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<title>Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/78570</link>
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<pubDate>Sun, 18 Oct 2026 09:16:52 GMT</pubDate>
<dc:date>2026-10-18T09:16:52Z</dc:date>
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<title>Níveis plasmáticos de pterinas associados ao escore tomográfico pulmonar de gravidade na predição de desfechos desfavoráveis em indivíduos acometidos
pela COVID-19: um estudo de coorte retrospectiva</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/275650</link>
<description>Níveis plasmáticos de pterinas associados ao escore tomográfico pulmonar de gravidade na predição de desfechos desfavoráveis em indivíduos acometidos
pela COVID-19: um estudo de coorte retrospectiva
Sandin, Gilberto Ramos
A COVID-19, causada pelo SARS-CoV-2, apresenta amplo espectro clínico. A identificação precoce de biomarcadores prognósticos pode ser uma valiosa ferramenta para a estratificação de risco. Este estudo investigou a associação entre níveis plasmáticos de tetraidrobiopterina (BH4) e neopterina e a extensão da lesão pulmonar em indivíduos hospitalizados por COVID-19. Além disso, foi avaliado o desempenho prognóstico desses marcadores para desfechos como óbito e necessidade de ventilação mecânica, bem como foi explorada sua integração em um escore de estratificação de risco. O estudo conduziu uma coorte retrospectiva analítica, com amostragem por conveniência, de 94 participantes admitidos no Hospital Regional Libertador O´Higgins (Rancagua, Chile), em 2021. Incluiu apenas adultos com RT-PCR positivo para SARS-CoV-2 e sintomas há menos de quatorze dias. Foram coletados dados demográficos, clínicos e laboratoriais na admissão, e mensurados os níveis plasmáticos de BH4 e neopterina por ELISA. Tomografias computadorizadas de tórax realizadas nas primeiras 48 h foram analisadas por dois radiologistas independentes, utilizando um escore semiquantitativo de 25 pontos para quantificar o comprometimento pulmonar. O estudo aplicou estatística descritiva, testes bivariados, correlação de Spearman, curvas ROC (do inglês, receiving operator characteristic) / AUC (área sob a curva), medidas de concordância interobservador e regressão logística multivariada. Os desfechos avaliados foram óbito e necessidade de ventilação mecânica (VM). A amostra foi predominantemente do sexo masculino (63,8 % com média de idade de 49,1 anos; 27,2 % necessitaram de VM e 9,6 % evoluíram para óbito. Não foram observadas diferenças significativas nos níveis de BH4 e neopterina entre os grupos para ambos os desfechos (p &gt; 0,05). As áreas sob a curva ROC para predição de óbito foram 0,48 (IC95 % 0,27-0,69) para BH4 e 0,63 (IC95 % 0,40-0,85) para neopterina, denotando baixa acurácia discriminatória. O escore tomográfico médio foi significativamente maior no grupo óbito (9,5 vs. 6,0 pontos; p = 0,01), com AUC de 0,79 (IC95 % 0,64-0,93). No modelo multivariado final, o escore tomográfico (OR 1,36; IC95 % 1,0-1,8), a contagem de plaquetas (OR 0,98; IC95 % 0,96-1,0) e a creatinina sérica (OR 24,7; IC95 % 0,8-790,7) permaneceram como preditores independentes de óbito, com poder explicativo de 55,4 % (R2 de Nagelkerke). A concordância interobservador para o escore tomográfico foi elevada (CCI 0,90). Conclui-se que, nesta coorte de pacientes hospitalizados por COVID-19, os níveis plasmáticos de BH4 e neopterina não apresentaram desempenho prognóstico significativo para óbito ou necessidade de ventilação mecânica. Em contraste, o escore tomográfico semiquantitativo demonstrou acurácia discriminatória consistente e associação independente com mortalidade, destacando seu valor na estratificação precoce de risco, especialmente quando integrado a parâmetros laboratoriais de rotina. Esses achados reforçam a utilidade clínica da avaliação tomográfica inicial e indicam a necessidade de estudos com maior poder amostral para elucidar o papel prognóstico das pterinas na COVID-19.; Abstract: COVID-19, caused by SARS-CoV-2, exhibits a broad clinical spectrum. Early identification of prognostic biomarkers may provide a valuable tool for risk stratification. This study investigated the association between plasma tetrahydrobiopterin (BH4) and neopterin levels and the extent of pulmonary injury in individuals hospitalized with COVID-19. In addition, we assessed the prognostic performance of these markers for outcomes such as death and the need for mechanical ventilation, and explored their integration into a risk-stratification score. We conducted an analytical