| dc.contributor |
Universidade Federal de Santa Catarina. |
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| dc.contributor.advisor |
Rover, Marina Raijche Mattozo |
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| dc.contributor.author |
Souza, Maria Eduarda de |
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| dc.date.accessioned |
2024-07-09T19:45:03Z |
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| dc.date.available |
2024-07-09T19:45:03Z |
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| dc.date.issued |
2024-06-24 |
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| dc.identifier.uri |
https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/255771 |
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| dc.description |
TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Farmácia. |
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| dc.description.abstract |
O impacto emocional gerado pelo diagnóstico de câncer e seu tratamento pode
ser considerado um fator de risco para o surgimento de transtornos mentais comuns
(TMC), como depressão e ansiedade. Os TMC caracterizam-se pela presença de
sintomas emocionais constantes que podem variar em relação a gravidade. Levando
em consideração as altas taxas de pacientes com câncer que sofrem com TMC, o uso
de psicofármacos é justificado nesta população. Este estudo tem como objetivo
analisar o perfil de uso de medicamentos psicotrópicos por pacientes oncológicos,
assim como identificar as principais classes terapêuticas e farmacológicas e os
benefícios por eles relatados. Foi excluído deste estudo uso de opióides. Trata-se de
um estudo de caráter descritivo e exploratório com abordagem qualiquantitativa, com
coleta de dados realizada por meio de entrevistas e revisão narrativa da literatura. A
amostra foi composta por pacientes do Ambulatório de Atendimento aos Adolescentes
e Jovens Adultos (Ajas) do Centro de Pesquisas Oncológicas (CEPON) em
Florianópolis, Santa Catarina. O questionário semi-estruturado, foi desenvolvido para
este fim, e abordava questões sociodemográficas e clínicas. Para a análise dos dados,
foi utilizado o teste Qui-quadrado, com nível de significância de 5%. Na revisão foram
selecionadas 18 artigos, que identificaram uma incidência de TMC que variou de 41 a
48,6% para ansiedade e de 19 a 26% para depressão entre pacientes com câncer. Já
a prevalência do uso de psicofármacos variou de 15 a 60% sendo os Inibidores
Seletivos da Receptação de Serotonina (ISRS) considerados a primeira linha de
escolha e o tratamento mais seguro para TMC nesta população. Entre os 50 pacientes
entrevistados observou-se que, segundo relato dos mesmos, 92% referiam ao menos
um sintoma de TMC e 42% de uso de psicofármacos. Dos pacientes que faziam uso
de psicofármaco, a maioria (67%) era do sexo feminino, com idade entre 25 e 29 anos
(52%), sem companheiros afetivos (71%) e que tinham renda entre um e dois salários
mínimos (57%). Das características clínicas, entre os que faziam uso de
psicofármacos, o principal sítio primário de câncer foi ossos e partes moles (23%),
com tempo de tratamento entre sete meses e três anos (62%), na modalidade de
quimioterapia (71%). Os antidepressivos alcançaram 80,9% dos medicamentos
psicoativos, sendo os inibidores seletivos da receptação de serotonina os mais
utilizados (94,1%). Quanto as associações, observou-se que a escolaridade e o sítio
primário de câncer foram fatores relacionados a presença de sintomas psicológicos e
ao uso de psicofármacos. Segundo os participantes, antidepressivos ou sua
associação com ansiolíticos foram os tratamentos com mais resultados positivos em
relação a qualidade de vida autorrelatada. Espera-se com esta pesquisa ampliar as
informações sobre o uso de psicofármacos por pacientes em tratamento do câncer, e
que estes possam ser utilizados pelos profissionais da saúde para qualificar o cuidado
desta população. |
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| dc.description.abstract |
The emotional impact caused by a cancer diagnosis and its treatment can be
considered a risk factor for the emergence of common mental disorders (CMD), such
as depression and anxiety. CMDs are characterized by the presence of persistent
emotional symptoms that can vary in severity. Given the high rates of cancer patients
who suffer from CMDs, the use of psychotropic drugs is justified in this population. This
study aims to analyze the profile of psychotropic medication use among oncology
patients, identify the main therapeutic and pharmacological classes, and evaluate the
benefits reported by these patients. Opioid use was excluded from this study. This is a
descriptive and exploratory study with a qualitative and quantitative approach,
involving data collection through interviews and a narrative literature review. The
sample comprised patients from the Adolescent and Young Adult Care Clinic (Ajas) at
the Center for Oncology Research (CEPON) in Florianópolis, Santa Catarina. A semistructured questionnaire was developed for this purpose, addressing
sociodemographic and clinical questions. For data analysis, the Chi-square test was
used, with a significance level of 5%. The review included 18 articles, which reported
an incidence of CMD ranging from 41% to 48.6% for anxiety and from 19% to 26% for
depression among cancer patients. The prevalence of psychotropic medication use
varied from 15% to 60%, with Selective Serotonin Reuptake Inhibitors (SSRIs) being
considered the first-line and safest treatment for CMD in this population. Among the
50 patients interviewed, 92% reported experiencing at least one symptom of CMD, and
42% reported using psychotropic medications. Among those using psychotropic
medications, the majority (67%) were female, aged between 25 and 29 years (52%),
without affective partners (71%), and had an income between one and two minimum
wages (57%). Regarding clinical characteristics, among those using psychotropic
medications, the primary cancer site was bones and soft tissues (23%), with a
treatment duration between seven months and three years (62%), predominantly in
the form of chemotherapy (71%). Antidepressants accounted for 80.9% of the
psychotropic medications used, with SSRIs being the most commonly used (94.1%).
Regarding associations, education level and the primary cancer site were factors
related to the presence of psychological symptoms and the use of psychotropic
medications. According to the participants, antidepressants or their combination with
anxiolytics yielded the most positive results concerning self-reported quality of life. This
research aims to expand information on the use of psychotropic medications by cancer
patients, hoping that these insights can be utilized by healthcare professionals to
enhance the care quality for this population. |
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| dc.format.extent |
72 |
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| dc.language.iso |
por |
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| dc.publisher |
Florianópolis, SC. |
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| dc.rights |
Open Access. |
en |
| dc.subject |
Transtornos mentais |
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| dc.subject |
medicamentos psicotrópicos |
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| dc.subject |
psico-oncologia |
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| dc.title |
Perfil do uso de psicofármacos por adultos jovens atendidos em um ambulatório oncológico de Santa Catarina |
pt_BR |
| dc.type |
TCCgrad |
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