Feminicídio e 'fazer morrer' as mulheres: o que nos revelam os desafios denunciados pelos delegados de Santa Catarina?
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| dc.contributor |
Universidade Federal de Santa Catarina |
pt_BR |
| dc.contributor.advisor |
Beiras, Adriano |
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| dc.contributor.author |
Dri, Letícia Caroline |
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| dc.date.accessioned |
2025-09-09T14:40:21Z |
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| dc.date.available |
2025-09-09T14:40:21Z |
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| dc.date.issued |
2025-09-08 |
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| dc.identifier.uri |
https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/268542 |
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| dc.description |
Relatório de Iniciação Científica - Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Psicologia. |
pt_BR |
| dc.description.abstract |
O presente relatório apresenta os resultados do projeto de Iniciação Científica desenvolvido no âmbito do PIBIC, cujo objetivo foi investigar o fenômeno da investigação do feminicídio em Santa Catarina, com foco nos desafios investigativos enfrentados por delegados da Polícia Civil do estado. O estudo buscou compreender de que modo estruturas biopatriarcalistas se articulam em um mecanismo necrobiopolítico que influencia a interpretação e a aplicação da Lei do Feminicídio (Lei n. 13.104/2015) pelos agentes de justiça. A pesquisa utilizou uma abordagem qualitativa feminista com perspectiva narrativo-crítica para analisar dados derivados da pesquisa de maior amplitude “Variáveis Psicossociais Associadas ao Feminicídio em Santa Catarina”. A coleta de dados originalmente foi realizada por meio de entrevistas semiestruturadas com 20 delegados de polícia (13 homens e 7 mulheres, todos cisgêneros) responsáveis por investigações de homicídios femininos ocorridos após a promulgação da Lei do Feminicídio. O material empírico foi analisado mediante procedimentos de análise temática, orientados por perguntas-chave e estratégias de desconstrução, o que possibilitou a identificação de dois temas centrais relacionados às práticas investigativas: “reflexos do patriarcalismo nas investigações” e “sentidos atribuídos ao letramento de gênero na formação profissional”. Os resultados apontam que a compreensão do feminicídio por parte dos delegados permanece fortemente restrita ao âmbito doméstico e familiar, desconsiderando outras motivações de gênero em contexto de feminicídio não-privado. Verificou-se ainda a dificuldade em reconhecer situações de menosprezo e discriminação contra mulheres em cenários impessoais, bem como a tendência a associar o perfil da vítima a papéis sociais tradicionais, o que exclui da proteção legal mulheres insubmissas e corpos feminizados dissonantes. Observou-se também significativa carência de letramento de gênero entre os profissionais entrevistados, marcada pelo desconhecimento de protocolos específicos de investigação e pela reprodução de estereótipos de gênero. Em síntese, os achados evidenciam que concepções patriarcais e uma interpretação restritiva do gênero continuam a orientar as práticas investigativas, refletindo lacunas legislativas e a persistência de uma misoginia estrutural. Conclui-se que olhar para as narrativas dos agentes de justiça é relevante para compreender como estruturas biopatriarcais operam em um mecanismo necrobiopolítico, trespassando a interpretação e a aplicação das leis de proteção às mulheres. |
pt_BR |
| dc.language.iso |
por |
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| dc.publisher |
Florianópolis, SC |
pt_BR |
| dc.subject |
Feminicídio |
pt_BR |
| dc.subject |
Necrobiopolítica |
pt_BR |
| dc.subject |
Sistema de justiça |
pt_BR |
| dc.subject |
Investigação policial |
pt_BR |
| dc.subject |
Análise narrativa |
pt_BR |
| dc.title |
Feminicídio e 'fazer morrer' as mulheres: o que nos revelam os desafios denunciados pelos delegados de Santa Catarina? |
pt_BR |
| dc.type |
research proposal |
pt_BR |
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