Incidência de fitoplâncton tóxico na costa catarinense: impacto na saúde pública e no meio ambiente

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Incidência de fitoplâncton tóxico na costa catarinense: impacto na saúde pública e no meio ambiente

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Título: Incidência de fitoplâncton tóxico na costa catarinense: impacto na saúde pública e no meio ambiente
Autor: Pinto, Cátia Regina Silva de Carvalho
Resumo: O processo de ocupação desordenada das áreas litorâneas e a exploração irracional dos recursos naturais resultaram em forte impacto sócio-ambiental, evidenciado pela degradação da qualidade ambiental dos ecossistemas marinhos. Um evento característico de ocorrer como conseqüência do desequilíbrio no ecossistema marinho, são as florações de microalgas produtoras de toxinas. As florações são comuns em locais de cultivo de moluscos e estes se tornam vetores de enfermidades que causam várias formas de intoxicações no homem, tornando-se um sério problema de saúde pública. Além disso, o excessivo crescimento de microalgas pode ocasionar uma absorção de nutrientes da água podendo causar a morte dos organismos aquáticos. Santa Catarina é responsável por 93% da produção de moluscos no contexto nacional. No entanto, pouco se sabe sobre microalgas produtoras de toxinas e seus efeitos tóxicos. Neste sentido, a verificação da ocorrência de microalgas tóxicas e de suas toxinas, bem como os testes de citotoxicidade e genotoxicidade propostos neste estudo, podem colaborar para melhor compreensão do fenômeno das florações de microalgas e elucidar alguns mecanismos de ação tóxica, que levam estas toxinas a alterar a fisiologia celular causando diversas patologias, em especial o câncer. As análises da ocorrência de fitoplâncton tóxico revelaram que Santa Catarina requer um abrangente programa de monitoramento, uma vez que várias espécies de microalgas tóxicas estão presentes em 17 dos 21 pontos amostrados. Os resultados dos parâmetros físico-químicos e biológicos estão de acordo com a legislação brasileira (Conama 357/2005) exceto para os índices de coliformes fecais (E. coli) e totais. Foi observado que os mexilhões Perna perna alimentados com Prorocentrum lima aumentaram a freqüência de micronúcleos e lesões nucleares em seus hemócitos. Os resultados dos testes de citotoxicidade e genotoxicidade mostraram que as toxinas ácido ocadáico e ácido domóico diminuem a viabilidade celular, causam danos nas membranas, alterações nos lisossomos, diminuição da atividade metabólica das mitocôndrias e induzem apoptose em células de adenocarcinoma de intestino grosso humano (Caco-2).
Descrição: Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Tecnológico. Programa de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental
URI: http://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/101700
Data: 2005


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