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<title>Programa de Pós-Graduação em Educação Física</title>
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<title>Comportamentos de movimento de 24 horas e fatores associados em adultos candidatos e submetidos à cirurgia bariátrica</title>
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<description>Comportamentos de movimento de 24 horas e fatores associados em adultos candidatos e submetidos à cirurgia bariátrica
Schopf, Edú Fiorin
Introdução: A obesidade severa (índice de massa corporal [IMC] =40 kg/m²) representa um importante desafio de saúde pública. Embora a cirurgia bariátrica seja um tratamento eficaz para redução de peso e melhora das comorbidades, a manutenção dos benefícios depende da adoção de hábitos saudáveis após o procedimento. Nesse contexto, os comportamentos de movimento de 24 horas, definidos pela atividade física (AF), comportamento sedentário (CS) e sono, constituem importantes determinantes da saúde e do controle da massa corporal. Objetivo: Verificar os comportamentos de movimento de 24 horas e seus fatores associados em adultos candidatos e submetidos à cirurgia bariátrica. Métodos: Estudo transversal, derivado de uma coorte prospectiva em andamento, com censo de pacientes atendidos no Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina entre janeiro de 2022 e março de 2026. Os dados foram obtidos por questionário online. Os desfechos foram AF, CS e sono, avaliados por instrumentos validados e analisados de forma contínua e/ou categorizada. As exposições incluíram variáveis sociodemográficas (sexo, idade, cor da pele e situação conjugal), socioeconômicas (escolaridade), comportamentais (AF, CS e sono) e de saúde (sintomas depressivos, doenças cardiometabólicas, IMC e percentual de perda de peso). Foram empregadas análises descritivas, regressão linear bruta e ajustada, com estimativas dos coeficientes padronizados (ß), intervalos de confiança de 95% (IC95%) e coeficiente de determinação ajustado (R²), além de regressão logística binária, com estimativas em razão de odds (RO). Adotou-se nível de significância de 5%. Resultados: Foram avaliados 173 pacientes, dos quais 16,2% estavam no período pré-operatório, 26,6% até 12 meses após a cirurgia e 57,2% com mais de 12 meses de pós-operatório. As prevalências de prática insuficiente de AF, CS excessivo, má qualidade do sono e duração adequada do sono foram de 21,1%, 47,9%, 64,3% e 39,6%, respectivamente. Em comparação ao grupo pré-operatório, indivíduos com até 12 meses de pós-operatório apresentaram maiores chances de praticar AF nos domínios de deslocamento (RO=0,30) e lazer (RO=0,36), além de melhor qualidade do sono (ß=-1,96). Aqueles com mais de 12 meses de pós-operatório apresentaram menor chance de inatividade física no deslocamento (RO=0,33) e menor prevalência de apneia do sono. Entre os fatores associados, a idade esteve positivamente associada ao CS excessivo no grupo póscirurgia &gt;12 meses e ao atendimento simultâneo das recomendações dos comportamentos no grupo pré-operatório. A escolaridade associou-se inversamente ao atendimento simultâneo dessas recomendações no grupo pós-cirurgia &gt;12 meses. Nesse mesmo grupo, CS excessivo e AF insuficiente apresentaram associação recíproca. Os sintomas depressivos estiveram associados aos três comportamentos de movimento, principalmente a desfechos desfavoráveis, enquanto o IMC e o percentual de perda de peso também apresentaram associações específicas com os desfechos investigados. Conclusão: Pacientes recentemente submetidos à cirurgia bariátrica em um sistema público de saúde apresentaram melhores indicadores específicos de atividade física e sono do que aqueles em momento pré-cirúrgico, sem evidências de diferenças consistente no comportamento sedentário excessivo e seus diferentes tipos. Além disso, fatores sociodemográficos, clínicos e, principalmente, os sintomas depressivos mostraram-se relevantes para a compreensão dos comportamentos de movimento de 24 horas nessa população.; Abstract: Introduction: Severe obesity (body mass index [BMI] =40 kg/m²) represents a major public health challenge. Although bariatric surgery is an effective treatment for weight loss and the improvement of obesity-related comorbidities, maintaining its benefits depends on the adoption of healthy lifestyle behaviors following the procedure. In this context, the 24-hour movement behaviors, comprising physical activity (PA), sedentary behavior (SB), and sleep, are important determinants of health and body weight management. Objective: To examine 24-hour movement behaviors and their associated factors among adults awaiting and undergoing bariatric surgery. Methods: This cross-sectional study was derived from an ongoing prospective cohort and included a census of patients treated at