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<title>Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/78570</link>
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<pubDate>Sat, 05 Sep 2026 17:07:12 GMT</pubDate>
<dc:date>2026-09-05T17:07:12Z</dc:date>
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<title>Influência do diabetes mellitus no diâmetro pupilar em pacientes submetidos à cirurgia de catarata</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/275196</link>
<description>Influência do diabetes mellitus no diâmetro pupilar em pacientes submetidos à cirurgia de catarata
Souza, Hugo Diehl de
A cirurgia de catarata está associada a alterações no diâmetro pupilar no período pós-operatório, fenômeno relevante para o planejamento cirúrgico e a escolha de lentes intraoculares. O diabetes mellitus, por sua associação com disfunções autonômicas, pode influenciar o comportamento pupilar, porém ainda não está claramente estabelecido se essa condição modifica a resposta pupilar à facoemulsificação. Este estudo teve como objetivo comparar a variação do diâmetro pupilar antes e após a cirurgia de catarata em participantes diabéticos e não diabéticos. Trata-se de um estudo prospectivo observacional longitudinal que incluiu 354 olhos de 251 participantes submetidos à cirurgia de catarata por facoemulsificação. O diâmetro pupilar horizontal foi mensurado em condição escotópica no período pré-operatório e entre 30 e 40 dias após a cirurgia. A presença de diabetes mellitus foi definida por valores de hemoglobina glicada iguais ou superiores a 6,5%. Para considerar a correlação intraindividual decorrente de cirurgias bilaterais, foi utilizado modelo linear de efeitos mistos, com intercepto aleatório por participante, incluindo o tempo cirúrgico, a presença de diabetes mellitus e a interação entre essas variáveis como efeitos fixos. Os resultados demonstraram que o diâmetro pupilar pré-operatório foi significativamente menor nos olhos de participantes diabéticos em comparação aos não diabéticos. Após a cirurgia, observou-se redução significativa do diâmetro pupilar na amostra global. Entretanto, a magnitude da redução pupilar foi semelhante entre participantes diabéticos e não diabéticos, não sendo identificada interação significativa entre diabetes mellitus e tempo cirúrgico. Conclui-se que o diabetes mellitus associa-se ao menor diâmetro pupilar basal, mas não modifica a variação do diâmetro pupilar após a cirurgia de catarata. A miose pós-operatória observada parece decorrer predominantemente do próprio procedimento cirúrgico, independentemente da presença de diabetes. É recomendável a individualização do planejamento cirúrgico na avaliação das condições pupilares e escolha da lente intraocular.; Abstract: Introduction Cataract is the leading reversible cause of blindness worldwide and is treated by phacoemulsification with intraocular lens implantation. Previous studies have shown that cataract surgery leads to a reduction in postoperative pupil diameter, a phenomenon attributed to anatomical changes in the anterior chamber and alterations in iris dynamics. Diabetes mellitus, in turn, is associated with autonomic dysfunction that may affect the pupillary response, resulting in smaller pupils. However, the influence of diabetes on the magnitude of pupil diameter change after cataract surgery remains uncertain, with relevant clinical implications, particularly for the selection of pupil-dependent intraocular lenses. Objective To compare changes in pupil diameter before and after cataract surgery in diabetic and non-diabetic individuals, and to evaluate the association between demographic characteristics, glycemic control, and pupillary behavior. Methods This prospective, observational, longitudinal study was conducted between October and December 2024 and included 354 eyes from 251 participants who underwent cataract surgery by phacoemulsification. Horizontal pupil diameter was measured under scotopic conditions preoperatively and between 30 and 40 days after surgery. Diabetes mellitus was defined based on glycated hemoglobin levels (HbA1c = 6.5%). To account for intraindividual correlation due to bilateral surgeries, a linear mixed-effects model with a random intercept for each participant was used. Surgical time, diabetes status, and their interaction were included as fixed effects, with adjustment for age, sex, and laterality. A secondary analysis evaluated the association between HbA1c levels and pupil diameter exclusively in the diabetic group. Results Preoperative