<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rdf:RDF xmlns="http://purl.org/rss/1.0/" xmlns:rdf="http://www.w3.org/1999/02/22-rdf-syntax-ns#" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">
<channel rdf:about="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/95299">
<title>Programa de Pós-Graduação em Biologia Celular e do Desenvolvimento</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/95299</link>
<description/>
<items>
<rdf:Seq>
<rdf:li rdf:resource="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/271959"/>
<rdf:li rdf:resource="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/271735"/>
<rdf:li rdf:resource="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/270219"/>
<rdf:li rdf:resource="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/269213"/>
</rdf:Seq>
</items>
<dc:date>2026-04-11T06:52:27Z</dc:date>
</channel>
<item rdf:about="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/271959">
<title>miRNAs como potenciais biomarcadores do processo de implantação do blastocisto humano: uma revisão</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/271959</link>
<description>miRNAs como potenciais biomarcadores do processo de implantação do blastocisto humano: uma revisão
Paiva, Jessica Cavalcante dos Santos de
Com o aumento da demanda pela reprodução assistida humana, tornou-se essencial o aperfeiçoamento das tecnologias para a seleção de blastocistos com maior potencial de implantação no endométrio. O objetivo deste trabalho foi identificar microRNAs secretados por blastocistos em meios de cultura, que pudessem atuar como biomarcadores preditivos para o processo de implantação no endométrio. O estudo utilizou uma revisão da literatura, elencando pesquisas experimentais humanas com amostras de meios de cultivo que continham miRNAs exocitados de blastocistos provenientes de clínicas de reprodução assistida. A metodologia envolveu a filtragem de artigos por título e resumo, seguida da leitura integral dos trabalhos selecionados e análise das informações elencadas. Os artigos selecionados, resultantes dos critérios de inclusão e exclusão, destacaram que 17 famílias de miRNAs. Destas, 9 famílias foram concordantes em resultado em mais de um artigo, reafirmando os resultados de implantação e não implantação. Foram analisados, na literatura, possíveis alvos e efeitos desses microRNA, sendo possível determinar que o subtipo miR-99a-5p e a família miR-199 se correlacionam à implantação, enquanto as famílias let-7 e miR-515 e o subtipo miR-519d-3p se correlacionam à falha da implantação. A reafirmação dos padrões de expressão dessas 9 famílias de microRNAs como potenciais biomarcadores para o processo de implantação pode contribuir para o desenvolvimento de novos protocolos não-invasivos de análise de blastocistos para transferência na reprodução assistida e melhorar as taxas de sucesso de implantação.; Abstract: With the increased demand for assisted human reproduction, it has become essential to improve technologies for selecting blastocysts with greater potential for implantation in the endometrium. The objective of this work was to identify microRNAs secreted by blastocysts in culture media that could act as predictive biomarkers for the implantation process in the endometrium. The study used a literature review, listing human experimental research with culture media samples containing miRNAs exocytosed from blastocysts from assisted reproduction clinics. The methodology involved filtering articles by title and abstract, followed by full reading of the selected works and analysis of the information listed. The selected articles, resulting from the inclusion and exclusion criteria, highlighted 17 miRNA families. Of these, 9 families were concordant in results in more than one article, reaffirming the results of implantation and non-implantation. A review of the literature analyzed potential targets and effects of these microRNAs, determining that the miR-99a-5p subtype and the miR-199 family correlate with implantation, while the let-7 and miR-515 families and the miR-519d-3p subtype correlate with implantation failure. The reaffirmation of the expression patterns of these 9 microRNA families as potential biomarkers for the implantation process may contribute to the development of new non-invasive blastocyst analysis protocols for transfer in assisted reproduction and improve implantation success rates.
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Biologia Celular e do Desenvolvimento, Florianópolis, 2026.
