Desempenho vitícola da variedade Viognier cultivada sobre diferentes plantas de cobertura nas linhas e entrelinhas do vinhedo, em Campo Largo, PR.

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Desempenho vitícola da variedade Viognier cultivada sobre diferentes plantas de cobertura nas linhas e entrelinhas do vinhedo, em Campo Largo, PR.

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dc.contributor Universidade Federal de Santa Catarina pt_BR
dc.contributor.advisor Brighenti, Alberto Fontanella
dc.contributor.author Costa, Fernanda Wilkens
dc.date.accessioned 2025-09-08T18:39:36Z
dc.date.available 2025-09-08T18:39:36Z
dc.date.issued 2025-09-05
dc.identifier.uri https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/268205
dc.description Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica. Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências Agrárias. Departamento de fitotecnia. pt_BR
dc.description.abstract O uso de plantas de cobertura tem se mostrado uma prática importante na viticultura. Este trabalho avaliou os efeitos dessas plantas sobre o desempenho da variedade Viognier em Campo Largo–PR. Em 2023 implantou-se o experimento com plantas de coberturas em delineamento de blocos casualizados, com quatro repetições e cinco tratamentos (T): T1) manejo das espontâneas com herbicida, T2) manejo das espontâneas sem herbicida, T3) aveia-preta/inverno e crotalária/verão; T4) ervilhaca/inverno e capim mombaça/verão, T5) mix de aveia-preta+ervilhaca+centeio+nabo forrageiro/inverno e crotalária+trigo mourisco+mombaça/verão. Durante a safra 2024/25 foram avaliadas a massa seca (MS) das coberturas, crescimento vegetativo, produção e produtividade da videira, além de parâmetros enológicos e sensoriais dos vinhos. Os tratamentos T3, T4 e T5 apresentaram maior produção de MS do que T1 e T2, com destaque para T4 e T5 no inverno (~6,7 t ha⁻¹) e T4 no verão (7,4 t ha⁻¹). Em termos vegetativos, T5 apresentou a maior área foliar (AF) total (5,37 m²) e AF dos ramos principais (3,26 m²). A AF das feminelas foi maior em T2 (2,27 m²) e T5 (2,12 m²). Não foram observadas diferenças significativas entre os tratamentos quanto à produção por planta (0,75 a 0,96 kg), produtividade (2,31 a 2,96 t ha⁻¹), número de ramos (22 a 24), número de cachos por planta (14 a 16), índice de fertilidade (0,61 a 0,80), nem nas relações entre produção e AF (Prod/AF e AF/Prod). Entretanto, o peso médio de cachos foi superior nos tratamentos T2, T3 e T4 (98 a 100 g) em relação a T1 e T5 (81 a 85 g). Para as variáveis relacionadas as trocas gasosas (fotossíntese, condutância estomática, concentração de carbono e transpiração) e índice Spad, não foram verificadas diferenças entre os tratamentos. Os parâmetros de maturação tecnológica (sólidos solúveis, ácidos tartárico, málico e succínico, acidez titulável e teor alcoólico) não foram influenciados pelos tratamentos. Contudo, o perfil sensorial foi significativamente afetado. O vinho do T1 apresentou menor intensidade de fruta branca, acidez, persistência e aromas cítricos. O T5 se destacou por notas florais, herbáceas e álcool, enquanto T4 apresentou maior intensidade de amargor. O T2 teve maior intensidade de persistência e aromas cítricos, e T3 apresentou menor intensidade de fruta de caroço e floral. A análise de componentes principais evidenciou uma separação entre T1 e os demais, demonstrando os impactos positivos das coberturas vegetais no perfil sensorial dos vinhos. Após um ciclo anual, o uso de plantas de cobertura não comprometeu a produtividade da videira Viognier, mas contribuiu para o incremento da área foliar dos ramos principais no T5 e alterou positivamente o perfil sensorial dos vinhos (T2 a T5). O uso de plantas de cobertura reduziu o índice de compactação e aumentou a acidez total em relação aos tratamentos T1 e T2. De maneira geral, o uso de coberturas vegetais melhorou as características sensoriais dos vinhos. pt_BR
dc.description.abstract The use of cover crops has proven to be an important practice in viticulture. This study evaluated the effects of these plants on the performance of the Viognier variety in Campo Largo–PR. In 2023, the experiment was established with cover crops in a randomized block design, with four replications and five treatments (T): T1) spontaneous vegetation management with herbicide, T2) spontaneous vegetation management without herbicide, T3) black oat/winter and sunn hemp/summer, T4) vetch/winter and mombaça grass/summer, T5) mix of black oat+vetch+rye+forage radish/winter and sunn hemp+buckwheat+mombaça/summer. During the 2024/25 season, dry matter (DM) of the cover crops, vegetative growth, vine yield and productivity, as well as enological and sensory parameters of the wines were evaluated. Treatments T3, T4, and T5 showed greater DM production than T1 and T2, with highlights for T4 and T5 in winter (~6.7 t ha⁻¹) and T4 in summer (7.4 t ha⁻¹). In vegetative terms, T5 presented the largest total leaf area (LA) (5.37 m²) and LA of main shoots (3.26 m²). The LA of lateral shoots was greater in T2 (2.27 m²) and T5 (2.12 m²). No significant differences were observed among treatments for yield per plant (0.75 to 0.96 kg), productivity (2.31 to 2.96 t ha⁻¹), number of shoots (22 to 24), number of clusters per plant (14 to 16), fertility index (0.61 to 0.80), nor in the relations between yield and LA (Yield/LA and LA/Yield). However, average cluster weight was higher in treatments T2, T3, and T4 (98 to 100 g) compared to T1 and T5 (81 to 85 g). For variables related to gas exchange (photosynthesis, stomatal conductance, carbon concentration, and transpiration) and Spad index, no differences were found among treatments. Technological maturity parameters (soluble solids, tartaric, malic, and succinic acids, titratable acidity, and alcohol content) were not influenced by treatments. However, the sensory profile was significantly affected. Wine from T1 showed lower intensity of white fruit, acidity, persistence, and citrus aromas. T5 stood out for floral, herbaceous, and alcohol notes, while T4 presented greater bitterness intensity. T2 had higher persistence and citrus aroma intensity, and T3 showed lower intensity of stone fruit and floral notes. Principal component analysis highlighted a separation between T1 and the others, demonstrating the positive impacts of cover crops on the sensory profile of wines. After one annual cycle, the use of cover crops did not compromise the productivity of Viognier vines but contributed to an increase in the leaf area of main shoots in T5 and positively modified the sensory profile of wines (T2 to T5). The use of cover crops reduced soil compaction index and increased total acidity compared to treatments T1 and T2. Overall, the use of cover crops improved the sensory characteristics of wines. pt_BR
dc.format.extent video pt_BR
dc.language.iso por pt_BR
dc.publisher Florianópolis, SC pt_BR
dc.subject Dessecação das coberturas pt_BR
dc.subject Mix de coberturas pt_BR
dc.subject Equilíbrio vegeto-produtivo pt_BR
dc.subject Maturação tecnológica pt_BR
dc.subject Microvinificação pt_BR
dc.title Desempenho vitícola da variedade Viognier cultivada sobre diferentes plantas de cobertura nas linhas e entrelinhas do vinhedo, em Campo Largo, PR. pt_BR
dc.type video pt_BR


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