pupil diameter was significantly smaller in eyes of diabetic participants compared with non-diabetic individuals. After surgery, a significant reduction in pupil diameter was observed in the overall sample, with a mean decrease of 9.4%. The linear mixed-effects model confirmed a significant effect of the surgical procedure on pupil diameter, resulting in a reduction independent of age, sex, or laterality. No significant interaction was identified between diabetes mellitus and the surgical procedure regarding changes in pupil diameter, indicating that the magnitude of postoperative pupil reduction after phacoemulsification was similar in diabetic and non-diabetic patients. Changes in pupil diameter (?PD) also did not differ between groups. Within the diabetic group, HbA1c levels were not significantly associated with either pupil diameter or postoperative changes in pupil diameter. Discussion The present findings indicate that diabetes mellitus is associated with a reduced baseline pupil diameter, corroborating previous evidence of autonomic dysfunction affecting pupillary behavior in diabetic individuals. However, the absence of a significant interaction between diabetes status and surgical time demonstrates that the pupillary response to cataract surgery follows a similar pattern in diabetic and non-diabetic participants. This suggests that the postoperative miosis observed after phacoemulsification is predominantly related to mechanical and anatomical changes induced by the procedure itself, such as increased anterior chamber depth and altered iris?lens dynamics, rather than to metabolic or autonomic factors associated with diabetes. These results align with prior studies reporting a consistent reduction in pupil diameter after cataract surgery, regardless of systemic conditions, and provide further evidence that the effect of phacoemulsification on pupil size is largely uniform across different metabolic profiles. Final Considerations In summary, although diabetes mellitus influences baseline pupil diameter, it does not appear to modify the magnitude of postoperative pupil diameter reduction following cataract surgery. From a clinical perspective, these findings suggest that postoperative pupillary behavior can be anticipated similarly in diabetic and non-diabetic patients. Therefore, the planning of cataract surgery and the selection of pupil-dependent intraocular lenses should be individualized and account for the expected postoperative miosis in general, without the need for diabetes-specific correction factors when predicting final pupil diameter variation in diabetic individuals.
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas, Florianópolis, 2026.
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<pubDate>Thu, 01 Jan 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
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<title>Avaliação ecocardiográfica seriada da função ventricular direita por strain e sua associação com capacidade funcional, dispneia e função pulmonar em uma coorte de sobreviventes da COVID-19</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/275086</link>
<description>Avaliação ecocardiográfica seriada da função ventricular direita por strain e sua associação com capacidade funcional, dispneia e função pulmonar em uma coorte de sobreviventes da COVID-19
Rogelin, Marcelo
A síndrome pós-COVID-19 pode cursar com limitações funcionais persistentes e possível comprometimento cardiopulmonar tardio. O ventrículo direito (VD) é particularmente vulnerável, e o strain longitudinal da parede livre do VD (RVFWLS) por speckle tracking pode detectar disfunção subclínica com maior sensibilidade. OBJETIVO: Avaliar o comportamento temporal do RVFWLS e de parâmetros ecocardiográficos de função sistólica do VD (TAPSE, FAC e S?) e sua associação com capacidade funcional (TSL30s), estado funcional (PCFS), dispneia (mMRC) e difusão pulmonar (KCO) em sobreviventes pós-COVID-19. MÉTODOS: Estudo observacional (recorte analítico) de coorte prospectiva acompanhada no NUPAIVA/HU-UFSC, com duas visitas presenciais: AV1 (~4 meses) e AV2 (~13 meses) após a fase aguda. Incluíram-se adultos com RT-PCR positivo SARS-CoV-2 e ecocardiograma transtorácico analisável em ambas as visitas. Desfechos: RVFWLS, TAPSE, FAC, S?; KCO; mMRC; PCFS; TSL30s. Análises: abordagem transversal (AV1 e AV2), longitudinal (?