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<title>Programa de Pós-Graduação em Neurociências</title>
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<dc:date>2026-10-12T02:38:43Z</dc:date>
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<title>Investigação dos efeitos de formulações à base de Cannabis sativa L. sobre a emocionalidade e síndrome de abstinência de opioides em ratos Wistar</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/276774</link>
<description>Investigação dos efeitos de formulações à base de Cannabis sativa L. sobre a emocionalidade e síndrome de abstinência de opioides em ratos Wistar
Gheller, Caroline
O Transtorno por Uso de Opioides (TUO) constitui um grave problema de saúde pública, associado a elevada morbimortalidade e altas taxas de recaída. Nesse contexto, a Síndrome de Abstinência de Opioides (SAO) desempenha papel central na manutenção do ciclo de dependência, uma vez que seus sinais somáticos e autonômicos intensos promovem um estado aversivo que favorece o uso da droga por mecanismos de reforço negativo. As opções farmacológicas atualmente disponíveis para o manejo da SAO apresentam eficácia limitada e alcance restrito sobre a complexidade dos sinais envolvidos, evidenciando a necessidade de novas abordagens terapêuticas. Este estudo investigou os efeitos da administração aguda de diferentes formulações à base de Cannabis sativa L. sobre a emocionalidade basal e sobre os sinais comportamentais da abstinência de opioides precipitada por naloxona em ratos Wistar. No Experimento 1, animais naïve receberam canabidiol isolado (CBDi) ou extratos (ECS) com variadas proporções de canabidiol (CBD) e Delta-9-tetrahidrocanabinol (THC) para a avaliação de comportamentos do tipo ansioso (Labirinto em Cruz Elevado), autocuidado (Teste da Borrifagem de Sacarose) e de enfrentamento ao estresse (Teste do Nado Forçado). No Experimento 2, animais tornados dependentes de morfina foram tratados agudamente com um extrato balanceado (ECS CBD:THC, 5 mg/kg) previamente à precipitação da abstinência por naloxona (4 mg/kg). Os resultados do Experimento 1 demonstraram que, embora formulações com predominância de THC tenham alterado parâmetros exploratórios e de autocuidado dos animais, a formulação balanceada de ECS CBD:THC na dose de 5 mg/kg não promoveu alterações no estado do tipo ansiedade ou nas estratégias de enfrentamento ao estresse dos animais em condições basais. Com base nesse perfil, essa formulação foi selecionada para o Experimento 2, que buscou mimetizar a síndrome de abstinência aos opioides precipitada pela naloxona, um antagonista de receptores opioides. O grupo submetido à administração crônica de morfina apresentou aumento estatisticamente significativo dos sinais somáticos de abstinência de levantamentos e contorções abdominais, bem como do escore geral de abstinência. Em contrapartida, o grupo de animais submetidos à administração crônica de morfina que recebeu tratamento agudo de ECS CBD na dose de 5 mg/kg não diferiu estatisticamente do grupo controle nos mesmos parâmetros, indicando que o tratamento foi capaz de restabelecê-los a níveis basais. Em conjunto, os achados indicam que o extrato balanceado de Cannabis sativa L. apresenta um perfil farmacológico favorável por restabelecer parâmetros comportamentais da abstinência aos opioides a níveis basais sem alterar a emocionalidade basal dos animais. Esses resultados reforçam o potencial terapêutico dessa formulação para o manejo da síndrome de abstinência aos opioides e justificam o avanço de investigações pré-clínicas e translacionais.; Abstract: Opioid Use Disorder (OUD) constitutes a serious public health problem, associated with high morbidity and mortality and high relapse rates. In this context, Opioid Withdrawal Syndrome (OWS) plays a central role in maintaining the cycle of dependence, since its intense somatic and autonomic signs promote an aversive state that favors drug use through negative reinforcement mechanisms. The pharmacological options currently available for the management of OWS have limited efficacy and restricted reach over the complexity of the signs involved, highlighting the need for new therapeutic approaches. This study investigated the effects of acute administration of different Cannabis sativa L.