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Introdução: Em 2019, o Coronavírus (SARS-Cov2) era relatado em Wuhan, na China. Em março de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou como pandemia, e em outubro de 2020, mais de 45 milhões de casos eram registrados. Classificada em quatro estágios, diferindo-se no tempo e persistência de sintomas. Entre as manifestações clínicas, destacam-se dispneia, mialgia e distúrbios do sono, além de alterações em concentração e memória. A fadiga é um dos principais sintomas que permanecem na COVID-longa. A cafeína é um dos auxiliares ergogênicos mais bem estabelecidos na literatura, nesse sentido, hipotetizamos que a cafeína possa amenizar as queixas de COVID-longa, de acordo com esses achados. Objetivo: Avaliar os efeitos da cafeína nos principais sintomas físicos e cognitivos da COVID-longa. Métodos: Trata-se de um ensaio clínico randomizado, duplo cego, controlado por placebo. O estudo realizou-se na Policlínica Regional de Araranguá, no Laboratório de Biologia do Exercícios da UFSC-Ara e no Laboratório de Análises Clínicas Bioanálises de Araranguá. Os participantes eram contatados por chamada telefônica ou pelo aplicativo de mensagens Whatsapp. Foram utilizados os seguintes instrumentos: Myalgic Encephalomyelitis International Consensus Critera para identificar COVID-longa, Chalder Fatigue Scale para avaliação da fadiga e Brief Illness Perception Questionnaire para a percepção da doença. Além disso, Incremental Shuttle Walk Test (ISWT) para desempenho físico, Escala Subjetiva de Percepção de Esforço Borg para percepção de esforço, e Short Physical Performance Battery (SPPB) para funcionalidade. Para a avaliação cognitiva desses participantes, Stroop Test de funções executivas de controle inibitório e o Montreal Cognitive Assessment (MoCA) para comprometimento cognitivo. Os participantes deveriam comparecer de forma presencial em três dias, com intervalos de tempo de sete dias entre o primeiro e segundo dia, e 24 horas entre o segundo e terceiro dia. Resultados: A cafeína aumentou a capacidade do exercício de acordo com o Shuttle Walk Test, demonstrado no aumento da distância prevista e número de voltas. A cafeína diminuiu a percepção de esforço, correspondendo a opção “leve-moderado” de acordo com a Escala de Borg, mas não diferiu na funcionalidade (SPPB). Obteve-se resultados melhores na função executiva de controle inibitório pelo Stroop Test e melhor desempenho cognitivo, segundo MoCA. |
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