retrospective cohort study, using convenience sampling, including 94 participants admitted to Hospital Regional Libertador O?Higgins (Rancagua, Chile) in 2021. Only adults with positive SARS-CoV-2 RT?PCR and symptom onset within 14 days were included. Demographic, clinical and laboratory data were collected at admission, and plasma BH4 and neopterin levels were quantified by ELISA. Chest computed tomography (CT) performed within the first 48 h was independently analysed by two radiologists using a 25-point semi-quantitative score to estimate the extent of lung involvement. Analyses comprised descriptive statistics, bivariate tests, Spearman correlation, receiver operating characteristic (ROC) curves and area under the curve (AUC), interobserver agreement metrics, and multivariable logistic regression. The outcomes were death and requirement for mechanical ventilation (MV). The sample was predominantly male (63.8 %), with a mean age of 49.1 years; 27.2 % required MV and 9.6 % died. No significant differences in BH4 or neopterin levels were observed between groups for either outcome (p &gt; 0.05). For mortality prediction, ROC AUCs were 0.48 (95 % CI, 0.27?0.69) for BH4 and 0.63 (95 % CI, 0.40?0.85) for neopterin, indicating poor discriminatory accuracy. The mean CT score was significantly higher in the death group (9.5 vs. 6.0 points; p = 0.01), with an AUC of 0.79 (95 % CI, 0.64?0.93). In the final multivariable model, CT score (OR, 1.36; 95 % CI, 1.0?1.8), platelet count (OR, 0.98; 95 % CI, 0.96?1.0) and serum creatinine (OR, 24.7; 95 % CI, 0.8?790.7) remained independent predictors of death, with an explanatory power of 55.4 % (Nagelkerke R²). Interobserver agreement for the CT score was high (ICC, 0.90). We conclude that, in this cohort of patients hospitalized with COVID-19, plasma BH4 and neopterin showed no meaningful prognostic performance for death or the need for mechanical ventilation. In contrast, the semi-quantitative CT score demonstrated consistent discriminatory accuracy and an independent association with mortality, underscoring its value for early risk stratification, particularly when combined with routine laboratory parameters. These findings support the clinical utility of early CT assessment and highlight the need for adequately powered studies to clarify the prognostic role of pterins in COVID-19.
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas, Florianópolis, 2026.
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<pubDate>Thu, 01 Jan 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
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<title>Avaliação ultrassonográfica de estridor em lactentes: acurácia do método para diagnóstico de laringomalácia</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/275493</link>
<description>Avaliação ultrassonográfica de estridor em lactentes: acurácia do método para diagnóstico de laringomalácia
Manara, Luiza Maes
Introdução: O estridor é um som agudo decorrente da passagem turbulenta do ar pelas vias aéreas em consequência de obstrução parcial, sendo a laringomalácia sua principal causa em lactentes. A nasofibrolaringoscopia flexível constitui o padrão-ouro para avaliação do estridor e diagnóstico de laringomalácia. A ultrassonografia de laringe tem emergido como método complementar, destacando-se pela praticidade, baixo custo e mínima morbidade. Objetivo: Avaliar o desempenho diagnóstico da ultrassonografia de laringe em lactentes com estridor, comparando seus achados com a nasofibrolaringoscopia. Métodos: Estudo transversal de acurácia diagnóstica que incluiu lactentes com estridor, submetidos à ultrassonografia de laringe e à nasofibrolaringoscopia. Foram obtidas imagens estáticas e dinâmicas para análise do ângulo de curvatura da epiglote, ângulo entre cartilagem aritenoide e prega vocal durante abdução, fechamento prolongado das pregas vocais, prolapso das aritenoides, presença de cisto ou paralisia de prega vocal e identificação de laringomalácia. Resultados: Avaliaram- se 42 pacientes, a maioria do sexo masculino, com mediana de idade e peso de 3 meses e 5,0 kg. A ultrassonografia apresentou acurácia de 77%, sensibilidade de 77%, especificidade de 78%, valor preditivo positivo de 91% e valor preditivo negativo de 78% para o diagnóstico de laringomalácia. Conclusão: O ultrassom de laringe apresentou bom desempenho diagnóstico para laringomalácia, com alto valor preditivo positivo, além de permitir outros diagnósticos. Apesar de promissor e acessível, o método deve ser utilizado de forma complementar ao padrão-ouro. Sua acurácia