| dc.contributor |
Universidade Federal de Santa Catarina. |
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| dc.contributor.advisor |
Goulart, Marco Antônio de Oliveira Vieira |
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| dc.contributor.author |
Lins Junior, Valter José |
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| dc.date.accessioned |
2026-07-14T11:30:32Z |
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| dc.date.available |
2026-07-14T11:30:32Z |
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| dc.date.issued |
2026-07-07 |
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| dc.identifier.uri |
https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/274189 |
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| dc.description |
TCC(graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Tecnológico, Engenharia de Produção. |
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| dc.description.abstract |
O período da pandemia de COVID-19 combinou choque econômico sobre o varejo
com a entrada massiva de investidores pessoa física no mercado acionário
brasileiro, configurando um cenário propício para examinar como a comunicação
corporativa influencia a reação dos investidores. Os releases de resultados cumprem
função simultaneamente informacional e promocional, permitindo que a
administração module, por meio da linguagem, a percepção dos investidores sobre o
desempenho reportado. Este trabalho investigou o impacto dos atributos textuais
desses documentos, em especial o tom e a extensão, sobre a reação de curto prazo
do mercado às ações de empresas do varejo de bens de consumo listadas na B3,
no período de 2020 a 2023. A partir de um painel balanceado de 192 observações
(12 empresas × 16 trimestres), mensurou-se o tom dos releases com dicionário de
sentimentos em língua portuguesa, calculou-se o Retorno Anormal Acumulado
(CAR) em janela de três dias pela metodologia de estudo de eventos e estimou-se,
por regressão múltipla com erros padrão robustos, o efeito moderador do tom sobre
a reação à surpresa nos lucros. No tratamento agregado dos dados, todas as
hipóteses formuladas foram rejeitadas, sem efeito estatisticamente mensurável das
variáveis textuais sobre o CAR. Contudo, a segmentação da amostra em dois
regimes macroeconômicos revelou que essa nulidade aparente decorre da
agregação de efeitos de sinais opostos: o tom atuou como amplificador da reação à
surpresa nos lucros no regime de incerteza (2020–2021), com coeficiente positivo e
significativo (β = +1,46), e como atenuador no regime de normalização (2022–2023),
com coeficiente negativo (β = −0,87), resultando em uma diferença entre regimes
estatisticamente significativa ao nível de 1% (β = −2,33; p = 0,004). Essa inversão,
formalizada por um modelo unificado com interações triplas e confirmada por teste
de quebra estrutural, mostrou-se robusta na amostra principal, porém condicional à
composição setorial e sensível à presença de surpresas de lucro atípicas. Conclui-se
que a relação entre linguagem corporativa e reação do mercado não é estática,
modulando-se conforme o contexto de incerteza informacional, e que a
heterogeneidade de regimes macroeconômicos pode explicar parte dos resultados
inconclusivos previamente documentados na literatura nacional sobre o tema. |
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| dc.description.abstract |
The COVID-19 pandemic combined an economic shock on the retail sector with the
massive entry of individual investors into the Brazilian stock market, creating a
suitable setting to examine how corporate communication influences investor
reactions. Earnings releases serve a simultaneously informational and promotional
function, allowing management to shape investors' perceptions of reported
performance through language. This study investigated the impact of the textual
attributes of these documents, particularly tone and length, on the short-term market
reaction to the stocks of consumer retail companies listed on B3, from 2020 to 2023.
Based on a balanced panel of 192 observations (12 companies × 16 quarters), the
tone of the releases was measured using a Portuguese-language sentiment
dictionary, the Cumulative Abnormal Return (CAR) was computed over a three-day
window through the event study methodology, and the moderating effect of tone on
the reaction to earnings surprises was estimated via multiple regression with robust
standard errors. In the aggregate analysis, all formulated hypotheses were rejected,
with no statistically measurable effect of the textual variables on CAR. However,
segmenting the sample into two macroeconomic regimes revealed that this apparent
nullity stems from the aggregation of effects with opposite signs: tone acted as an
amplifier of the reaction to earnings surprises during the uncertainty regime (2020–
2021), with a positive and significant coefficient (β = +1.46), and as an attenuator
during the normalization regime (2022–2023), with a negative coefficient (β = −0.87),
resulting in a difference between regimes that is statistically significant at the 1%
level (β = −2.33; p = 0.004). This reversal, formalized through a unified model with
triple interactions and confirmed by a structural break test, proved robust in the main
sample, yet conditional on sectoral composition and sensitive to the presence of
atypical earnings surprises. The findings indicate that the relationship between
corporate language and market reaction is not static, varying according to the context
of informational uncertainty, and that the heterogeneity of macroeconomic regimes
may explain part of the inconclusive results previously documented in the Brazilian
literature on the subject. |
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| dc.format.extent |
117f. |
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| dc.language.iso |
por |
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| dc.publisher |
Florianópolis, SC. |
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| dc.rights |
Open Access. |
en |
| dc.subject |
análise textual em finanças |
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| dc.subject |
tom |
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| dc.subject |
releases de resultados |
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| dc.subject |
estudo de eventos |
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| dc.subject |
varejo |
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| dc.title |
O impacto do tom e da extensão textual dos Releases de Resultados no comportamento dos investidores do varejo de bens de consumo da B3 |
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| dc.type |
TCCgrad |
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