-based formulations on baseline emotionality and on the behavioral signs of opioid withdrawal precipitated by naloxone in Wistar rats. In Experiment 1, naïve animals received isolated cannabidiol (CBDi) or extracts (ECS) with varying proportions of cannabidiol (CBD) and Delta-9-tetrahydrocannabinol (THC) for the evaluation of anxiety-like behaviors (Elevated Plus Maze), self-care (Sucrose Spray Test), and stress coping (Forced Swim Test). In Experiment 2, morphine-dependent animals were acutely treated with a balanced extract (ECS CBD: THC, 5 mg/kg) before precipitating withdrawal with naloxone (4 mg/kg). The results of Experiment 1 demonstrated that, although THC-dominant formulations altered exploratory and self-care parameters in the animals, the balanced ECS CBD: THC formulation at a dose of 5 mg/kg did not promote changes in anxiety-like states or stress coping strategies in animals under basal conditions. Based on this profile, this formulation was selected for Experiment 2, which aimed to mimic opioid withdrawal syndrome precipitated by naloxone, an opioid receptor antagonist. The group subjected to chronic morphine administration showed a statistically significant increase in somatic withdrawal signs of rearing and abdominal writhing, as well as in the overall withdrawal score. In contrast, the group of animals subjected to chronic morphine administration that received acute treatment with CBD-balanced cannabis extract (BCE) at a dose of 5 mg/kg did not differ statistically from the control group in the same parameters, indicating that the treatment was able to restore them to baseline levels. Taken together, the findings indicate that the balanced Cannabis sativa L. extract exhibits a favorable pharmacological profile by restoring behavioral parameters of opioid withdrawal to baseline levels without altering the animals' basal emotionality. These results reinforce the therapeutic potential of this formulation for the management of opioid withdrawal syndrome and justify the advancement of preclinical and translational investigations.
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Neurociências, Florianópolis, 2026.
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>O envolvimento dos receptores canabinoides do tipo CB2 na modulação de memórias aversivas em ratos Wistar</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/275408</link>
<description>O envolvimento dos receptores canabinoides do tipo CB2 na modulação de memórias aversivas em ratos Wistar
Marquez, Júlia Dalfovo
A memória é um processo neurofisiológico dinâmico que recupera informações aprendidas por meio de mecanismos associativos e envolve diferentes processos de formação, armazenamento e manutenção. Embora os receptores canabinoides do tipo CB2 estejam envolvidos na consolidação da memória aversiva instrumental, seu papel nas diferentes etapas da memória aversiva associativa ainda é pouco compreendido. O principal objetivo da pesquisa foi investigar se a manipulação farmacológica dos receptores CB2, por meio do agonista beta-cariofileno (BCP) e do antagonista AM630, pode alterar a consolidação, evocação, reconsolidação e extinção de memórias aversivas pavlovianas. Para isso, quatro experimentos com ratos Wistar machos, utilizando o protocolo de condicionamento aversivo ao contexto e administração intraperitoneal de BCP (10 ou 50 mg/kg), AM630 (0,5 ou 2 mg/kg) ou veículo em diferentes situações a fim de investigar o envolvimento dos receptores CB2 no processamento da memória aversiva foram realizados. O tempo de congelamento (ausência de movimentos do animal, medida pelo software ANY maze) é considerado como um comportamento defensivo indicativo do aprendizado e memória associativa de natureza emocional aversiva. No Experimento 1, as drogas foram administradas após o treino para modular a consolidação da memória aversiva. No Experimento 2, a administração ocorreu 30 minutos antes do teste, visando modular a evocação da memória. No Experimento 3, após a sessão de breve reativação da memória, as drogas foram injetadas para modular a reconsolidação, com teste no mesmo contexto e em um contexto similar após 48 h. O Experimento 4 avaliou a extinção da memória com administrações 30 minutos antes