Mapeamento de áreas críticas para conservação de cetáceos no Arquipélago de Santa Catarina

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Mapeamento de áreas críticas para conservação de cetáceos no Arquipélago de Santa Catarina

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Título: Mapeamento de áreas críticas para conservação de cetáceos no Arquipélago de Santa Catarina
Autor: Neves, Andre Chagas da Costa
Resumo: Resumo As populações de cetáceos do Atlântico Sul já foram fortemente impactadas devido à atividade humana ao longo da história. Porém, a discussão sobre conservação dessa Ordem continua ainda atual, já que muitas dessas populações continuam sob intensa pressão ainda nos dias de hoje. O conhecimento sobre habitats essenciais para sobrevivência dessas populações propicia uma base científica, que pode ser utilizada por órgãos tomadores de decisão para o gerenciamento desses ambientes. Esse estudo tem o objetivo de analisar a existência de possíveis habitats críticos para as espécies de cetáceos no Arquipélago de Santa Catarina (ASC). A área de estudo consiste na área marinha que circunda a Ilha de Santa Catarina e ilhas adjacentes. Nos limites Norte e Sul da área de estudo estão, respectivamente, a Reserva Biológica Marinha do Arvoredo e a Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca. A análise da distribuição de cetáceos foi feita usando informações sobre avistagens oportunistas (fotos, vídeos, notícia em veículo de informação), compilação de trabalhos sistemáticos (trabalhos científicos) e entrevistas com profissionais relevantes na conservação dessas populações (pesquisadores, marinheiros, mergulhadores e pescadores). Esses dados forneceram uma base de pontos para montar mapas de distribuição em ambiente de Sistema de Informação Geográfica. As ocorrências dessas espécies foram georreferenciadas, produzindo mapas de densidade de Kernel e Mínimo Polígono Convexo para cada espécie. No total 1330 avistagens foram obtidas, e 11 espécies foram identificadas utilizando a área marinha do ASC. Identificamos ocorrências de boto cinza (Sotalia guianensis, N=575), golfinho nariz de garrafa (Tursiops truncatus, N=408), baleia franca austral (Eubalaena australis, N=194), toninha (Pontoporia blainvillei, N=44), baleia minke (Balaenoptera acutorostrata, N=35), orca (Orcinus orca, N=33), baleia jubarte (Megaptera novaeangliae, N=17), baleia de bryde (Balaenoptera edeni, N=17), golfinho de dentes rugosos (Steno bredanensis, N=3), golfinho pintado do atlântico (Stenella frontalis, N=2) e falsa orca (Pseudorca crassidens, N=2). A área foi dividida em cinco subregiões, levando-se em consideração atributos ambientais, sendo duas em águas abrigadas: Baía Sul (4spp.) e Baía Norte (6spp.), outras três em águas expostas: Arvoredo e arredores (10 spp.), costa Leste exposta (8 spp.) e APA da Baleia Franca (4 spp). A região ao Norte da Ilha de Santa Catarina apresentou maior riqueza de espécies, chegando a ter um sítio no extremo norte de Florianópolis com 9 espécies diferentes utilizando-o. Recomenda-se a criação de uma Área Marinha Protegida que contemple essas áreas de maior riqueza. Além disso, este estudo propõe a ampliação dos limites das Unidades de Conservação já existentes que têm o objetivo de proteger espécies de cetáceos.
Descrição: TCC(graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências Biológicas. Biologia.
URI: https://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/177604
Data: 2017-07-11


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