| dc.contributor |
Universidade Federal de Santa Catarina. |
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| dc.contributor.advisor |
Conti Pagliari, Graciela de |
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| dc.contributor.author |
Oliveira, Ana Maísa de |
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| dc.date.accessioned |
2026-07-20T21:13:44Z |
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| dc.date.available |
2026-07-20T21:13:44Z |
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| dc.date.issued |
2026-05-28 |
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| dc.identifier.uri |
https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/274525 |
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| dc.description |
TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Socioeconômico, Relações Internacionais. |
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| dc.description.abstract |
Este trabalho analisa comparativamente as trajetórias de segurança energética do Brasil e da
África do Sul, desde os respectivos regimes autoritários até as primeiras décadas do século
XXI. Embora os dois países compartilhem semelhanças estruturais significativas — regimes
autoritários, transições democráticas pactuadas, posição semiperiférica no sistema
internacional e condição de maiores economias de suas regiões —, suas trajetórias energéticas
divergiram de forma radical. O Brasil diversificou sua matriz, reformou o arcabouço
regulatório do setor energético e manteve um papel indutor do Estado que lhe permitiu
responder a crises e projetar-se internacionalmente como ator relevante na governança
energética e climática global. A África do Sul permaneceu estruturalmente dependente do
carvão, não implementou as reformas previstas no Energy White Paper de 1998 e viu sua
principal estatal de eletricidade, a Eskom, ser debilitada por décadas de não-reforma e por
episódios de captura institucional, resultando em quase duas décadas de crises de
abastecimento elétrico. A pesquisa mobiliza o neorrealismo de Kenneth Waltz e a teoria das
potências médias como marco teórico, argumentando que a posição de cada país no sistema
internacional condicionou as escolhas domésticas que produziram resultados tão distintos. A
hipótese central, confirmada pela análise, é que a maior segurança energética brasileira
decorre de três fatores inter-relacionados: a diversificação da matriz energética, a capacidade
de reforma institucional e a manutenção de um papel indutor do Estado que foram
condicionados pela inserção internacional de cada país e que resultaram em capacidades
desiguais para a atuação como potências médias. O trabalho está organizado em três
capítulos: o primeiro apresenta o referencial teórico; o segundo traça o panorama histórico das
trajetórias energéticas em três períodos (regimes autoritários, transição democrática e
consolidação democrática); e o terceiro desenvolve a análise comparativa em quatro eixos
temáticos que confrontam as trajetórias e identificam as variáveis explicativas da divergência.
A pesquisa contribui para o campo das Relações Internacionais ao demonstrar que a
segurança energética de potências médias não pode ser compreendida apenas por variáveis
domésticas ou apenas por constrangimentos sistêmicos, mas pela articulação entre ambos. |
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| dc.description.abstract |
This study provides a comparative analysis of the energy security trajectories of Brazil and
South Africa, from their respective authoritarian regimes to the early decades of the
twenty-first century. Although the two countries share significant structural similarities —
authoritarian regimes, negotiated democratic transitions, semi-peripheral positions in the
international system, and status as the largest economies in their regions — their energy
trajectories have diverged radically. Brazil diversified its energy matrix, reformed its
regulatory framework, and maintained a state-led role that enabled it to respond to crises and
project itself internationally as a relevant actor in global energy and climate governance.
South Africa remained structurally dependent on coal, failed to implement the reforms
outlined in the 1998 Energy White Paper, and saw its main electricity utility, Eskom,
weakened by decades of non-reform and institutional capture, resulting in nearly two decades
of electricity supply crises. The research draws on Kenneth Waltz's neorealism and middle
power theory as its theoretical framework, arguing that each country's position in the
international system shaped the domestic choices that produced such distinct outcomes. The
central hypothesis, confirmed by the analysis, is that Brazil's greater energy security stems
from three interrelated factors: energy matrix diversification, institutional reform capacity, and
the maintenance of a state-led developmental role which were conditioned by each country's
international insertion and resulted in unequal capacities for action as middle powers. The
study is organized into three chapters: the first presents the theoretical framework; the second
traces the historical overview of each country's energy trajectory across three periods
(authoritarian regimes, democratic transition, and democratic consolidation); and the third
develops the comparative analysis along four thematic axes that examine the trajectories and
identify the explanatory variables behind the divergence. The research contributes to the field
of International Relations by demonstrating that the energy security of middle powers cannot
be understood through domestic variables or systemic constraints alone, but through the
articulation of both. |
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| dc.format.extent |
112 f. |
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| dc.language.iso |
por |
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| dc.publisher |
Florianópolis, SC. |
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| dc.rights |
Open Access. |
en |
| dc.subject |
Segurança energética |
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| dc.subject |
Potências médias |
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| dc.subject |
Brasil |
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| dc.subject |
África do Sul |
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| dc.subject |
Política energética comparada |
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| dc.subject |
Energy security |
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| dc.subject |
Middle powers |
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| dc.subject |
Brazil |
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| dc.subject |
South Africa |
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| dc.subject |
Comparative energy policy |
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| dc.title |
Segurança energética e potências médias: análise Brasil e África do Sul |
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| dc.type |
TCCgrad |
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