de cada uma das três sessões de reexposição, seguida de teste no mesmo contexto e no contexto B após 7 dias. Após verificar a normalidade dos dados pelo teste de Shapiro-Wilk, a análise estatística foi feita por teste t de Student ou ANOVA de uma ou duas vias, com post hoc de Tukey quando aplicável, ou testes não paramétricos (Kruskal-Wallis ou Mann-Whitney). O nível de significância foi de a = 0,05. Os resultados sugerem que não houve diferença estatística significativa no tempo de congelamento entre os grupos experimentais nos protocolos de consolidação, evocação e reconsolidação da memória aversiva. Todavia, no Experimento 4, a dose de 50 mg/kg de BCP demonstrou suprimir a expressão da generalização de medo, sugerindo uma melhor discriminação contextual no protocolo de extinção da memória aversiva. Tais achados contribuem para a compreensão do papel dos receptores CB2 na modulação da expressão de respostas defensivas e da flexibilidade comportamental, sugerindo o BCP como composto de interesse para a investigação de intervenções que modulam a generalização do medo. Diante da relevância desses achados, estudos futuros são necessários para elucidar os efeitos do BCP e para confirmar o envolvimento central dos receptores CB2 nesse processo.; Abstract: Memory is a dynamic neurophysiological process that retrieves learned information through associative mechanisms involving mechanisms for formation, storage, and maintenance. Previous studies have reported the involvement of CB2 receptors in the consolidation of instrumental aversive memory in rodents. However, their role across the different stages of associative aversive memory remains poorly understood. The main objective of this research was to investigate whether the pharmacological manipulation of CB2 receptors, using the agonist beta-caryophyllene (BCP) and the antagonist AM630, can alter the consolidation, recall, reconsolidation, and extinction of Pavlovian aversive memories. To this end, four experiments were conducted with male Wistar rats, using the protocol of contextual aversive conditioning and intraperitoneal administration of BCP (10 or 50 mg/kg), AM630 (0.5 or 2 mg/kg), or vehicle in different situations to investigate the involvement of CB2 receptors in the processing of aversive memory. The time spent freezing (absence of animal movement, measured by ANY-Maze software) is considered a defensive behavior indicative of learning and associative memory of an aversive emotional nature. In Experiment 1, drugs were administered after training to modulate the consolidation of aversive memory. In Experiment 2, administration occurred 30 minutes before the test, aiming to modulate memory recall. In Experiment 3, after a brief memory reactivation session, drugs were administered to modulate reconsolidation, with testing conducted in the same or a similar context 48 hours later. Experiment 4 evaluated memory extinction with administrations 30 minutes before each of the three re-exposure sessions, followed by testing in the same context and in context B after 7 days. After verifying data normality using the Shapiro?Wilk test, statistical analyses were performed using Student?s t-test or oneor two-way ANOVA, followed by Tukey?s post hoc test when appropriate, or non-parametric tests (Kruskal?Wallis or Mann?Whitney). The significance level was set at a = 0.05. The results showed no statistically significant differences in freezing time among experimental groups in the consolidation, retrieval, and reconsolidation protocols of aversive memory. However, in Experiment 4, the 50 mg/kg dose of BCP suppressed the expression of fear generalization, suggesting improved contextual discrimination in the aversive memory extinction protocol. These findings contribute to the understanding of the role of CB2 receptors in the modulation of defensive response expression and behavioral flexibility, suggesting BCP as a compound of interest for investigating interventions that modulate fear generalization. Given the relevance of these findings, further studies are required to elucidate the effects of BCP and to confirm the central involvement of CB2 receptors in this process.
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Neurociências, Florianópolis, 2026.