the University Hospital of the Federal University of Santa Catarina between January 2022 and March 2026. Data were collected through an online questionnaire. The outcomes were PA, SB, and sleep, assessed using validated instruments and analyzed as continuous and/or categorical variables. The exposures included sociodemographic variables (sex, age, skin color, and marital status), socioeconomic characteristics (education), behavioral factors (PA, SB, and sleep), and healthrelated variables (depressive symptoms, cardiometabolic diseases, BMI, and percentage of weight loss). Descriptive analyses, crude and adjusted linear regression models with standardized regression coefficients (ß), 95% confidence intervals (95% CI), and adjusted coefficients of determination (R²), as well as binary logistic regression models with odds ratios (OR), were performed. Statistical significance was set at p &lt; 0.05. Results: A total of 173 patients were evaluated, of whom 16.2% were in the preoperative period, 26.6% were within 12 months after surgery, and 57.2% were more than 12 months postoperatively. The prevalence of insufficient PA, excessive SB, poor sleep quality, and adequate sleep duration was 21.1%, 47.9%, 64.3%, and 39.6%, respectively. Compared with the preoperative group, participants within 12 months after surgery were more likely to engage in PA in the transportation (OR = 0.30) and leisure-time (OR = 0.36) domains and presented better sleep quality (ß = -1.96). Participants more than 12 months after surgery had lower odds of physical inactivity in the transportation domain (OR = 0.33) and a lower prevalence of sleep apnea. Among the associated factors, older age was positively associated with excessive SB in the &gt;12-month postoperative group and with meeting the combined recommendations for the three movement behaviors in the preoperative group. Higher educational attainment was inversely associated with meeting the combined movement behavior recommendations in the &gt;12-month postoperative group. In this same group, excessive SB and insufficient PA were reciprocally associated. Depressive symptoms were associated with all three movement behaviors, particularly with less favorable outcomes, whereas BMI and percentage of weight loss were also associated with specific movement behavior outcomes. Conclusion: Patients who had recently undergone bariatric surgery within a public healthcare system demonstrated better indicators of physical activity and sleep than those awaiting surgery, with no evidence of consistent differences in excessive sedentary behavior or its different domains. Furthermore, sociodemographic and clinical factors, particularly depressive symptoms, were relevant to understanding 24-hour movement behaviors in this population.
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Desportos, Programa de Pós-Graduação em Educação Física, Florianópolis, 2026.
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Efeitos da progressão de séries semanais na força, potência muscular e percepções subjetivas em atletas de futebol americano durante a pré-temporada</title>
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<description>Efeitos da progressão de séries semanais na força, potência muscular e percepções subjetivas em atletas de futebol americano durante a pré-temporada
Spiess, Bruno Alexandre
A progressão de volume é um princípio fundamental no treinamento de força para atletas. No futebol americano (FA), a manipulação do volume de treinamento durante a pré-temporada é essencial para otimizar a força e a potência muscular. Assim, o objetivo deste estudo foi investigar os efeitos de um protocolo de treinamento de força com progressão semanal do número de séries sobre a força máxima, a potência muscular e percepções subjetivas de atletas de futebol americano durante a pré-temporada. Trinta atletas masculinos de futebol americano (idade: 25 ± 3,5 anos; massa corporal: 88 ± 30 kg; anos de prática de FA: 8 ± 4 anos) participaram de um programa de treinamento de força de 8 semanas com progressão de volume. Após três semanas de familiarização (8 séries/semana), nas oito semanas de intervenção o volume progrediu de 9 para 18 séries por exercício (+3 séries a cada duas semanas). Ao término de 8 semanas ocorreu uma semana de recuperação, sem treinamento. As sessões ocorreram três vezes por semana, com intensidade ~85% de 1 repetição máxima (1RM), utilizando exercícios multiarticulares (levantamento terra, supino reto e agachamento). Os testes de 1RM no levantamento terra, supino reto e agachamento foram aplicados antes e após a intervenção. O salto com contramovimento (CMJ) foi mensurado quinzenalmente (My Jump 2) e após a semana de recuperação. A carga interna foi monitorada por meio das escalas de percepção subjetiva de esforço (RPE) e recuperação