</description>
<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
</item>
<item rdf:about="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/271735">
<title>Avaliação in vitro do efeito da radiação ultravioleta A na biologia das células estromais mesenquimais faciais humanas</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/271735</link>
<description>Avaliação in vitro do efeito da radiação ultravioleta A na biologia das células estromais mesenquimais faciais humanas
Delben, Priscilla Barros
A pele facial é um dos primeiros tecidos a apresentar fotoenvelhecimento, o que causa grande impacto na qualidade de vida humana, e ainda há muito a ser compreendido sobre os processos que o geram. Apesar de uma ampla variedade de terapias disponíveis para evitar ou tratar o fotoenvelhecimento cutâneo, ainda não se tem uma abordagem efetiva. As células estromais mesenquimais (MSC, do inglês Mesenchymal stromal cells) apresentam papel fundamental na senescência dos tecidos e emergem como importante fonte para a terapia celular. Entretanto, é necessário maior compreensão sobre a sua biologia e papel nesse processo. Ainda, sugere-se que as características biológicas das MSC sejam distintas entre diferentes tecidos, dificultando o sucesso de terapias celulares. Neste sentido, o objetivo deste estudo foi investigar o efeito da radiação UVA, principal agente que causa o fotoenvelhecimento, na biologia das MSC da face (DSC, do inglês Dermal stromal cells e ASC, do inglês Adipose stromal cells), in vitro. As DSC e ASC foram obtidas a partir de descartes de lifting facial, caracterizadas comparativamente quanto ao perfil mesenquimal e senescente em condições de cultivo padrão e após exposição à radiação UVA. A seguir, foi avaliado o efeito parácrino citoprotetor das ASC abdominais expostas à radiação UVA na senescência promovida também pela radiação UVA sobre as MSC faciais. Os resultados demonstraram que ambas as células faciais apresentam fenótipo mesenquimal e baixas características senescentes. As ASC apresentaram maior potencial de autorrenovação/proliferação celular, maior proporção de células positivas para yH2AX (um marcador de danos ao DNA) e maior acúmulo EROS do que as DSC. Frente a exposição à 10 J/cm2 de radiação UVA, ambas MSC faciais apresentaram redução do perfil mesenquimal, aumento da instabilidade genética, aumento da hipertrofia e achatamento celular com perda do potencial proliferativo (com maior intensidade nas ASC), perda do potencial de diferenciação adipogênica e osteogênica, aumento da atividade de β-galactosidase ácida (também com maior intensidade nas ASC), aumento da frequência de anomalias nucleares (com maior intensidade nas DSC), aumento da presença de focos de heterocromatina associada à senescência celular (FHAS), aumento de expressão de yH2AX e acúmulo de EROS (com maior intensidade nas DSC). Os resultados sugerem que, frente à radiação UVA, as ASC perdem o fenótipo mesenquimal, enquanto as DSC apresentam maior instabilidade genética. Como ainda não há um consenso sobre o poder de penetração das Radiações UV na hipoderme facial, investigamos a seguir o efeito da exposição da radiação UVA nas ASC poderia ocorrer de modo indireto, pela ação parácrina das DSC, hipótese confirmada em ensaios de co-cultivo em sistema de transwell. Além disso, foi observado que o pré-tratamento com o meio condicionado das ASC&#13;
abdominais expostas ou não à radiação UVA (mcASCUVA e mcASC, respectivamente) promoveu citoproteção parcial nas MSC faciais contra os efeitos senescentes da radiação UVA.; Facial skin is one of the first tissues to present photoaging, which has a great impact on the quality of human life, and there is still much to be understood about the processes that generate it. Despite a wide variety of therapies available to prevent or treat skin photoaging, an effective approach is not yet taken. Mesenchymal stromal cells (MSC) play a fundamental role in tissue senescence and emerge as an important source for cell therapy. However, there is a need for greater understanding of its biology and role in this process. Furthermore, it is suggested that the biological characteristics of MSCs are different among tissues. In this sense, the aim of this study was to investigate the effect of UVA, the main agent that causes photoaging, on the biology of MSC in vitro. DSCs (Dermal stromal cells) and ASCs (Adipose stromal cells) were obtained from facial lifting discards, characterized comparatively in terms of mesenchymal and senescent profile under standard cultivation and after UVA exposure. Next, it was evaluated the cytoprotective paracrine effect of abdominal ASC previously exposed to UVA in the UVA-induced senescence of facial MSCs. The results showed that both facial cells present mesenchymal phenotype and low senescent characteristics. ASCs showed higher potential for cell self-renewal/proliferation, higher proportion of yH2AX-positive cells (a marker of DNA damage) and higher ROS accumulation than DSCs. After exposure to 10 J/cm2 of UVA, both facial MSCs showed reduced mesenchymal profile, increased genetic instability, increased hypertrophy and cellular flattening with loss of proliferative potential (with greater intensity in ASCs), loss of adipogenic and osteogenic differentiation potential, increased acid β-galactosidase activity (also with greater intensity in ASCs), increased frequency of nuclear anomalies (with higher intensity in DSCs), increased presence of heterochromatin foci associated with cellular senescence (SAFH), increased expression of yH2AX and accumulation of ROS (with greater intensity in DSCs). The results suggest that the exposure to UVA, ASCs lose the mesenchymal phenotype, while DSCs lost the genetic stability. Since there is still no consensus on the penetrating of UV in the facial hypoderm, we investigated whether the effect of UVA in ASC could occur indirectly, by the paracrine action of DSCs, a hypothesis confirmed in co-cultivation tests in the transwell system. In addition, it was observed that pre-treatment with the conditioned medium of abdominal ASCs previously exposed or not to UVA (mcASCUVA and mcASC, respectively) promoted partial cytoprotection in facial MSCs against the senescent effects of UVA.