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<item rdf:about="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/275178">
<title>Modelos in vitro da Doença de Parkinson: revisão sistemática e meta-análise e avaliação da violaceína como agente neuroprotetor</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/275178</link>
<description>Modelos in vitro da Doença de Parkinson: revisão sistemática e meta-análise e avaliação da violaceína como agente neuroprotetor
Santos, Mariana Paiva
A doença de Parkinson (DP) é uma desordem neurodegenerativa caracterizada pela perda progressiva de neurônios dopaminérgicos e pelo acúmulo de a-sinucleína, sendo o estresse oxidativo um dos principais mecanismos envolvidos em sua fisiopatologia. Esta dissertação investigou modelos in vitro da doença de Parkinson e avaliou o potencial neuroprotetor da violaceína, um pigmento natural com propriedades biológicas promissoras. Nessa dissertação, foi realizada uma revisão sistemática com meta-análise comparando os efeitos das neurotoxinas 6-hidroxidopamina (6-OHDA) e rotenona em modelos celulares de DP, incluindo 128 estudos. Os resultados demonstraram que ambas as toxinas promovem reduções semelhantes na viabilidade celular (~40%), entretanto, a 6-OHDA induziu uma resposta apoptótica significativamente maior. A análise também revelou limitações importantes no rigor metodológico da literatura, destacando que 100% dos estudos avaliados não relataram cálculo de tamanho amostral. Também nessa dissertação, avaliou-se experimentalmente o efeito da violaceína em células SH-SY5Y de neuroblastoma humano expostas à 6-OHDA. A exposição a 35 µM de 6-OHDA, a menor concentração testada nesta dissertação que foi capaz de induzir dano significativo, reduziu a viabilidade metabólica e aumentou a morte celular em mais de 5 vezes. O co-tratamento com violaceína (0,1?1 µM) promoveu efeito neuroprotetor significativo, restaurando a atividade metabólica e reduzindo a morte celular. Investigações mecanísticas demonstraram que a violaceína não apresentou atividade antioxidante direta no ensaio de DPPH, porém inibiu de forma marcante a auto-oxidação da 6-OHDA (~95%). Marcadores de estresse oxidativo (GSH, MDA, SOD e CAT) não apresentaram alterações estatisticamente significativas após 24 horas, sugerindo que o efeito protetor ocorre principalmente pela interrupção da oxidação inicial da toxina. Em conjunto, os resultados indicam que a violaceína apresenta potencial como agente neuroprotetor e pode representar uma estratégia promissora para o desenvolvimento de abordagens terapêuticas para a DP.; Abstract: Parkinson?s disease (PD) is a neurodegenerative disorder characterized by the progressive loss of dopaminergic neurons and the accumulation of a-synuclein, with oxidative stress playing a central role in its pathophysiology. This dissertation investigated in vitro models of PD and evaluated the neuroprotective potential of violacein, a natural pigment with promising biological properties. A systematic review with meta-analysis was conducted to compare the effects of the neurotoxins 6-hydroxydopamine (6-OHDA) and rotenone in cellular models of PD, including 128 studies. The results showed that both toxins induced similar reductions in cell viability (~40%); however, 6-OHDA triggered a significantly greater apoptotic response. The analysis also identified important methodological limitations in the literature, highlighting that none of the studies reported sample size calculations. In addition, the neuroprotective effect of violacein was experimentally evaluated in human SH-SY5Y neuroblastoma cells exposed to 6-OHDA. Exposure to 35 µM 6-OHDA, the lowest tested concentration capable of inducing significant damage, reduced metabolic viability and increased cell death by more than fivefold. Co-treatment with violacein (0.1?1 µM) exerted a significant neuroprotective effect, restoring metabolic activity and reducing cell death. Mechanistic analyses demonstrated that violacein did not exhibit direct antioxidant activity in the DPPH assay; however, it markedly inhibited the auto-oxidation of 6-OHDA (~95%). Oxidative stress markers (GSH, MDA, SOD, and CAT) showed no statistically significant changes after 24 hours, suggesting that the protective effect primarily results from inhibition of the toxin?s initial oxidation. Taken together, these findings indicate that violacein has potential as a neuroprotective agent and may represent a promising strategy for the development of therapeutic approaches for Parkinson?s disease.
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Neurociências, Florianópolis, 2026.
