dia no Brasil por serem mulheres no ano de 2021. Entre 2016 e 2021 houve um crescimento de 44,3% de feminicídios, saltando de 929 casos em 2016 para 1341 casos em 2021. Historicamente os setores de segurança pública e justiça tiveram e têm assumido grande parte da responsabilidade em abordar a VPI. Entretanto, a complexidade do fenômeno mostra a necessidade da criação de políticas públicas amplas e do comprometimento de setores como a saúde no seu combate. A Atenção Primária à Saúde (APS) é ponto fundamental na construção dessa rede de enfrentamento. O presente trabalho tem como objetivo analisar as evidências científicas sobre as abordagens da APS para situações de violência contra as mulheres provocadas por parceiros íntimos, identificando estratégias utilizadas, fatores que interferem nessa abordagem e lacunas de conhecimento. Caracteriza-se como um estudo de revisão de escopo. Os estudos encontrados foram avaliados de acordo com os seguintes critérios de elegibilidade: estudos relacionados a abordagem da violência por parceiros íntimos contra a mulher, na Atenção Primária à Saúde; Estudos na perspectiva do profissional de saúde sobre a abordagem da violência por parceiros íntimos contra a mulher, na Atenção Primária à Saúde; Estudos na perspectiva dos usuários sobre a abordagem da violência por parceiros íntimos contra a mulher, na Atenção Primária à Saúde. Dois revisores realizaram a triagem dos estudos, em duas etapas, de forma independente. Foram selecionados 46 estudos. A análise dos dados foi realizada no Microsoft Excel®, onde foram tabulados os dados bibliométricos dos documentos selecionados. Foram coletados agrupamento de informações e síntese de conteúdos que respondessem aos objetivos da dissertação. Os achados apontaram para uma dificuldade de identificação da problemática pelas equipes e para dificuldades de abordagem do problema mesmo quando há a sua identificação. Poucos estudos deflagraram condutas profissionais capazes de conduzir o problema em direção a uma resolução. Foram identificados fatores citados como capazes de interferir e dificultar a abordagem da temática, tais quais sentimentos e emoções como o medo, impotência, insegurança e desamparo; a falta de formação e o despreparo profissional. A revisão demonstrou que a sobrecarga dos serviços, a limitação de tempo para atendimentos aos usuários, a imposição do cumprimento de metas moldadas pela lógica da produtividade e a alta rotatividade dos profissionais, impedem que os servidores ofertarem uma abordagem adequada as demandas de VPI. A revisão identificou estratégias citadas nos estudos que contribuem para a abordagem da VPI, dentre elas a promoção de espaço seguro, dispositivos como acolhimento e criação de vínculo, trabalho em equipe e o trabalho em rede. Os resultados apontam para a necessidade de resgatar a construção de uma APS robusta, onde os olhares voltem-se ao território e os profissionais de saúde tenham a segurança, estabilidade e a possibilidade de colocar em prática as estratégias capazes de contribuir para abordagem da temática.
dc.description.abstract Abstract: Violence against women represents a factor of inequality when it comes to the exercise of power in marital relationships in contemporary society. According to the 2022 Brazilian Yearbook of Public Security, at least 3 women died every day in Brazil because they were women in 2021. Between 2016 and 2021, there was a 44.3% increase in femicides, going from 929 cases in 2016 to 1341 cases in 2021. Historically, the public safety and justice sectors had and still have taken on much of the responsibility for addressing intimate partner violence (IPV). However, the complexity of the phenomenon shows that broad public policies must be developed and that sectors such as health must be committed to tackling this issue. The Primary Health Care (PHC) is essential to build this coping network. The present work aims to analyze the scientific evidence regarding approaches used by the PHC in situations of violence against women caused by intimate partners, identifying the strategies used, the factors that interfere in this approach and the gaps in knowledge. It is characterized as a scoping review study. The studies found were evaluated according to the following eligibility criteria: studies related to the approach to intimate partner violence against women in Primary Health Care; studies on the approach to intimate partner violence against women in Primary Health Care from the perspective of health professionals; studies on the approach to intimate partner violence against women in Primary Health Care from the perspective of users. Two reviewers independently screened the studies, in two stages. 46 studies were selected. Data analysis was carried out in the Microsoft Excel® program, where the bibliometric data of the selected documents were tabulated. Sets of information that responded to the objectives of the dissertation were gathered and synthetized. The findings showed that the teams found it difficult to identify the problem and struggled to approach the issue even when it was identified. Few studies reported professional behaviors capable of leading the problem towards a resolution. Factors cited as capable of interfering and complicating the approach to the topic were identified, which included feelings and emotions such as fear, impotence, insecurity and helplessness; lack of training and professional unpreparedness. The review demonstrated that the overload of services, the limited time to assist users, the imposition of meeting goals shaped by the logic of productivity and the high turnover of professionals prevent public servants from offering an adequate approach to IPV demands. The review identified strategies mentioned in studies that can contribute to the approach to IPV, which include the promotion of a safe space, mechanisms such as embracement and bonding practices, teamwork and networking. The results point to the need for reestablishing a robust PHC, where attention is focused on the region to be served and health professionals have the required security, stability and possibility to put into practice strategies capable of contributing to the approach of the topic in question. en
dc.format.extent 120 p.| il., gráfs., tabs.
dc.language.iso por
dc.subject.classification Saúde coletiva
dc.subject.classification Atenção primária à saúde
dc.subject.classification Violência de gênero
dc.subject.classification Violência contra as mulheres
dc.title Violências contra as mulheres provocadas por parceiros íntimos e a sua abordagem na Atenção Primária à Saúde: uma revisão de escopo
dc.type Dissertação (Mestrado)
dc.contributor.advisor-co Lange, Fernanda Cornelius


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