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Biologia Celular e do Desenvolvimento
</description>
<dc:date>2022-01-01T00:00:00Z</dc:date>
</item>
<item rdf:about="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/270219">
<title>Efeitos da radiação ultravioleta B em embriões e larvas do camarão de água-doce Macrobrachium olfersii: análises morfológicas, celulares e moleculares</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/270219</link>
<description>Efeitos da radiação ultravioleta B em embriões e larvas do camarão de água-doce Macrobrachium olfersii: análises morfológicas, celulares e moleculares
Strücker, Giuliam Kátia
Os níveis de radiação ultravioleta B (UVB) estão aumentando na superfície terrestre devido às alterações na camada de ozônio. Como resultado, os ambientes aquáticos estão cada vez mais expostos a essa radiação, que tem capacidade de induzir danos nos organismos que habitam e se reproduzem nesses ambientes. Os danos mais conhecidos da radiação UVB em organismos aquáticos incluem alterações morfológicas externas e a formação de dímeros de timina nas moléculas de DNA. Além do DNA, também tem sido demonstrado que as mitocondrias são alvo dessa radiação, resultando em alterações na dinâmica mitocondrial. Macrobrachium olfersii, um camarão de água doce, habita e se reproduz em águas claras e rasas, desempenhando um papel crucial na ciclagem de energia dos ambientes aquáticos, onde os comprimentos de onda da radiação UVB penetram facilmente. As fêmeas carregam os ovos em uma câmara incubadora ventral e externa, o que facilita a exposição dos ovos à radiação UVB durante o desenvolvimento embrionário. As larvas, que são livres-natantes, também estão sujeitas a essa exposição. Nos estágios embrionário e larval de M. olfersii não são conhecidos mecanismos de defesa completamente desenvolvidos, tornando-os mais suscetíveis aos danos causados pela radiação UVB. Considerando o panorama apresentado, o objetivo desta tese foi avaliar os efeitos da radiação UVB na indução à mitofagia nas células embrionárias e larvais de M. olfersii, bem como analisar as alterações morfológicas, comportamentais e respostas celulares associadas ao dano ao DNA, apoptose e proliferação celular nas células larvais. A partir do transcriptoma dos embriões de M. olfersii, foi realizada a identificação das sequências codificantes dos genes associados ao processo mitofágico (autofagia seletiva de mitocondrias danificadas), incluindo Pink1, Prkn, Sqstm1, Map1lc3, Tomm20 e Opa1. Os resultados obtidos através da RT-qPCR para a quantificação dos níveis de transcritos desses genes em embriões demonstraram que eles são altamente regulados ao longo do desenvolvimento. Já a quantificação dos transcritos dos mesmos genes em embriões expostos à radiação UVB revelou um aumento significativo em 6 horas após a exposição. A quantificação do número de células positivas para as proteínas PINK1 (indutora de mitofagia), SQSTM/p62 (adaptadora LC3B), LC3B (membrana de autofagossoma) e TOM20 (membrana mitocondrial externa) demonstrou um aumento significativo em 12 horas após a exposição à radiação UVB nas células embrionárias. Nas células larvais expostas à radiação UVB, também foi observado um aumento no número de células positivas para as proteínas PINK1, SQSTM1/p62, LC3B e TOM20, além de um aumento no número de células positivas para dímeros de timina (dano ao DNA) e caspase3 (apoptose). Adicionalmente, houve diminuição no número de células positivas para proliferação celular (PHH3). Além das respostas celulares, as larvas também apresentaram alterações morfológicas, como mudanças na transparência e no tamanho corporal (cefalotórax e abdômen), alterações no índice do olho e no comportamento de fototropismo positivo. Com base nos resultados obtidos, pode-se afirmar que as células embrionárias e larvais de