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Objetivo: Descrever o perfil epidemiológico dos pacientes que necessitaram de terapia renal substitutiva (TRS) durante sua internação em um hospital terciário de Santa Catarina entre janeiro de 2022 e 31 de maio de 2024. Métodos: Estudo de coorte retrospectivo, descritivo e analítico, que incluiu os casos de pacientes com evolução para TRS com 16 anos ou mais, que apresentavam os dados descritos em prontuário. O estudo foi aprovado por Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) externo, direcionado via Plataforma Brasil, sob o parecer número 7.126.526. Resultados: No período, foram registradas 1380 internações na UTI, sendo que, destas, 87 necessitaram de TRS e foram incluídas no estudo. Nesse contexto, 15 casos (17,2%) eram de pacientes em estágio de Doença Renal Crônica Dialítica (DRCd). Constatou-se uma incidência de 6,3% de necessidade de TRS, com 5,2% apresentando dano renal agudo. A maioria dos pacientes (62,1%) era do sexo masculino, com média de idade de acometimento de 51,8 anos, e oriundos de transferência hospitalar direta (90,8%). Mais de 80% dos casos necessitaram de drogas vasoativas e ventilação mecânica durante a internação. O sítio primário com maior percentual de instalação de cateter foi a veia femoral direita, com 34,5% dos casos, e apenas 11,5% dos pacientes evoluíram com infecção relacionada ao cateter. Conclusão: Constatou-se uma incidência baixa de necessidade de TRS. Houve predomínio de pacientes do sexo masculino, com acometimento na quinta década de vida e admissão em Unidades de Terapia Intensiva devido a IRpA hipoxêmica. O sítio primário de punção do cateter para hemodiálise mais utilizado foi a veia femoral direita, e as taxas de infecção relacionada ao cateter foram baixas. |
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