A violência na formação socioeconômica brasileira

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A violência na formação socioeconômica brasileira

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Título: A violência na formação socioeconômica brasileira
Autor: Melo, Francieli da Silva
Resumo: Esta pesquisa tem por objetivo evidenciar a violência presente na formação socioeconômica brasileira, a partir da análise das relações sociais que regem a sociedade contemporânea: capitalista, racial e patriarcal. Em especial, busca-se destacar a violência no modo de produção capitalista e a relação que o Estado e a ideologia mantêm com a violência enquanto instrumentos de dominação burguesa. Para isso, utilizou-se material bibliográfico fundamentado na perspectiva da Teoria Social Crítica, em uma pesquisa de caráter básico, exploratório e qualitativo. A partir do método materialista histórico-dialético, discute-se a função social do fenômeno da violência no capitalismo, sua presença nas estruturas sociais sobre as quais se ergueu a atual formação social brasileira, bem como o processo de consolidação do modo de produção capitalista no país e o consequente estabelecimento das relações sociais. Conclui-se que a sociedade brasileira, historicamente, é marcada pela violência desde o período da colonização, e que a estrutura capitalista no Brasil se consolidou com base na violência aberta contra a população negra e indígena para o uso compulsório da força de trabalho, no trabalho reprodutivo das mulheres, na exploração dos recursos naturais, na expropriação de terras e na superexploração da força de trabalho. Assim, a violência que vivenciamos nessa determinação sócio-histórica é originária da estrutura econômico-política do modo de produção capitalista, no qual a relação contraditória entre trabalho e capital é intrínseca e engendra processos de exploração, opressão, dominação e alienação do homem pelo homem. Constata-se, ainda, que o capitalismo necessita da violência sistemática contra a classe trabalhadora — atravessada por determinações de raça/etnia e sexo/gênero — para manter-se e reproduzir-se. Por isso, a população negra e feminina ocupa posições historicamente depreciadas nessa estrutura social, determinadas e mantidas pela classe dominante branca e masculina.
Descrição: TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Socioeconômico, Serviço Social.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/271424
Data: 2025-06-27


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