De ilhéu a ateu: a trajetória artística de Ody Fraga entre Florianópolis, a Boca do Lixo e o AI-5

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De ilhéu a ateu: a trajetória artística de Ody Fraga entre Florianópolis, a Boca do Lixo e o AI-5

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dc.contributor Universidade Federal de Santa Catarina pt_BR
dc.contributor.advisor Scansani, Andréa Carla
dc.contributor.author Tambosi, Vitória Petris
dc.date.accessioned 2025-09-09T14:04:26Z
dc.date.available 2025-09-09T14:04:26Z
dc.date.issued 2025-09-08
dc.identifier.uri https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/268472
dc.description Iniciação Científica Voluntária pt_BR
dc.description.abstract Este trabalho é fruto do Programa Voluntário de Iniciação Científica iniciado em março de 2025, sob orientação da professora Andréa C. Scansani. Seu desenvolvimento faz parte das ações do grupo de pesquisa da UFSC certificado pelo CNPq, o CLAC (Cinemas latino-americanos e caribenhos: conversas pluridimensionais). Na Ilha de Santa Catarina, cercada pelo mar e pela tradição, nasceu, no ano de 1927, Ody Fraga e Silva, o Ody Fraga. Desde a infância, possuiu forte ligação com o cinema - sua família trabalhava com exibição. É inegável que o contato com uma gama tão extensa de gêneros fílmicos exerceu grande influência no pensar cinematográfico do cineasta. Na adolescência, mudou-se (por dois anos) para São Paulo, pois era do desejo de sua família que Fraga ingressasse no Seminário, construindo uma formação religiosa como pastor protestante. No entanto, o diretor não possuía vocação religiosa, muito pelo contrário. De volta à cidade natal, no ano de 1947, integrou o chamado “Grupo Sul”, encabeçado por uma nova geração de intelectuais com fortes inclinações modernistas e que almejavam horizontes mais cosmopolitas do que os oferecidos pela capital catarinense. Além das discussões literárias e políticas do grupo - no qual Fraga participava ativamente - o futuro diretor enveredou pela dramaturgia e escreveu diversas peças teatrais, originando sua formação como engenhoso roteirista. No final da década de 1950, muda-se para São Paulo e inicia sua carreira cinematográfica na “Boca do Lixo”, consolidando-se como um dos precursores da pornochanchada, profícuo pensador do gênero e de seu tempo. A partir dos dados biográficos de Fraga, a pesquisa busca explorar as nuances de sua obra, como a influência de uma infância e adolescência dentro de um ambiente tradicional, fato que reverbera nos conflitos entre fé, desejo e moralidade, presentes no filme “Palácio de Vênus” (1981). O pesquisador Rafael Mamigonian afirma que o discurso adotado pelo diretor era uma “operação consciente” com o propósito de provocar o espectador, pois opera na tensão entre classes e discute as relações de trabalho entre as trabalhadoras sexuais. Dialogando com Fernanda Pessoa, em “Histórias que Nosso Cinema (não) Contava”, que revisita a Ditadura por meio da pornochanchada, procuramos refletir sobre o corpo, o prazer e a transgressão no cinema, os tensionamentos entre a censura e a repressão e, sobretudo, o potencial da obra de Fraga enquanto um poderoso dispositivo de leitura sociopolítica, salientando sua importância não somente como um cineasta de Florianópolis, mas como um artista de comprovada relevância ao Cinema Brasileiro. pt_BR
dc.format.extent Vídeo. pt_BR
dc.language.iso por pt_BR
dc.publisher Florianópolis pt_BR
dc.subject Florianópolis pt_BR
dc.subject Pornochanchada pt_BR
dc.subject Grupo Sul pt_BR
dc.subject Ody Fraga pt_BR
dc.title De ilhéu a ateu: a trajetória artística de Ody Fraga entre Florianópolis, a Boca do Lixo e o AI-5 pt_BR
dc.type video pt_BR


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