pode ser ampliada com o aumento da difusão e do treinamento da técnica.; Abstract: Stridor is a high-pitched sound caused by turbulent airflow through the airways due to partial obstruction. Laryngomalacia is the leading cause of stridor in infants. The gold standard method for evaluating stridor in infants and for diagnosing laryngomalacia is flexible fiberoptic laryngoscopy, which allows direct and dynamic assessment of supraglottic and glottic structures. Laryngeal ultrasonography has recently emerged as a diagnostic tool for several conditions, including the evaluation of laryngomalacia, mainly because of its practicality, low cost, and virtually negligible morbidity. Objective: To evaluate the diagnostic performance of laryngeal ultrasonography in infants with stridor and to compare its findings with flexible fiberoptic laryngoscopy for the diagnosis of laryngomalacia. Methods: This cross-sectional diagnostic accuracy study included 35 infants presenting with stridor. All patients underwent laryngeal ultrasound, and results were compared with flexible laryngoscopy. Static and dynamic images of the larynx were obtained to assess the epiglottic curvature angle, the angle between the arytenoid cartilage and vocal folds during abduction, prolonged vocal fold closure, arytenoid prolapse, presence of cysts or vocal fold paralysis, and the presence or absence of laryngomalacia. Results: A total of 42 patients were evaluated, predominantly male, with a median age of 3 months and a median weight of 5.0 kg. Ultrasonography demonstrated an accuracy of 77%, sensitivity of 77%, specificity of 78%, positive predictive value of 91%, and negative predictive value of 78% for the diagnosis of laryngomalacia. Conclusion: Laryngeal ultrasound demonstrated good diagnostic performance for laryngomalacia, with a high positive predictive value, in addition to enabling other diagnoses. Despite being a promising and accessible method, it should be used as a complementary tool to the gold standard, with its accuracy potentially improved through wider dissemination of the technique and training.
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas, Florianópolis, 2026.
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<pubDate>Thu, 01 Jan 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Influência do diabetes mellitus no diâmetro pupilar em pacientes submetidos à cirurgia de catarata</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/275196</link>
<description>Influência do diabetes mellitus no diâmetro pupilar em pacientes submetidos à cirurgia de catarata
Souza, Hugo Diehl de
A cirurgia de catarata está associada a alterações no diâmetro pupilar no período pós-operatório, fenômeno relevante para o planejamento cirúrgico e a escolha de lentes intraoculares. O diabetes mellitus, por sua associação com disfunções autonômicas, pode influenciar o comportamento pupilar, porém ainda não está claramente estabelecido se essa condição modifica a resposta pupilar à facoemulsificação. Este estudo teve como objetivo comparar a variação do diâmetro pupilar antes e após a cirurgia de catarata em participantes diabéticos e não diabéticos. Trata-se de um estudo prospectivo observacional longitudinal que incluiu 354 olhos de 251 participantes submetidos à cirurgia de catarata por facoemulsificação. O diâmetro pupilar horizontal foi mensurado em condição escotópica no período pré-operatório e entre 30 e 40 dias após a cirurgia. A presença de diabetes mellitus foi definida por valores de hemoglobina glicada iguais ou superiores a 6,5%. Para considerar a correlação intraindividual decorrente de cirurgias bilaterais, foi utilizado modelo linear de efeitos mistos, com intercepto aleatório por participante, incluindo o tempo cirúrgico, a presença de diabetes mellitus e a interação entre essas variáveis como efeitos fixos. Os resultados demonstraram que o diâmetro pupilar pré-operatório foi significativamente menor nos olhos de participantes diabéticos em comparação aos não diabéticos. Após a cirurgia, observou-se redução significativa do diâmetro pupilar na amostra global. Entretanto, a magnitude da redução pupilar foi semelhante entre participantes diabéticos e não diabéticos, não sendo identificada interação significativa entre diabetes mellitus e tempo cirúrgico. Conclui-se que o diabetes mellitus associa-se ao menor diâmetro pupilar basal, mas não modifica a variação do diâmetro pupilar após a cirurgia de catarata. A miose pós-operatória observada parece decorrer predominantemente do próprio procedimento cirúrgico, independentemente