=AV2?AV1) e categórica (melhora/estável/piora). RESULTADOS: Foram incluídos 49 pacientes (55,1% mulheres; 50,7±10,3 anos; IMC 32,1±5,8 kg/m²; obesidade 63,3%). Na fase aguda, 77,6% necessitaram UTI e 67,3% ventilação mecânica invasiva; intervalo entre visitas 295,2±51,9 dias. Houve melhora do TSL30s (10,1±3,3 para 11,6±3,1; p=0,004) e do KCO (4,1±0,7 para 4,3±0,8 mL/min/mmHg/L; p=0,002), sem mudança significativa das medianas de mMRC (p=0,43) e PCFS (p=0,11). Na ecocardiografia, o TAPSE reduziu discretamente (2,2±0,3 para 2,1±0,2 cm; p=0,03), enquanto RVFWLS (-17,4±4,5% para -18,4±3,5%), FAC e S? não se modificaram significativamente (p&gt;0,05). As correlações transversais entre os parâmetros do VD e mMRC/PCFS/TSL30s/KCO foram fracas e não significativas em AV1 e AV2 (r&lt;0,30; p&gt;0,05). Nas análises longitudinais, observaram-se associações pontuais: ?RVFWLS??KCO (r=0,33; p=0,05) e ?FAC??PCFS (r=-0,35; p=0,02). Na abordagem por classes, ?TAPSE correlacionou-se inversamente com a evolução do TSL30s (?=-0,37; p=0,01); os demais testes não foram significativos. Não houve associações entre parâmetros ecocardiográficos e desfechos categorizados. Em análise por estratificação, houve tendência a pior RVFWLS em pacientes de UTI na AV1 (p=0,067), sem diferença em AV2; por sexo, homens apresentaram TAPSE e FAC menores em AV2 e maior redução longitudinal de TAPSE e S? (p&lt;0,05). Em ANCOVA, mMRC/PCFS/TSL30s/KCO basais não refletiram RVFWLS em AV2 após ajuste pelo valor basal (p&gt;0,05). CONCLUSÃO: Em uma coorte pós-COVID-19 com alta gravidade aguda e elevada carga de comorbidades, houve melhora objetiva da capacidade funcional e da difusão pulmonar, enquanto RVFWLS permaneceu discretamente reduzido e estável e os índices convencionais do VD mantiveram-se globalmente preservados, com redução pequena do TAPSE. A ausência de associações transversais robustas e a presença de correlações longitudinais modestas e inconsistentes sugerem dissociação parcial entre recuperação funcional/pulmonar e marcadores ecocardiográficos do VD no pós-COVID-19 tardio, reforçando a natureza multifatorial da limitação funcional e a necessidade de avaliação integrada.; Abstract: Post-COVID-19 condition may present with persistent functional limitations and may be associated with late cardiopulmonary impairment. The right ventricle (RV) is particularly vulnerable, and right ventricular free wall longitudinal strain (RVFWLS) by 2D-speckle-tracking echocardiography can detect subclinical dysfunction with greater sensitivity. OBJECTIVE: To evaluate the temporal behavior of RVFWLS and echocardiographic parameters of RV systolic function (TAPSE, FAC, and S?) and their association with functional capacity (TSL30s), functional status (PCFS), dyspnea (mMRC), and carbon monoxide transfer coefficient (KCO) in post-COVID-19 survivors. METHODS: Observational study using an analytical subset of a prospective cohort followed up at NUPAIVA/HU-UFSC, with two in-person visits: AV1 (~4 months) and AV2 (~13 months) after the acute phase. Adults with RT-PCR-confirmed SARS-CoV-2 infection and analyzable transthoracic echocardiogram studies at both visits were included. Outcomes: RVFWLS, TAPSE, FAC, S?; KCO; mMRC; PCFS; TSL30s. Analyses: cross-sectional (AV1 and AV2), longitudinal (?=AV2?AV1), and categorical (improvement/stable/worsening) evaluation. RESULTS: Forty-nine patients were included (55.1% women; 50.7±10.3 years; BMI 32.1±5.8 kg/m²; obesity 63.3%). In the acute phase, 77.6% required ICU admission and 67.3% required invasive mechanical ventilation; interval between visits 295.2±51.9 days. There was improvement in TSL30s (10.1±3.3 to 11.6±3.1; p=0.004) and KCO (4.1±0.7 to 4.3±0.8 mL/min/mmHg/L; p=0.002), with no significant change in mMRC (p=0.43) and PCFS (p=0.11) medians. On echocardiography, TAPSE decreased slightly (2.2±0.3 to 2.1±0.2 cm; p=0.03), while RVFWLS (-17.4±4.5% to -18.4±3.5%), FAC, and S? did not change significantly (p&gt;0.05). Cross-sectional correlations between RV parameters and mMRC/PCFS/TSL30s/KCO were small in magnitude and not significant in AV1 and AV2 (r&lt;0.30; p&gt;0.05). In longitudinal analyses, specific associations were observed: ?RVFWLS??KCO (r=0.33; p=0.05) and ?FAC??PCFS (r=-0.35; p=0.02). In the categorical approach, ?TAPSE was inversely correlated with the evolution of TSL30s (?