Desigualdades socioeconômicas na prevalência de doenças crônicas no Brasil

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Desigualdades socioeconômicas na prevalência de doenças crônicas no Brasil

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Título: Desigualdades socioeconômicas na prevalência de doenças crônicas no Brasil
Autor: Tozatti, Francieli
Resumo: Objetivos: Testar associação entre escolaridade e renda domiciliar per capita e o relato de 12 doenças crônicas na população brasileira adulta e idosa comparando-se os valores de 2003 e 2008. Também estimaram-se as prevalências de acúmulo de doenças crônicas em adultos e idosos no Brasil em 2003 e 2008 segundo renda e escolaridade. Métodos: O estudo foi realizado a partir das edições de 2003 e 2008 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD). A amostra foi de 206.418 adultos com idade > 20 anos em 2003 e 216.547 em 2008, e 35.448 idosos em 2003 e 41.269 em 2008. Foi realizada regressão logística, ajustada por sexo, idade e consulta médica, para obtenção do odds ratio e respectivos intervalos de confiança (95%) entre as variáveis socioeconômicas e cada doença crônica. Além disso, foram comparadas as prevalências de indivíduos sem doença crônica, com uma, duas e três ou mais segundo o primeiro (Q1) e o quinto (Q5) quintil de renda e o grupo mais escolarizado (12 anos ou mais de estudos) e menos escolarizado (0 a 4 anos de estudos), comparando-se os valores entre 2003 e 2008. Resultados: foi observada no Brasil significativa desigualdade socioeconômica na ocorrência de doenças crônicas. As maiores desigualdades identificadas foram entre adultos segundo escolaridade, onde os menos escolarizados apresentaram maior chance de reportar as 12 doenças crônicas analisadas. Padrão semelhante de desigualdade foi observado para renda, porém com menor magnitude. As maiores chances de doenças crônicas nos mais desprivilegiados foram observadas para câncer, diabetes e tendinite/tenossinovite. Em comparação à população adulta, a magnitude das desigualdades entre doenças crônicas e escolaridade na população idosa foi menor. Não houve variação ao longo dos anos entre os extremos de renda segundo acúmulo de doenças. Conclusões: Os resultados deste trabalho indicam que existe marcante desigualdade socioeconômica na ocorrência de doenças crônicas, por isso há a necessidade de intervenções, monitoramento e controle das mesmas através de políticas públicas que tenham o propósito de reduzir estas desigualdades. <br>Abstract : Objectives: Testing the relation between educational level and per capita household income with 12 chronic diseases in adult and elderly Brazilian population comparing the results of 2003 and 2008. It is also estimated the prevalence of accumulation of chronic diseases in Brazilian adults and elderly in 2003 and 2008 by income and education. Methods: The study was conducted through the 2003 and 2008 editions from National Survey by Household Sampling (PNAD). The sample was 206,418 adults aged ? 20 years old in 2003; 216,547 in 2008; 35,448 in 2003 and 41,269 seniors in 2008. Analyses were conducted using multiple logistic regression adjusted by sex, age and medical appointment to obtain odds ratios and confidence intervals (95%) between socioeconomic variables and each chronic disease. Furthermore, the prevalence of individuals without disease was compared with one, two, three or more according to the first (Q1) and fifth (Q5) quintile income and the most educated group (12 years or over of studies) and the least educated one (0-4 years of studies), comparing the results between 2003 and 2008. Results: Significant socioeconomic inequality in the occurrence of chronic diseases was observed in Brazil. The largest inequalities were identified among adults, according to education, where the least educated group had higher chance of reporting the 12 chronic diseases analyzed. Similar pattern of inequality was observed by income, but with lower magnitude. It is observed in the most disadvantaged group the greatest chances of chronic diseases such as: cancer, diabetes and tendinitis/tenosynovitis . Comparing the adult population, the elderly group was the lowest about the magnitude of inequalities between chronic diseases and education. There was no change over the years between the extremes of income about diseases accumulation. Conclusions: As a result of the studies, it is observed the marked socioeconomic inequality in chronic diseases, so there is a need for interventions, monitoring and control of them through public policies that have the purpose of reducing these inequalities.
Descrição: Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, Florianópolis, 2012
URI: http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/100840
Data: 2012


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