da presença de diabetes. É recomendável a individualização do planejamento cirúrgico na avaliação das condições pupilares e escolha da lente intraocular.; Abstract: Introduction Cataract is the leading reversible cause of blindness worldwide and is treated by phacoemulsification with intraocular lens implantation. Previous studies have shown that cataract surgery leads to a reduction in postoperative pupil diameter, a phenomenon attributed to anatomical changes in the anterior chamber and alterations in iris dynamics. Diabetes mellitus, in turn, is associated with autonomic dysfunction that may affect the pupillary response, resulting in smaller pupils. However, the influence of diabetes on the magnitude of pupil diameter change after cataract surgery remains uncertain, with relevant clinical implications, particularly for the selection of pupil-dependent intraocular lenses. Objective To compare changes in pupil diameter before and after cataract surgery in diabetic and non-diabetic individuals, and to evaluate the association between demographic characteristics, glycemic control, and pupillary behavior. Methods This prospective, observational, longitudinal study was conducted between October and December 2024 and included 354 eyes from 251 participants who underwent cataract surgery by phacoemulsification. Horizontal pupil diameter was measured under scotopic conditions preoperatively and between 30 and 40 days after surgery. Diabetes mellitus was defined based on glycated hemoglobin levels (HbA1c = 6.5%). To account for intraindividual correlation due to bilateral surgeries, a linear mixed-effects model with a random intercept for each participant was used. Surgical time, diabetes status, and their interaction were included as fixed effects, with adjustment for age, sex, and laterality. A secondary analysis evaluated the association between HbA1c levels and pupil diameter exclusively in the diabetic group. Results Preoperative pupil diameter was significantly smaller in eyes of diabetic participants compared with non-diabetic individuals. After surgery, a significant reduction in pupil diameter was observed in the overall sample, with a mean decrease of 9.4%. The linear mixed-effects model confirmed a significant effect of the surgical procedure on pupil diameter, resulting in a reduction independent of age, sex, or laterality. No significant interaction was identified between diabetes mellitus and the surgical procedure regarding changes in pupil diameter, indicating that the magnitude of postoperative pupil reduction after phacoemulsification was similar in diabetic and non-diabetic patients. Changes in pupil diameter (?PD) also did not differ between groups. Within the diabetic group, HbA1c levels were not significantly associated with either pupil diameter or postoperative changes in pupil diameter. Discussion The present findings indicate that diabetes mellitus is associated with a reduced baseline pupil diameter, corroborating previous evidence of autonomic dysfunction affecting pupillary behavior in diabetic individuals. However, the absence of a significant interaction between diabetes status and surgical time demonstrates that the pupillary response to cataract surgery follows a similar pattern in diabetic and non-diabetic participants. This suggests that the postoperative miosis observed after phacoemulsification is predominantly related to mechanical and anatomical changes induced by the procedure itself, such as increased anterior chamber depth and altered iris?lens dynamics, rather than to metabolic or autonomic factors associated with diabetes. These results align with prior studies reporting a consistent reduction in pupil diameter after cataract surgery, regardless of systemic conditions, and provide further evidence that the effect of phacoemulsification on pupil size is largely uniform across different metabolic profiles. Final Considerations In summary, although diabetes mellitus influences baseline pupil diameter, it does not appear to modify the magnitude of postoperative pupil diameter reduction following cataract surgery. From a clinical perspective, these findings suggest that postoperative pupillary behavior can be anticipated similarly in diabetic and non-diabetic patients. Therefore, the planning of cataract surgery and the selection of pupil-dependent intraocular lenses should be individualized and account for the expected postoperative miosis in general, without the need for diabetes-specific correction factors when predicting final pupil diameter variation in diabetic individuals.
