Choques Climáticos Extremos e a Dinâmica da Inflação de Alimentos no Brasil: Evidências para o período 2012–2024

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Choques Climáticos Extremos e a Dinâmica da Inflação de Alimentos no Brasil: Evidências para o período 2012–2024

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dc.contributor Universidade Federal de Santa Catarina. pt_BR
dc.contributor.advisor Moura, Guilherme Valle
dc.contributor.author Aguirre, Giovanna Nobre
dc.date.accessioned 2026-07-15T10:51:47Z
dc.date.available 2026-07-15T10:51:47Z
dc.date.issued 2026-07-07
dc.identifier.uri https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/274262
dc.description TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Socioeconômico, Economia. pt_BR
dc.description.abstract Desde os episódios de pandemia de Covid-19 e guerra na Ucrânia, choques de preço tem se revelado como um dos maiores desafios no combate à pobreza. Nesse contexto, este trabalho investiga os efeitos de condições climáticas extremas sobre a inflação de Alimentos no Domicílio no Brasil entre 2012 e 2024, com ênfase na magnitude, persistência e assimetria dos choques associados a episódios de seca extrema e excesso hídrico. A estratégia empírica combina duas etapas: na primeira, foram construídos índices nacionais de extremos climáticos a partir de dados de SPEI para as regiões intermediárias brasileiras, sintetizados pelo método LASSO (Least Absolute Shrinkage and Selection Operator), para identificar as regiões climaticamente mais relevantes para a dinâmica inflacionária dos alimentos; na segunda, estimou-se um modelo autorregressivo vetorial com variáveis exógenas (VARX), incorporando fatores macroeconômicos, componentes autorregressivos e os indicadores climáticos construídos. Os resultados indicam que choques climáticos extremos exercem influência estatisticamente relevante sobre a inflação alimentar, mesmo após o controle por determinantes macroeconômicos convencionais. Choques de seca extrema apresentaram associação predominantemente inflacionária, enquanto episódios de excesso hídrico revelaram efeitos mais heterogêneos, incluindo impactos desinflacionários sob determinados limiares e regiões, o que sugeriu assimetria na relação entre clima extremo e preços dos alimentos. As funções impulso-resposta indicaram que esses efeitos se concentram no curto prazo, permanecendo relevantes sobretudo nos três a quatro meses subsequentes ao choque. Em conjunto, os achados reforçam a natureza híbrida da inflação de alimentos, cuja dinâmica não pode ser compreendida exclusivamente sob uma ótica monetária, sendo também determinada por choques de oferta associados a condições climáticas extremas. pt_BR
dc.language.iso por pt_BR
dc.publisher Florianópolis, SC. pt_BR
dc.rights Open Access. en
dc.subject Choques de preço pt_BR
dc.subject Condições climáticas extremas pt_BR
dc.subject Inflação de alimentos pt_BR
dc.title Choques Climáticos Extremos e a Dinâmica da Inflação de Alimentos no Brasil: Evidências para o período 2012–2024 pt_BR
dc.type TCCgrad pt_BR


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