=-0.37; p=0.01); other tests were not significant. There were no associations between echocardiographic parameters and categorized outcomes. In the stratified analysis, there was a tendency toward worse RVFWLS in ICU patients in AV1 (p=0.067), with no difference in AV2; by sex, men had lower TAPSE and FAC in AV2 and greater longitudinal reduction in TAPSE and S? (p&lt;0.05). In ANCOVA, baseline mMRC/PCFS/TSL30s/KCO did not predict RVFWLS in AV2 after adjustment for baseline value (p&gt;0.05). CONCLUSION: In a post-COVID-19 cohort with high acute severity and high comorbidity burden, there was objective improvement in functional capacity and pulmonary diffusion, while RVFWLS remained slightly reduced and stable, and conventional RV indices remained globally preserved, with a small reduction in TAPSE. The absence of robust cross-sectional associations and the presence of modest and inconsistent longitudinal correlations suggest partial dissociation between functional/pulmonary recovery and echocardiographic markers of RV in late post-COVID-19, reinforcing the multifactorial nature of functional limitation and the need for integrated assessment.
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas, Florianópolis, 2026.
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<pubDate>Thu, 01 Jan 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Avaliação exploratório-clínica de marcadores autonômicos, instabilidade elétrica ventricular e parâmetros hemodinâmicos na psoríase: tendências fisiológicas em estudo transversal</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/275059</link>
<description>Avaliação exploratório-clínica de marcadores autonômicos, instabilidade elétrica ventricular e parâmetros hemodinâmicos na psoríase: tendências fisiológicas em estudo transversal
Filho Neto, Manoel Gomes
A psoríase é uma doença inflamatória crônica imunomediada que, além do envolvimento cutâneo, tem sido associada a um risco cardiovascular aumentado, incluindo arritmias, hipertensão arterial, insuficiência cardíaca e mortalidade cardiovascular. Evidências crescentes sugerem que a inflamação sistêmica característica da psoríase pode influenciar a função do sistema nervoso autônomo (SNA), que pode ser avaliada de forma não invasiva por meio da variabilidade da frequência cardíaca (VFC), um marcador da modulação autonômica cardíaca. Este estudo teve como objetivo analisar a VFC em repouso em pacientes com psoríase e comparar parâmetros autonômicos cardiovasculares entre indivíduos com psoríase ativa, psoríase em remissão e um grupo controle sem psoríase. Adicionalmente, o estudo explorou a relação entre a gravidade da doença, avaliada pelo Índice de Área e Gravidade da Psoríase (PASI), e medidas da função autonômica. Trata-se de um estudo observacional, analítico e transversal, realizado no ambulatório de psoríase do Hospital Universitário Polydoro Ernani de São Thiago da Universidade Federal de Santa Catarina - HU/UFSC-EBSERH. A amostra foi composta por indivíduos com psoríase ativa, psoríase em remissão e controles saudáveis. A função autonômica cardiovascular foi avaliada utilizando testes padronizados de reflexos autonômicos e registros eletrocardiográficos de curta duração para análise da variabilidade da frequência cardíaca (VFC). Parâmetros de VFC no domínio do tempo, da frequência e não lineares foram examinados. A análise estatística foi realizada utilizando o SPSS, adotando um nível de significância de 5%. Pacientes com psoríase, particularmente aqueles com doença ativa, apresentaram padrões de VFC e parâmetros de pressão arterial que sugerem alterações na modulação autonômica cardiovascular quando comparados a controles. Observou-se uma tendência à redução de índices relacionados ao nervo vago e predominância simpática relativa, inclusive entre indivíduos em remissão clínica. No entanto, esses achados não atingiram significância estatística. Os resultados fornecem evidências exploratórias de que a psoríase pode estar associada a alterações na modulação autonômica cardiovascular detectáveis por meio da análise da VFC. Embora as diferenças não tenham alcançado significância estatística, as tendências observadas sugerem que a VFC pode constituir uma abordagem promissora para investigar o envolvimento autonômico cardiovascular precoce nessa população, justificando a realização de estudos longitudinais com amostras maiores.; Abstract: Psoriasis is a chronic immune-mediated inflammatory disease that, beyond cutaneous involvement, has been associated with increased cardiovascular risk, including arrhythmias, arterial hypertension, heart failure, and cardiovascular mortality. Growing evidence suggests that the systemic inflammation characteristic of psoriasis may influence autonomic nervous system (ANS) function, which can be assessed noninvasively through heart rate variability (HRV), a marker of cardiac autonomic modulation. This study aimed to analyse resting HRV