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas, Florianópolis, 2026.
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<pubDate>Thu, 01 Jan 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Avaliação ecocardiográfica seriada da função ventricular direita por strain e sua associação com capacidade funcional, dispneia e função pulmonar em uma coorte de sobreviventes da COVID-19</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/275086</link>
<description>Avaliação ecocardiográfica seriada da função ventricular direita por strain e sua associação com capacidade funcional, dispneia e função pulmonar em uma coorte de sobreviventes da COVID-19
Rogelin, Marcelo
A síndrome pós-COVID-19 pode cursar com limitações funcionais persistentes e possível comprometimento cardiopulmonar tardio. O ventrículo direito (VD) é particularmente vulnerável, e o strain longitudinal da parede livre do VD (RVFWLS) por speckle tracking pode detectar disfunção subclínica com maior sensibilidade. OBJETIVO: Avaliar o comportamento temporal do RVFWLS e de parâmetros ecocardiográficos de função sistólica do VD (TAPSE, FAC e S?) e sua associação com capacidade funcional (TSL30s), estado funcional (PCFS), dispneia (mMRC) e difusão pulmonar (KCO) em sobreviventes pós-COVID-19. MÉTODOS: Estudo observacional (recorte analítico) de coorte prospectiva acompanhada no NUPAIVA/HU-UFSC, com duas visitas presenciais: AV1 (~4 meses) e AV2 (~13 meses) após a fase aguda. Incluíram-se adultos com RT-PCR positivo SARS-CoV-2 e ecocardiograma transtorácico analisável em ambas as visitas. Desfechos: RVFWLS, TAPSE, FAC, S?; KCO; mMRC; PCFS; TSL30s. Análises: abordagem transversal (AV1 e AV2), longitudinal (?=AV2?AV1) e categórica (melhora/estável/piora). RESULTADOS: Foram incluídos 49 pacientes (55,1% mulheres; 50,7±10,3 anos; IMC 32,1±5,8 kg/m²; obesidade 63,3%). Na fase aguda, 77,6% necessitaram UTI e 67,3% ventilação mecânica invasiva; intervalo entre visitas 295,2±51,9 dias. Houve melhora do TSL30s (10,1±3,3 para 11,6±3,1; p=0,004) e do KCO (4,1±0,7 para 4,3±0,8 mL/min/mmHg/L; p=0,002), sem mudança significativa das medianas de mMRC (p=0,43) e PCFS (p=0,11). Na ecocardiografia, o TAPSE reduziu discretamente (2,2±0,3 para 2,1±0,2 cm; p=0,03), enquanto RVFWLS (-17,4±4,5% para -18,4±3,5%), FAC e S? não se modificaram significativamente (p&gt;0,05). As correlações transversais entre os parâmetros do VD e mMRC/PCFS/TSL30s/KCO foram fracas e não significativas em AV1 e AV2 (r&lt;0,30; p&gt;0,05). Nas análises longitudinais, observaram-se associações pontuais: ?RVFWLS??KCO (r=0,33; p=0,05) e ?FAC??PCFS (r=-0,35; p=0,02). Na abordagem por classes, ?TAPSE correlacionou-se inversamente com a evolução do TSL30s (?=-0,37; p=0,01); os demais testes não foram significativos. Não houve associações entre parâmetros ecocardiográficos e desfechos categorizados. Em análise por estratificação, houve tendência a pior RVFWLS em pacientes de UTI na AV1 (p=0,067), sem diferença em AV2; por sexo, homens apresentaram TAPSE e FAC menores em AV2 e maior redução longitudinal de TAPSE e S? (p&lt;0,05). Em ANCOVA, mMRC/PCFS/TSL30s/KCO basais não refletiram RVFWLS em AV2 após ajuste pelo valor basal (p&gt;0,05). CONCLUSÃO: Em uma coorte pós-COVID-19 com alta gravidade aguda e elevada carga de comorbidades, houve melhora objetiva da capacidade funcional e da difusão pulmonar, enquanto RVFWLS permaneceu discretamente reduzido e estável e os índices convencionais do VD mantiveram-se globalmente preservados, com redução pequena do TAPSE. A ausência de associações transversais robustas e a presença de correlações longitudinais modestas e inconsistentes sugerem dissociação parcial entre recuperação funcional/pulmonar e marcadores