Estudo dos desconfortos corporais da postura em pé em trabalhadores lojistas

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Estudo dos desconfortos corporais da postura em pé em trabalhadores lojistas

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Título: Estudo dos desconfortos corporais da postura em pé em trabalhadores lojistas
Autor: Dall'Asta, Laís Cesar
Resumo: O objetivo desta pesquisa foi realizar um estudo com lojistas que trabalham em pé, buscando identificar os desconfortos corporais destes trabalhadores, correlacionar à posição em pé estática e as atividades realizadas com as disfunções corporais, bem como recomendar medidas preventivas sob o enfoque ergonômico, como forma de obter melhorias nas condições físicas de trabalho. Para atingir este objetivo fez-se necessária pesquisa do referencial teórico sobre posturas no trabalho, fisiologia do trabalho estático e dinâmico e numa segunda etapa avaliação junto aos trabalhadores, entrevistas e observações da situação real de trabalho. Este estudo contou com a participação de 30 voluntários (vendedores lojistas), com idade compreendida entre 21 a 45 anos, tanto do sexo masculino como do feminino, da cidade de Florianópolis-SC. Os dados foram coletados por meio de entrevistas, da aplicação de um questionário e de uma escala, associado a um diagrama corporal, para identificar a ocorrência de desconfortos corporais decorrentes do trabalho em pé estático por período prolongado. As principais queixas de dores e/ou desconfortos, manifestadas pelos vendedores foram nas seguintes regiões corporais: 80% nos tornozelos e pés, 53% na coluna lombar, 50% na cabeça, 47% nos joelhos, 33% na coluna torácica, 23% no pescoço e 20% nos ombros. Os resultados também apontaram que 73% da amostra apresentavam varizes, 66% inchaço nas pernas, 62% câimbras musculares e 96% cansaço nas pernas. Notadamente, o esforço exigido pela manutenção prolongada da postura em pé, sobrecarrega os membros inferiores, a musculatura, os vasos sangüíneos e o metabolismo local, gerando fadiga e desencadeando uma série de desconfortos para outras regiões corporais, principalmente, a coluna lombar. Estes resultados estabelecem grande relação a estudos anteriores os quais indicam que a carga física de trabalho necessária para o desenvolvimento desta atividade poderia classificar a profissão do vendedor como sendo de risco a propensão de sintomas músculo esqueléticos, vasculares e desconfortos corporais em geral.
Descrição: Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Tecnológico. Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção.
URI: http://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/102719
Data: 2005


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