M. olfersii, quando expostas à radiação UVB, regulam diferentes processos moleculares e celulares para mitigar os danos causados por essa radiação. Adicionalmente, as alterações morfológicas induzidas pela UVB nas larvas podem comprometer o desenvolvimento e sobrevivência de M. olfersii, afetando consequentemente a população desse organismo nos ambientes naturais.; Abstract: Ultraviolet B (UVB) radiation levels are increasing at the Earth's surface due to changes in the ozone layer. As a result, aquatic environments are increasingly exposed to this radiation, which has the potential to demage the organisms that inhabit and reproduce in these ecosystems. The most well-known damages of UVB radiation to aquatic organisms include external morphological changes and the formation of thymine dimers in DNA molecules. In addition to DNA, it has been demonstrated that mitochondria are also targets of this radiation, leading to alterations in mitochondrial dynamics. Macrobrachium olfersii, a freshwater prawn, lives and reproduces in clear, shallow waters, playing a crucial role in the energy cycle of aquatic environments, where wavelengths of UVB radiation easily penetrate. Females carry their eggs in a ventral, external brood pouch, which increases the eggs' exposure to UVB radiation during embryonic development. Additionally, the free-swimming larvae are also subjected to this exposure. During the embryonic and larval stages of M. olfersii, defense mechanisms are not fully developed, making them more susceptible to damage caused by UVB radiation. Given this context, the aim of this thesis was to evaluate the effects of UVB radiation on the induction of mitophagy in embryonic and larval cells of M. olfersii, as well as to analyze the morphological, behavioral changes and cellular responses related to DNA damage, apoptosis and cell proliferation in larval cells. Using the transcriptome of M. olfersii embryos, the coding sequences of genes associated with the mitophagic process (selective autophagy of damaged mitochondria) were identified, including Pink1, Prkn, Sqstm1, Map1lc3, Tomm20 and Opa1. The results obtained through RT-qPCR to quantify the transcription levels of these genes in embryos demonstrated that they are highly regulated throughout development. Quantification of transcripts of the same genes in embryos exposed to UVB radiation revealed a significant increase 6 hours after exposure. Quantification of the number of cells positive for the proteins PINK1 (mitophagy inducer), SQSTM/p62 (LC3B adapter), LC3B (autophagosomal membrane) and TOM20 (outer mitochondrial membrane) demonstrated a significant increase within 12 hours after exposure to UVB radiation in embryonic cells. In larval cells exposed to UVB radiation, an increase in the number of cells positive for PINK1, SQSTM1/p62, LC3B and TOM20 proteins was also demonstrated, in addition to an increase in the number of cells positive for thymine dimers (DNA damage) and caspase3 (apoptosis). Additionally, there was a decrease in the number of cells undergoing proliferation (PHH3). Beyond cellular responses, the larvae also displayed morphological changes, including alterations in transparency and body size (cephalothorax and abdomen), variations in the eye index, and changes in positive phototropism behavior. Based on the results obtained, it can be stated that the embryonic and larval cells of M. olfersii, when exposed to UVB radiation, regulate different molecular and cellular processes to mitigate the damage caused by this radiation. Additionally, the UVB-induced morphological changes in the larvae may compromise the development and survival of M. olfersii, consequently affecting the population of this organism in natural environments.
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Biologia Celular e do Desenvolvimento, Florianópolis, 2024.
