Efeito da microinjeção de glicina na substância cinzenta periaquedutal dorso-lateral de ratos em modelo de dor somática profunda

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Efeito da microinjeção de glicina na substância cinzenta periaquedutal dorso-lateral de ratos em modelo de dor somática profunda

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Título: Efeito da microinjeção de glicina na substância cinzenta periaquedutal dorso-lateral de ratos em modelo de dor somática profunda
Autor: Martins, Maria Alcina
Resumo: A substância cinzenta periaquedutal (SCP), além de ser um importante sítio para o processamento do medo e da ansiedade, é o principal componente do sistema descendente inibitório da dor. A SCP pode ser dividida em quatro colunas longitudinais ao longo do seu eixo rostro-caudal, que são elas: dorso-lateral, dorso-medial, lateral e ventro-lateral. A ativação em muitas espécies da região dorsal da SCP através de estímulos elétricos ou químicos provoca reações aversivas e antinocicepção. O objetivo geral desse estudo foi avaliar o efeito da estimulação com glicina da região dorso-lateral da SCP (SCPdl) num teste de nocicepção profunda, o modelo de incapacitação articular induzida por formalina. A incapacitação articular foi provocada pela formalina (5 %, 50 ml) aplicada no joelho direito de ratos machos Wistar (250-350 g). O modelo consiste basicamente de um cilindro rotatório (sobre o qual os animais são colocados a caminhar) e um computador, o qual auxilia no registro do tempo total em que pata estudada se eleva durante um período de 60 s (tempo de elevação da pata: TEP). Registrou-se o TEP a cada 5 min durante um período de teste de 60 min. A injeção intra-articular da solução de formalina induziu duas fases de respostas nocifensivas: as fases 1 (0-5 min) e 2 (10-45 min), separadas por um período de deambulação praticamente normal (fase quiescente, 5-10 min). As fases 1 e 2 foram inibidas pela morfina (4,0 mg / kg, s.c.), agonista opióide, enquanto o diclofenaco (5,0 mg / kg, i.p.), inibidor das cicloxigenases, inibiu apenas a fase 2 da resposta nocifensiva. O midazolam (0,25 e 1,0 mg / kg, i.p.), agonista benzodiazepínico, inibiu a fase 2 da resposta com a menor dose, porém não teve efeito na dose maior. Contudo, a maior dose de midazolam e o pentilenotetrazol (30,0 mg / kg), antagonista GABAérgico, demonstraram tendência em inibir a fase de quiescência. A injeção intra-SCPdl de glicina (100 nmoles / sítio), agonista Gli-B/NMDA, 5 min antes da formalina, inibiu a incapacitação. Efeito que foi totalmente revertido pelo ácido 7-cloroquinurênico (10 nmoles / sítio), antagonista Gli-B/NMDA, e parcialmente pela naloxona (1,0 mg / kg, s.c., 50 min antes), antagonista opióide. No teste de retirada da cauda por estímulo térmico (tail-flick) a injeção de glicina na SCPdl aumentou a latência para retirada da cauda, porém este efeito não foi revertido pela naloxona. Nossos resultados mostraram que o modelo de incapacitação articular induzida por formalina, apesar de responder aos analgésicos clássicos como outros modelos de dor cutânea, difere destes por demonstrar potente efeito antinociceptivo para a droga ansiolítica e um aparente efeito hiperalgésico para a droga ansiogênica. Além disso, foi demonstrado que circuitos antinociceptivos ativados pela injeção de glicina na SCPdl podem ser mediado por vias opióides se a estimulação nociceptiva tiver origem em tecido somático profundo.
Descrição: Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas. Programa de Pós-Graduação em Farmacologia.
URI: http://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/101648
Data: 2005


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