Variação da linha de costa de Canajurê após a alimentação artificial na praia de Canasvieiras (Florianópolis - SC)
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| dc.contributor |
Universidade Federal de Santa Catarina. |
pt_BR |
| dc.contributor.advisor |
Pereira, Pedro de souza |
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| dc.contributor.author |
Cordeiro, Wicent |
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| dc.date.accessioned |
2026-07-08T14:41:54Z |
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| dc.date.available |
2026-07-08T14:41:54Z |
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| dc.date.issued |
2026-06-18 |
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| dc.identifier.uri |
https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/273859 |
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| dc.description |
TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Oceanografia. |
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| dc.description.abstract |
A alimentação artificial de praia é uma das principais estratégias de gestão costeira
adotadas no Brasil e no mundo para a proteção contra a erosão, porém seus efeitos
frequentemente extrapolam os limites geográficos da área de intervenção. Este
trabalho avalia a variação da linha de costa da praia de Canajurê (Florianópolis, SC)
associada ao engordamento realizado na praia de Canasvieiras em 2019, com aporte
de aproximadamente 344 mil m³ de areia. A análise foi conduzida por meio de
sensoriamento remoto orbital, utilizando imagens do satélite Sentinel-2 processadas
via sistema CASSIE (Coastal Analyst System from Space Imagery Engine) para
extração automática da linha de costa pelo índice NDWI, cobrindo o período de 2016
a 2026. As variações espaço-temporais foram analisadas por meio de Diagramas de
Hovmöller e pelos índices LRR (Linear Regression Rate) e SCE (Shoreline Change
Envelope), calculados via DSAS. A análise foi estruturada em duas janelas temporais
pré e pós-engordamento permitindo caracterizar o comportamento natural do sistema
e a resposta morfológica à intervenção. No período pré-engordamento (2016–2019),
Canajurê já apresentava conectividade sedimentar ativa com Canasvieiras,
evidenciada por um dipolo de anomalias positivas e negativas associado à
transposição sedimentar natural por promontórios. A amplitude máxima de variação
(SCE) no setor central não ultrapassou 34 m e o LRR máximo foi de 3,5 m/ano. No
período pós-engordamento (2020–2026), verificou-se ruptura morfológica expressiva:
os transectos centrais registraram LRR de até 16 m/ano e SCE de até 130 m, valor
quase quatro vezes superior ao máximo pré-intervenção. O gradiente espacial
observado, com acreção progressiva de norte a sul ao longo dos transectos, é
coerente com o padrão de transporte longitudinal anti-horário descrito para a costa
norte da Ilha de Santa Catarina e com o modelo de transposição sedimentar por
espraiamento na zona de surfe (Klein et al. 2020). Após mais de 80 meses, os
sedimentos ainda se encontram em processo de redistribuição em Canajurê, sem
retorno à morfologia pré-2019. Os resultados indicam que os efeitos do engordamento
de Canasvieiras configuram um processo de geoengenharia costeira não intencional,
com implicações diretas para o licenciamento ambiental e para a gestão integrada do
arco praial do norte da Ilha de Santa Catarina. |
pt_BR |
| dc.description.abstract |
Beach nourishment is one of the main coastal management strategies adopted in
Brazil and worldwide; however, its effects frequently extend beyond the geographic
boundaries of the intervention area. This study evaluates shoreline variation at
Canajurê Beach (Florianópolis, SC) associated with the nourishment carried out at
Canasvieiras Beach in 2019, which involved the placement of approximately 344,000
m³ of sand. The analysis was conducted through orbital remote sensing, using
Sentinel-2 satellite imagery processed by the CASSIE system (Coastal Analyst System
from Space Imagery Engine) for automatic shoreline extraction via the NDWI index,
covering the period from 2016 to 2026. Spatiotemporal variations were assessed using
Hovmöller diagrams and the LRR (Linear Regression Rate) and SCE (Shoreline
Change Envelope) statistics, computed via DSAS. The analysis was structured into
two temporal windows pre- and post-nourishment allowing characterization of the
system's natural behavior and its morphological response to the intervention. During
the pre-nourishment period (2016–2019), Canajurê already exhibited active
sedimentary connectivity with Canasvieiras, evidenced by a dipole of positive and
negative anomalies associated with natural headland bypassing. Maximum shoreline
variability (SCE) in the central sector did not exceed 34 m, and the maximum LRR was
3.5 m/year. During the post-nourishment period (2020–2026), a significant
morphological shift was observed: central transects recorded LRR values of up to 16
m/year and SCE of up to 130 m nearly four times the pre-intervention maximum. The
spatial gradient, characterized by progressive accretion from north to south along the
transects, is consistent with the counterclockwise longshore transport pattern
described for the northern coast of Santa Catarina Island and with the headland
bypassing swash-surf zone model of Klein et al. (2020). After more than 80 months,
sediments are still undergoing redistribution at Canajurê, with no return to pre-2019
morphology. The results indicate that the effects of the Canasvieiras nourishment
constitute a process of unintentional coastal geoengineering, with direct implications
for environmental licensing and integrated management of the northern beach arc of
Santa Catarina Island. |
pt_BR |
| dc.language.iso |
por |
pt_BR |
| dc.publisher |
Florianópolis, SC. |
pt_BR |
| dc.rights |
Open Access. |
en |
| dc.subject |
Engordamento praial |
pt_BR |
| dc.subject |
CASSIE |
pt_BR |
| dc.subject |
Sensoriamento remoto |
pt_BR |
| dc.title |
Variação da linha de costa de Canajurê após a alimentação artificial na praia de Canasvieiras (Florianópolis - SC) |
pt_BR |
| dc.type |
TCCgrad |
pt_BR |
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