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<item rdf:about="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/275174">
<title>Influência da ativação imune pré-pubertal precoce com poly(I:C) na permeabilidade da barreira hematoencefálica e em parâmetros comportamentais de camundongos machos e fêmeas</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/275174</link>
<description>Influência da ativação imune pré-pubertal precoce com poly(I:C) na permeabilidade da barreira hematoencefálica e em parâmetros comportamentais de camundongos machos e fêmeas
Zamaro, Isabele Haruna Ono
A exposição precoce ao mimético viral Poly(I:C) impacta a fisiologia e o comportamento de camundongos C57BL/6, promovendo alterações quanto à permeabilidade da barreira hematoencefálica (BHE) e no comportamento associado à doença. O presente estudo investigou as consequências da ativação imune precoce sobre a BHE e a sociabilidade de camundongos machos e fêmeas aos 30 e 60 dias pós-natais (DPN), explorando a influência do sexo e do desenvolvimento na resposta inflamatória. Para isso, os animais receberam administração intraperitoneal (i.p.) de Poly(I:C) (10 mg/kg) ou solução salina do DPN22 ao DPN26. No DPN26 e DPN27, foram submetidos ao teste do campo aberto (TCA) para avaliação da atividade locomotora e do comportamento tipo-ansioso, com análises realizadas 6 e 24 horas após a última administração, respectivamente. No DPN60, foram avaliados quanto à sociabilidade por meio do teste de interação social (TIS). No DPN30 e DPN60, a permeabilidade da BHE foi analisada nas estruturas hipocampo (HPC), córtex pré-frontal (CPF), hipotálamo (HPT) e bulbo olfatório (BO) através do extravasamento de fluoresceína de sódio (NaFl 4%). Os resultados indicaram que a administração de Poly(I:C) em fêmeas produziu alterações comportamentais já na análise de 6 horas após a última administração, enquanto machos tiveram efeitos mais evidentes na análise de 24 horas, manifestando prejuízos locomotores e maior tempo de imobilidade. Além disso, a administração de Poly(I:C) em machos foi associada a prejuízos na exploração social e redução na diferenciação entre estímulos familiar e desconhecido, quando comparados aos animais controle. A análise da BHE revelou que camundongos machos exibiram maior permeabilidade basal da barreira em todas as regiões analisadas no DPN30, independentemente do tratamento. Fêmeas tratadas, porém, demonstraram extravasamento significativo de NaFl 4% no bulbo olfatório no DPN30. No DPN60, a permeabilidade diferencial observada anteriormente entre os sexos não foi mais evidente, mas machos tratados com Poly(I:C) apresentaram maior extravasamento de NaFl 4% no hipocampo em relação aos controles. Os achados indicam uma resposta diferente ao mimético viral entre machos e fêmeas, influenciando parâmetros comportamentais e a permeabilidade da BHE. Além de reforçar a necessidade de considerar diferenças sexuais em modelos experimentais, este estudo contribui para a compreensão dos impactos da ativação imune precoce sobre o neurodesenvolvimento e abre caminho para futuras investigações sobre mecanismos subjacentes à vulnerabilidade diferencial entre machos e fêmeas.; Abstract: Early exposure to the viral mimetic Poly(I:C) impacts the physiology and behavior of C57BL/6 mice, promoting alterations in the permeability of the blood-brain barrier (BBB) and sickness behavior. This study investigated the consequences of early immune activation on the BBB and sociability of male and female mice at 30 and 60 postnatal days (PND), exploring the influence of sex and development on the inflammatory response. To this end, the animals received intraperitoneal (i.p.) administration of Poly(I:C) (10 mg/kg) or saline solution from PND22 to PND26. On PND26 and PND27, they underwent the open field test (OFT) to assess locomotor activity and anxiety-like behavior, with analyses performed 6 and 24 hours after the last administration, respectively. At PND60, sociability was evaluated using the social interaction test (SIT). At PND30 and PND60, BBB permeability was analyzed in the hippocampus (HPC), prefrontal cortex (PFC), hypothalamus (HYPO), and olfactory bulb (OB) through sodium fluorescein (NaFl 4%) extravasation. The results indicated that Poly(I:C) administration in females elicited behavioral alterations already at the 6-hour analysis after the last administration, whereas males exhibited more pronounced effects at the 24-hour analysis, showing locomotor impairments and increased immobility time. Additionally, Poly(I:C) administration in males was associated with deficits in social exploration and reduced differentiation between familiar and unfamiliar stimuli compared to control animals. BBB analysis revealed that male mice displayed higher baseline barrier permeability across all analyzed regions at PND30, regardless of treatment. However, treated females demonstrated significant NaFl 4% extravasation in the olfactory bulb at PND30. By PND60, the previously observed differential permeability between sexes was no longer evident, but Poly(I:C)-treated males exhibited increased NaFl 4% extravasation in the hippocampus compared to controls. These findings indicate a sex-specific response to the viral mimetic, influencing behavioral parameters and BBB permeability. In addition to reinforcing the need to consider sex differences in experimental models, this study contributes to the understanding of the impact of early immune activation on neurodevelopment and paves the way for future investigations into the underlying mechanisms of differential vulnerability between males and females.
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Neurociências, Florianópolis, 2026.
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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