in patients with psoriasis and to compare cardiovascular autonomic parameters among individuals with active psoriasis, psoriasis in remission, and a control group without psoriasis. Additionally,the study explored the relationship between disease severity, assessed by the Psoriasis Area and Severity Index (PASI), and measures of autonomic function. This work was an observational, analytical, cross-sectional study conducted at the psoriasis outpatient clinic of the Polydoro Ernani de São Thiago University Hospital of the Federal University of Santa Catarina - HU/UFSC-EBSERH. The sample comprised individuals with active psoriasis, psoriasis in remission, and healthy controls. Cardiovascular autonomic function was evaluated using standardised autonomic reflex tests and short-duration electrocardiographic recordings for HRV analysis. Timedomain, frequency-domain, and nonlinear HRV parameters were examined. Statistical analysis was performed using SPSS, adopting a 5% significance level. Patients with psoriasis, particularly those with active disease, showed patterns of HRV and blood pressure parameters suggesting alterations in cardiovascular autonomic modulation compared with controls. A tendency toward reduced vagal-related indices and relative sympathetic predominance was observed, including among individuals in clinical remission. However, these findings did not reach statistical significance. The results provide exploratory evidence that psoriasis may be associated with changes in cardiovascular autonomic modulation detectable through HRV analysis. Although not statistically significant, the observed trends suggest that HRV may be a useful approach for investigating early cardiovascular autonomic involvement in this population and warrant further investigation in larger, longitudinal studies.
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas, Florianópolis, 2026.
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<pubDate>Thu, 01 Jan 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Impacto do suporte educacional da lactação na produção de leite materno em mães de prematuros menores de 32 semanas: lições de ensaio clínico randomizado</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/274623</link>
<description>Impacto do suporte educacional da lactação na produção de leite materno em mães de prematuros menores de 32 semanas: lições de ensaio clínico randomizado
Soncini, Thaise Cristina Brancher
A síndrome do impacto femoroacetabular (SIFA) é uma patologia originada a partir de características morfológicas envolvendo o fêmur e/ou acetábulo ou de uma amplitude de movimento suprafisiológica em indivíduos saudáveis. A SIFA é considerada uma condição complexa e multifatorial e há debates na literatura científica quanto a acurácia dos métodos atualmente utilizados para o seu diagnóstico. Desse modo, o objetivo do presente trabalho foi sintetizar e avaliar criticamente a evidência disponível acerca da acurácia de testes físicos, exames de imagem e injeções intra-articulares para o diagnóstico da SIFA. Para isso, foram conduzidas duas pesquisas: 1) uma revisão guarda-chuva, contemplando revisões sistemáticas (RS) publicadas acerca dos testes físicos e exames de imagem; e 2) uma RS, contemplando estudos primários acerca das injeções intra-articulares. Para ambas as revisões, foram considerados elegíveis estudos que avaliaram a acurácia diagnóstica dessas ferramentas para SIFA comparado a pelo menos um padrão de referência para o diagnóstico. Múltiplas bases de dados eletrônicos foram pesquisadas para identificação de estudos elegíveis e os processos de seleção, coleta e avaliação do risco de viés foram realizados, de modo cego, por pelo menos dois revisores. Na revisão guarda-chuva, foram incluídas seis RS de um total de 1.520 artigos, das quais duas foram julgadas com risco de viés elevado e 4 com risco moderado. Cinco RS avaliaram testes físicos e uma avaliou exames de imagem. De modo geral, os testes físicos apresentaram valores elevados de sensibilidade, mas notavelmente menores de especificidade. Dentre os testes avaliados, o teste de flexão, adução e rotação interna (FADIR) foi consistentemente recomendado para a triagem diagnóstica da SIFA. Os exames de imagem apresentaram maiores valores de sensibilidade e especificidade comparados aos testes físicos, porém a evidência foi considerada escassa. No que tange a RS sobre injeções intra-articulares, foram incluídos seis estudos primários de um total de 489 artigos, dos quais todos foram julgados como \"em risco de viés\". Uma