</description>
<dc:date>2024-01-01T00:00:00Z</dc:date>
</item>
<item rdf:about="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/269213">
<title>Febre amarela: desenvolvimento e validação de ensaio molecular do tipo RT-LAMP e investigação dos vetores silvestres no estado de Santa Catarina, Brasil</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/269213</link>
<description>Febre amarela: desenvolvimento e validação de ensaio molecular do tipo RT-LAMP e investigação dos vetores silvestres no estado de Santa Catarina, Brasil
Cardoso, Sabrina Fernandes
A febre amarela é uma arbovirose aguda, causada pelo vírus da febre amarela (YFV), um membro da família Flaviviridae. Trata-se de uma zoonose de elevada gravidade clínica que é transmitida por culicídeos. A doença permanece como uma ameaça significativa à saúde pública no Brasil, com impactos expressivos para populações humanas e de primatas não humanos (PNH). Esta tese teve como objetivo desenvolver e validar um ensaio molecular do tipo RT-LAMP para diagnóstico do YFV e investigar os potenciais vetores silvestres envolvidos em sua transmissão no estado de Santa Catarina (SC). No primeiro capítulo, foi padronizado e validado um protocolo de RT-LAMP em amostras de PNH, que demonstrou alta sensibilidade e especificidade, apresentando-se como alternativa viável e de baixo custo frente à RT-qPCR, com potencial aplicação em vigilância descentralizada. O segundo capítulo descreveu, pela primeira vez, a ocorrência de Haemagogus leucocelaenus no Sul de SC, ampliando o conhecimento sobre sua distribuição geográfica. Além disso, evidências quanto a variações morfológicas dentre os espécimes capturados de Hg. leucocelaenus foram relatadas. Diante disso, a tese traz sequências inéditas de DNA barcode da espécie para a região. No terceiro capítulo, foram analisadas mais de 4.300 fêmeas de culicídeos coletadas em municípios afetados pelo surto de febre amarela silvestre, identificando ao menos 32 espécies, incluindo Hg. leucocelaenus e Sabethes albiprivus. Este último, apresentou o primeiro registro de infecção natural pelo YFV no Sul do Brasil, com elevada taxa mínima de infecção, sugerindo seu papel como vetor secundário, enquanto Hg. leucocelaenus provavelmente atuou como vetor primário. Os resultados desta tese contribuem para o avanço do diagnóstico molecular, da entomologia médica e da vigilância epidemiológica, destacando a necessidade de fortalecimento da cobertura vacinal e da vigilância integrada em áreas de risco.; Abstract: Yellow fever is an acute arbovirus caused by the yellow fever virus (YFV), a member of the Flaviviridae family. It is a highly clinically severe zoonosis transmitted by mosquitoes. The disease remains a significant public health threat in Brazil, with significant impacts on human and nonhuman primate (NHP) populations. This thesis aimed to develop and validate a molecular RT-LAMP assay for diagnosing YFV and investigating potential wild vectors involved in its transmission in the state of Santa Catarina (SC). The first chapter standardized and validated an RT-LAMP protocol in NHP samples, demonstrating high sensitivity and specificity, presenting itself as a viable and low-cost alternative to RT-qPCR, with potential application in decentralized surveillance. The second chapter described, for the first time, the occurrence of Haemagogus leucocelaenus in southern Santa Catarina, expanding knowledge of its geographic distribution. Furthermore, evidence of morphological variations among captured Hg. leucocelaenus specimens was reported. Therefore, the thesis presents unprecedented DNA barcode sequences of the species for the region. In the third chapter, more than 4,300 female Culicidae collected in municipalities affected by the sylvatic yellow fever outbreak were analyzed, identifying at least 32 species, including Hg. leucocelaenus and Sabethes albiprivus. The latter presented the first record of natural YFV infection in southern Brazil, with a high minimum infection rate, suggesting its role as a secondary vector, while Hg. leucocelaenus likely acted as a primary vector. The results of this thesis contribute to the advancement of molecular diagnostics, medical entomology, and epidemiological surveillance, highlighting the need to strengthen vaccination coverage and integrated surveillance in risk areas.
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Biologia Celular e do Desenvolvimento, Florianópolis, 2025.
</description>
<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
</item>
</rdf:RDF>
