Processo de decomposição e colonização por invertebrados aquáticos de detritos foliares em um riacho subtropical de Mata Atlântica

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Processo de decomposição e colonização por invertebrados aquáticos de detritos foliares em um riacho subtropical de Mata Atlântica

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Título: Processo de decomposição e colonização por invertebrados aquáticos de detritos foliares em um riacho subtropical de Mata Atlântica
Autor: Faccin, Denise
Resumo: Em riachos de pequenas ordens a energia do ecossistema aquático é obtida pelos processos de decomposição de detritos. As taxas de decomposição de detritos vegetais são influenciadas por fatores extrínsecos e fatores intrínsecos que agem simultaneamente e podem ter efeitos positivos ou negativos, acelerando ou retardando o processo de decomposição. O objetivo deste estudo foi testar se fatores intrínsecos (qualidade do detrito e perda de nutrientes ao longo do tempo) e fatores extrínsecos (variáveis ambientais e colonização de invertebrados aquáticos) influenciam o processo de decomposição dos detritos foliares em um riacho subtropical de terceira ordem. Através de dois experimentos realizados no verão e no inverno, no Riacho Cachoeira Grande, Florianópolis, SC, foram avaliadas as taxas de decomposição de três espécies vegetais e a colonização por invertebrados aquáticos atuando como aceleradora do processo de decomposição. Os resultados indicam que tanto a qualidade do detrito quanto os fatores ambientais foram importantes para o processo de decomposição de detritos foliares alóctones. As maiores taxas de decomposição ocorreram em folhas mais macias, com menores quantidades de polifenóis. Os detritos foram decompostos mais rapidamente no verão devido a maior abrasão física da água, maior precipitação, maior temperatura e maior densidade de invertebrados. As características associadas à defesa das plantas como menor quantidade de compostos secundários e dureza pareceram mais importantes à fauna decompositora que propriamente a qualidade nutricional. As taxas de decomposição de todas as espécies vegetais foram relacionadas às variáveis ambientais. Isso comprova a importância da realização dos experimentos em diferentes momentos ao longo do ano, em que ocorrem variações nos parâmetros ambientais avaliados e que interferem nas taxas de decomposição e na colonização por invertebrados. Os resultados também possibilitaram inferir que as taxas de decomposição de detritos foliares incubados em conjunto com outros pareceram resultar das taxas de decomposição conjuntas de cada espécie vegetal e a diversidade e a comunidade de invertebrados aquáticos associados ao processo de decomposição foliar foi mais influenciada pelo tempo de exposição do detrito na água que a heterogeneidade dos recursos alimentares.
Descrição: Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Biologia de Fungos, Algas e Plantas, Florianópolis, 2014.
URI: https://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/129144
Data: 2014


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