| dc.contributor |
Universidade Federal de Santa Catarina. |
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| dc.contributor.advisor |
Campos, Daniela Queiroz |
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| dc.contributor.author |
Santos, João Pedro Brunetti dos |
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| dc.date.accessioned |
2025-12-10T17:42:47Z |
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| dc.date.available |
2025-12-10T17:42:47Z |
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| dc.date.issued |
2025-12-02 |
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| dc.identifier.uri |
https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/270800 |
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| dc.description |
TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, História. |
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| dc.description.abstract |
O estudo objetiva analisar a sobrevivência e as transformações da imagem de Antínoo, o
jovem bitínio e amante do Imperador Adriano, desde a Antiguidade até o Brasil dos séculos
XIX e XX. A pesquisa se fundamenta em pressupostos teórico-metodológicos da História da
Arte, mobilizando os conceitos de Nachleben de Aby Warburg, de sobrevivência das formas e
anacronismo de Georges Didi-Huberman, além do dispositivo analítico da allelopoiesis —
entendido como criação recíproca entre passado e presente — para investigar a permanência
da figura. Inicialmente, examina-se a formação do culto a Antínoo após sua morte no Nilo
(130 d.C.), quando foi divinizado como Osíris Antínoo e passou a ser representado na
estatuária e no Obelisco Barberini como uma divindade benéfica e polimórfica. A difusão
desigual desse culto, mais notória no Oriente, evidencia a maleabilidade do politeísmo grecoromano e a capacidade de Antínoo de ser assimilado a diversas divindades. Em seguida,
examina-se a chegada do busto de Antínoo ao Brasil oitocentista, peça adquirida pela
Imperatriz Teresa Cristina em 1880 para a Academia Imperial de Belas Artes (AIBA), que a
utilizava para o ensino neoclássico. A figura de Antínoo rapidamente transcende o suporte
material: na imprensa da época, o nome consolida-se como um conceito ideal de beleza
masculina, mobilizado retoricamente como parâmetro estético para criticar figuras públicas e
expor as imperfeições dos corpos populares, em um exercício de allelopoiesis.
Posteriormente, na Primeira República, o ideal é instrumentalizado por intelectuais, como
Fernando de Azevedo, no âmbito dos projetos eugênicos e de moralização do corpo nacional.
Em sua obra de 1920, Antínoo é apresentado como o suprassumo da perfeição atlética e
modelo de virilidade harmônica, contrastando com a força "desordenada" do Hércules de
Farnese. Para que essa apropriação fosse possível, a intensa carga homoerótica e a biografia
do jovem foram intencionalmente silenciadas ou "depuradas", transformando Antínoo em
uma imagem abstrata de perfeição, apta a encarnar o ideal de corpo nacional. A sobrevivência
da imagem se manifesta em sua potência conceitual e na constante reconfiguração, o que
garante sua permanência em contextos contemporâneos, como na cultura digital e no
neopaganismo queer. |
pt_BR |
| dc.description.abstract |
The study aims to analyze the survival and transformations of the image of Antinous, the
Bithynian youth and lover of Emperor Hadrian, from Antiquity to nineteenth- and twentiethcentury Brazil. The research is grounded in the theoretical and methodological assumptions of
Art History, drawing on Aby Warburg’s concept of Nachleben, Georges Didi-Huberman’s
notions of the survival of forms and anachronism, as well as the analytical device of
allelopoiesis—understood as a reciprocal creation between past and present—to investigate
the enduring presence of this figure. The study begins by examining the formation of the cult
of Antinous after his death in the Nile (130 CE), when he was deified as Osiris-Antinous and
came to be represented in statuary and in the Barberini Obelisk as a benevolent and
polymorphic deity. The uneven diffusion of this cult, more prominent in the East, highlights
the malleability of Greco-Roman polytheism and Antinous’s capacity to be assimilated into
various divinities. Next, the analysis turns to the arrival of the bust of Antinous in nineteenthcentury Brazil, a piece acquired by Empress Teresa Cristina in 1880 for the Imperial
Academy of Fine Arts (AIBA), where it was used in Neoclassical training. The figure of
Antinous quickly transcended its material support: in the press of the period, his name became
consolidated as an ideal concept of male beauty, rhetorically mobilized as an aesthetic
benchmark to criticize public figures and expose the imperfections of popular bodies—an
exercise in allelopoiesis. Later, during the First Brazilian Republic, this ideal was
instrumentalized by intellectuals such as Fernando de Azevedo within eugenic projects and
efforts to moralize the national body. In his 1920 work, Antinous is presented as the epitome
of athletic perfection and a model of harmonious virility, in contrast with the “disordered”
strength of the Farnese Hercules. For this appropriation to be possible, the intense homoerotic
charge and the youth’s biography were intentionally silenced or “purified,” transforming
Antinous into an abstract image of perfection, suited to embody the ideal of the national body.
The survival of this image manifests in its conceptual potency and constant reconfiguration,
ensuring its persistence in contemporary contexts such as digital culture and queer
neopaganism |
pt_BR |
| dc.format.extent |
87 |
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| dc.language.iso |
por |
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| dc.publisher |
Florianópolis, SC. |
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| dc.rights |
Open Access. |
en |
| dc.subject |
Antínoo |
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| dc.subject |
Sobrevivência das Imagens |
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| dc.subject |
Eugenia |
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| dc.title |
Corpo Ausente; Imagem Presente: a Sobrevivência de Antínoo |
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| dc.type |
TCCgrad |
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| dc.contributor.advisor-co |
Soares, Fabio Augusto Morales |
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