Higiene oral em crianças autistas: um estudo sobre hábitos e práticas familiares

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Higiene oral em crianças autistas: um estudo sobre hábitos e práticas familiares

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dc.contributor Universidade Federal de Santa Catarina. pt_BR
dc.contributor.advisor Bolan, Michele da Silva
dc.contributor.author Marenucci, Rafael dos Santos
dc.date.accessioned 2026-05-29T20:35:00Z
dc.date.available 2026-05-29T20:35:00Z
dc.date.issued 2026-05-07
dc.identifier.uri https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/273460
dc.description TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Odontologia. pt_BR
dc.description.abstract O presente estudo teve como objetivo analisar os hábitos de higiene oral em crianças autistas a partir das práticas adotadas pelos responsáveis, bem como identificar desconfortos e respostas negativas associados à execução desses hábitos e ao uso de produtos odontológicos. Trata-se de estudo observacional transversal, quantitativo, conduzido por e-survey com questionário autoaplicável, conforme recomendações do checklist CHERRIES. A coleta ocorreu entre abril e novembro de 2025, via Google Forms, com responsáveis por crianças de 2 a 14 anos com diagnóstico prévio de Transtorno do Espectro Autista. A amostra final foi composta por 108 participantes. Realizou-se análise descritiva, regressão de Poisson com variância robusta para investigar fatores associados ao número de dificuldades durante a higiene oral e regressão logística hierárquica para avaliar fatores associados aos hábitos de higiene oral. Os achados mostraram que, embora a maioria realizasse escovação diária e utilizasse dentifrício fluoretado, predominaram padrões desfavoráveis de higiene oral, sobretudo pela baixa incorporação do fio dental à rotina. Verificou-se elevada participação dos responsáveis na supervisão ou auxílio da escovação, além do uso de estratégias de adaptação, como modificação de produtos, ambiente mais calmo ou lúdico e recursos de adaptação sensorial. As dificuldades foram marcadas por fatores sensoriais e comportamentais, incluindo sensibilidade ao toque, desconforto durante a escovação, dificuldade com a rotina, ansiedade e resistência ao cuidado. Crianças com maior nível de suporte apresentaram maior número de dificuldades e maiores chances de hábitos desfavoráveis, enquanto a sensibilidade a materiais de higiene oral associou-se a maior número de dificuldades. Por outro lado, o uso de escova elétrica infantil associou-se a menor número de dificuldades. Conclui-se que os hábitos de higiene oral nessa população permanecem comprometidos e são influenciados pela interação entre fatores sensoriais, comportamentais e funcionais, reforçando a necessidade de abordagens individualizadas e adaptações compatíveis com as necessidades da criança e com a rotina familiar. pt_BR
dc.description.abstract This study aimed to analyze oral hygiene habits in autistic children based on caregivers’ practices, as well as to identify discomfort, negative responses, and factors associated with these habits and the use of oral hygiene products. This was a cross-sectional observational study with a quantitative approach, conducted through an e-survey using a self-administered questionnaire developed according to the CHERRIES checklist. Data were collected between April and November 2025 via Google Forms, involving parents or legal caregivers of children aged 2 to 14 years with a previous diagnosis of Autism Spectrum Disorder. The final sample consisted of 108 participants. Descriptive analyses, Poisson regression with robust variance, and hierarchical logistic regression were performed. Although most children brushed their teeth daily and used fluoridated toothpaste, unfavorable oral hygiene habits predominated, mainly due to the low incorporation of dental floss into the routine. Frequent caregiver participation in supervising or assisting toothbrushing was observed, as well as the use of adaptation strategies, such as product modification and the creation of a calmer or more playful environment. Difficulties were mainly characterized by sensory and behavioral factors. Children with higher support needs had a greater number of difficulties and higher odds of unfavorable habits, while sensitivity to oral hygiene materials was associated with a greater number of difficulties. In contrast, the use of a children’s electric toothbrush was associated with fewer difficulties. It was concluded that oral hygiene in this population remains compromised and requires individualized approaches compatible with each child’s needs and family routine. pt_BR
dc.format.extent 71 pt_BR
dc.language.iso por pt_BR
dc.publisher Florianópolis, SC. pt_BR
dc.rights Open Access. en
dc.subject Higiene oral pt_BR
dc.subject Autismo pt_BR
dc.subject Transtorno do espectro autista (TEA) pt_BR
dc.subject Cuidados odontológicos pt_BR
dc.subject Práticas familiares pt_BR
dc.title Higiene oral em crianças autistas: um estudo sobre hábitos e práticas familiares pt_BR
dc.type article pt_BR
dc.contributor.advisor-co Kammer, Pedro Vitali


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