heterogeneidade substancial foi observada no que tange os parâmetros utilizados nas injeções, incluindo variabilidade nos agentes anestésicos, combinação ou não com anti-inflamatórios, modo e tempo para avaliação da dor, entre outros. De modo geral, a evidência foi considerada inconsistente e esparsa, de modo que a utilidade diagnóstica das injeções intra-articulares para SIFA foi considerada limitada com base nas metodologias avaliadas. Sugere-se uma investigação mais aprofundada considerando os parâmetros de injeção e critérios de avaliação para que recomendações para a prática clínica possam ser propostas. Desse modo, considerando as limitações do presente trabalho, concluiu-se que, para o diagnóstico da SIFA, testes físicos foram considerados bons candidatos como ferramentas de triagem, especialmente o teste FADIR, ao passo que os exames de imagem ofereceram alta acurácia diagnóstica, mas a evidência é escassa e necessita validação. Injeções intra-articulares apresentaram evidência restrita e, atualmente, não há recomendações robustas para a prática clínica em relação a quais parâmetros e critérios oferecem acurácia diagnóstica superior.; Abstract: Femoroacetabular impingement syndrome (FAIS) is a pathological condition originated from morphological features involving the femur and/or acetabulum or from a supraphysiological range of motion in otherwise healthy individuals. FAIS is considered a complex and multifactorial condition, and there are debates in the scientific literature regarding the accuracy of the methods currently used for its diagnosis. Thus, the aim of the present study was to synthesize and critically appraise the available evidence on the accuracy of physical tests, imaging exams, and intra-articular injections for the diagnosis of FAIS. For this purpose, two studies were conducted: 1) one umbrella review, covering published systematic reviews (SR) on physical tests and imaging exams; and 2) one SR, covering primary studies on intra-articular injections. For both reviews, studies that evaluated the diagnostic accuracy of these tools, compared to at least one reference standard for FAIS diagnosis, were considered eligible. Multiple electronic databases were searched to identify eligible studies, and the selection, collection, and risk of bias assessment were performed in a blinded fashion by at least two reviewers. In the umbrella review, from a total of 1.520 articles, six SRs were included, of which two were judged with high risk of bias and four with moderate risk. Five SRs evaluated physical tests and one evaluated imaging exams. Overall, physical tests presented high sensitivity values, but notably lower specificity values. Among the tests evaluated, the flexion, adduction, and internal rotation (FADIR) test was consistently recommended for diagnostic screening of FAIS. Imaging exams showed higher sensitivity and specificity values compared to physical tests, but the evidence was considered sparse on this regard. Concerning SR on intra-articular injections, from total of 489 articles, six primary studies were included, of which all were judged as \"at risk of bias.\" A substantial heterogeneity was found regarding the parameters used for injections, including variability in anesthetic agents, the combination or not with anti-inflammatory drugs, methods and time for pain assessment, among others. Overall, the evidence was considered inconsistent and sparse and the diagnostic capability of intra-articular injections for FAIS was considered limited based on the methods investigated. Further investigation of injection parameters and assessment criteria is suggested before robust recommendations for clinical practice can be made. Thus, considering the limitations of the present study, it was concluded that for the diagnosis of FAIS, physical tests were considered good candidates as screening tools, especially the FADIR test, whereas imaging examinations offered high accuracy in the diagnosis of FAIS. Intra-articular injections presented restricted evidence and, currently, there are no robust recommendations for clinical practice concerning which parameters and assessment criteria are related to a higher diagnostic accuracy.
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas, Florianópolis, 2025.
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<pubDate>Wed, 01 Jan 2025 00:00:00 GMT</pubDate>
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<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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