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Microalgas são organismos unicelulares presentes, principalmente, em ambientes aquáticos. São fotoautotróficos, ou seja, utilizam energia luminosa (convertem em energia química) para a biofixação do C (vindo do CO2), água, e nutrientes para produzir compostos orgânicos (glicose, p. e.). Possuem grande potencial biorremediador (remoção de poluentes) e sua biomassa tem diversas propriedades como: lipídeos, carotenoides, enzimas, dentre outros compostos com elevado valor comercial. Nesse estudo foi determinada a capacidade de biorremediação da microalga da espécie Phaeodactylum tricornutum para a remoção dos compostos: nitrato, nitrito, ortofosfato; presentes no efluente do cultivo superintensivo de camarões marinhos em bioflocos, além da determinação do efeito desse efluente sobre o crescimento de culturas de P. tricornutum. Os tratamentos aplicados (triplicata) foram: BFT100 - onde o meio de cultura foi 100% do efluente; BFT50 onde foi misturado 50% do efluente e 50% do Meio LCA-AM ; e Meio LCA-AM - grupo controle, com 100% de LCA-AM (meio tradicionalmente utilizado no cultivo de microalgas). Com relação à remoção dos poluentes/nutrientes, em todos os tratamentos foi observada a remoção de 97 - 98% do nitrato, indicando eficiência na remoção desse composto. Em relação ao nitrito, houve grande variação na concentração das amostras, com grande desvio padrão nas médias, podendo indicar algum tipo de erro amostral ou na metodologia de análise, dessa forma, não foi possível concluir sobre a eficiência de remoção desse composto. Quanto ao ortofosfato, as análises indicaram que somente o Meio LCA-AM tem elevada concentração desse nutriente, e as microalgas apresentaram uma remoção de 99,72%. A densidade celular obtida nas culturas pela aplicação dos três tratamentos foi semelhante, mostrando que é possível cultivar essa espécie de microalga nesse efluente. Outro trabalho desenvolvido nesse projeto foi sobre a utilização de extrato de microalgas (aplicação foliar) no crescimento e na produtividade do tremoço- branco (Lupinus albus). Os resultados não mostraram significativos efeitos benéficos às plantas, somente houve um aumento no número de sementes por vagem em alguns dos tratamentos, indicando a necessidade de estudos mais detalhados sobre essa área de pesquisa. |
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