ecocardiográficos do VD no pós-COVID-19 tardio, reforçando a natureza multifatorial da limitação funcional e a necessidade de avaliação integrada.; Abstract: Post-COVID-19 condition may present with persistent functional limitations and may be associated with late cardiopulmonary impairment. The right ventricle (RV) is particularly vulnerable, and right ventricular free wall longitudinal strain (RVFWLS) by 2D-speckle-tracking echocardiography can detect subclinical dysfunction with greater sensitivity. OBJECTIVE: To evaluate the temporal behavior of RVFWLS and echocardiographic parameters of RV systolic function (TAPSE, FAC, and S?) and their association with functional capacity (TSL30s), functional status (PCFS), dyspnea (mMRC), and carbon monoxide transfer coefficient (KCO) in post-COVID-19 survivors. METHODS: Observational study using an analytical subset of a prospective cohort followed up at NUPAIVA/HU-UFSC, with two in-person visits: AV1 (~4 months) and AV2 (~13 months) after the acute phase. Adults with RT-PCR-confirmed SARS-CoV-2 infection and analyzable transthoracic echocardiogram studies at both visits were included. Outcomes: RVFWLS, TAPSE, FAC, S?; KCO; mMRC; PCFS; TSL30s. Analyses: cross-sectional (AV1 and AV2), longitudinal (?=AV2?AV1), and categorical (improvement/stable/worsening) evaluation. RESULTS: Forty-nine patients were included (55.1% women; 50.7±10.3 years; BMI 32.1±5.8 kg/m²; obesity 63.3%). In the acute phase, 77.6% required ICU admission and 67.3% required invasive mechanical ventilation; interval between visits 295.2±51.9 days. There was improvement in TSL30s (10.1±3.3 to 11.6±3.1; p=0.004) and KCO (4.1±0.7 to 4.3±0.8 mL/min/mmHg/L; p=0.002), with no significant change in mMRC (p=0.43) and PCFS (p=0.11) medians. On echocardiography, TAPSE decreased slightly (2.2±0.3 to 2.1±0.2 cm; p=0.03), while RVFWLS (-17.4±4.5% to -18.4±3.5%), FAC, and S? did not change significantly (p&gt;0.05). Cross-sectional correlations between RV parameters and mMRC/PCFS/TSL30s/KCO were small in magnitude and not significant in AV1 and AV2 (r&lt;0.30; p&gt;0.05). In longitudinal analyses, specific associations were observed: ?RVFWLS??KCO (r=0.33; p=0.05) and ?FAC??PCFS (r=-0.35; p=0.02). In the categorical approach, ?TAPSE was inversely correlated with the evolution of TSL30s (?=-0.37; p=0.01); other tests were not significant. There were no associations between echocardiographic parameters and categorized outcomes. In the stratified analysis, there was a tendency toward worse RVFWLS in ICU patients in AV1 (p=0.067), with no difference in AV2; by sex, men had lower TAPSE and FAC in AV2 and greater longitudinal reduction in TAPSE and S? (p&lt;0.05). In ANCOVA, baseline mMRC/PCFS/TSL30s/KCO did not predict RVFWLS in AV2 after adjustment for baseline value (p&gt;0.05). CONCLUSION: In a post-COVID-19 cohort with high acute severity and high comorbidity burden, there was objective improvement in functional capacity and pulmonary diffusion, while RVFWLS remained slightly reduced and stable, and conventional RV indices remained globally preserved, with a small reduction in TAPSE. The absence of robust cross-sectional associations and the presence of modest and inconsistent longitudinal correlations suggest partial dissociation between functional/pulmonary recovery and echocardiographic markers of RV in late post-COVID-19, reinforcing the multifactorial nature of functional limitation and the need for integrated assessment.
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas, Florianópolis, 2026.
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<pubDate>Thu, 01 Jan 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
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