Morfoanatomia do colmo de ramos jovens do bambu Dendrocalamus asper (Poaceae)

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Morfoanatomia do colmo de ramos jovens do bambu Dendrocalamus asper (Poaceae)

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Título: Morfoanatomia do colmo de ramos jovens do bambu Dendrocalamus asper (Poaceae)
Autor: Vieira, Pedro Henrique Mastriani
Resumo: Os bambus são membros da família Poaceae e possuem distribuição cosmopolita, desempenhando papeis ecológicos importantes em seus ecossistemas. No continente americano, o Brasil dispõe da maior diversidade de espécies. Características como o crescimento rápido e a relativa resistência do colmo, fazem dos bambus plantas muito versáteis e utilizadas milenarmente pelos povos tradicionais. Dendrocalamus asper é uma espécie asiática cultivada por apresentar colmos grandes e resistentes. Devido ao longo ciclo de vida das espécies e à rara produção de sementes, técnicas de micro e macropropagação vêm sendo desenvolvidas para prestar auxilio na produção de mudas. Entretanto, um conhecimento morfoanatômico básico acerca da planta deve ser melhor compreendido, no intuito de garantir uma adequação das técnicas de regeneração in vitro. Com isto, regiões do ramo jovem como os nós, entrenós, meristema apical, axilar e intercalar foram separadas e analisadas em microscopia óptica e microscopia eletrônica de varredura, a fim de possibilitar a descrição estrutural dos tecidos. A partir disto, obteve-se que os nós e entrenós possuem características histológicas distintas. Nos entrenós, as células apresentaram-se longas e os tecidos tiveram uma disposição definida, enquanto que nos nós, anastomoses do sistema vascular inteconectavam transversalmente o colmo, garantindo uma maior complexidade histológica. Além disto, verificou-se que o meristema intercalar deriva-se do apical, mantendo-se entremeado nos nós apicais e, basipetamente, desenvolvendo-se na crista supranodal. O alongamento do entrenó é provido pela crista supranodal, com as células dividindo-se e alongando-se no sentido basífugo. A deposição de parede secundária, assim como a lignificação das células, pode se dar precocemente, interrompendo o alongamento celular. As gemas axilares não têm origem no meristema apical, e foram encontradas em nós que continham células com grande quantidade de amido. Regiões basais com meristemas bem definidos, como o intercalar e o axilar, mostram características potenciais para a aplicação das técnicas de micropropagação.
Descrição: TCC(graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências Biológicas. Biologia.
URI: https://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/175029
Data: 2016-07-15


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