percebida (PRS). Os dados foram analisados por ANOVA de medidas repetidas (p = 0,05). Como resultados, observou-se aumento significativo no 1RM no levantamento terra (? = 38,5 kg; +27,3%), no supino reto (? = 35,3 kg; +38,6%) e no agachamento (? = 22,1 kg; +17,4%) (p &lt; 0,05). A altura do CMJ aumentou a partir da sexta semana até o final do treinamento (+8,2%), com melhora mais pronunciada após a semana de recuperação (6,5 cm; +14,9%). Houve elevação progressiva da RPE e redução da PRS a partir da sexta semana (p &lt; 0,05). Observou-se correlação positiva entre a variação da tonelagem e o ?1RM (r = 0,73; p &lt; 0,001) e associação negativa moderada entre tonelagem acumulada e ?CMJ (r = ?0,41; p = 0,026). Conclui-se que uma progressão moderada de 9 a 18 séries por exercício semanal, realizada com intensidade &gt;85%1RM, promove melhoras de força máxima e salto vertical em atletas de futebol americano.; Abstract: Volume progression is a fundamental principle in strength training for athletes. In American football (AF), manipulating training volume during the preseason is essential to optimize maximal strength and muscular power. Therefore, this study investigated the effects of a strength-training protocol with weekly set progression on maximal strength, muscular power, and perceptual responses in American football athletes during the preseason. Thirty male athletes (age: 25 ± 3.5 years; body mass: 88 ± 30 kg; playing experience: 8 ± 4 years) completed an 8-week strength-training program with progressive volume. After a three-week familiarization phase (8 sets·week?¹), weekly volume increased from 9 to 18 sets per muscle group (+3 sets every two weeks). Training sessions were performed three times per week at ~85% of one-repetition maximum (1RM), using multi-joint exercises (deadlift, bench press, and back squat). 1RM tests were conducted before and after the intervention. Countermovement jump (CMJ) performance was assessed biweekly using the My Jump 2 application. Internal load was monitored each session using rating of perceived exertion (RPE) and perceived recovery status (PRS). Data were analyzed using repeated-measures ANOVA (p = 0.05). Results showed significant increases in maximal strength for the deadlift (? = 38.5 kg; +27.3%), bench press (? = 35.3 kg; +38.6%), and back squat (? = 22.1 kg; +17.4%) (p &lt; 0.05). CMJ height increased by 8.2% until the end of intervention, with greater improvements observed following the deload week (6.5 cm, +14.9%). RPE progressively increased, whereas PRS decreased during the higher-volume phases (p &lt; 0.05). A strong positive correlation was found between changes in total tonnage and ?1RM (r = 0.73; p &lt; 0.001), while a moderate negative association was observed between accumulated tonnage and ?CMJ (r = -0.41; p = 0.026). In conclusion, a moderate progression from 9 to 18 weekly sets performed at high relative intensity promotes substantial improvements in maximal strength and enhances muscular power in trained American football athletes, provided that internal load is systematically monitored.
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Desportos, Programa de Pós-Graduação em Educação Física, Florianópolis, 2026.
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<item rdf:about="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/275646">
<title>Characterizing the torque-angle relationship for shoulder rotation: experimental analysis and a scoping review</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/275646</link>
<description>Characterizing the torque-angle relationship for shoulder rotation: experimental analysis and a scoping review
Medeiros, Heron Baptista de Oliveira
A relação torque-ângulo descreve a variação da capacidade de produção de torque resultante muscular em função dos ângulos articulares, resultante da interação entre propriedades comprimento-tensão dos músculos e a geometria de seus braços de momento. No ombro, essa relação é particularmente complexa em razão das características anatômicas e funcionais da articulação e permanece pouco investigada no que se refere aos músculos rotadores internos e externos, apesar de sua relevância para o desempenho esportivo, a reabilitação e a prevenção de lesões. O objetivo geral desta dissertação foi investigar a relação torque-ângulo para a rotação do ombro, integrando evidências experimentais e da literatura científica. Especificamente, buscou-se: (1) analisar a influência do posicionamento tridimensional do ombro na produção de torque isométrico e na razão torque ER/IR; e (2) mapear e sintetizar as evidências disponíveis sobre curvas torque-ângulo de rotação do ombro em indivíduos não lesionados. A dissertação foi estruturada em dois estudos. O primeiro consistiu em um estudo experimental com jovens adultos, no qual o torque isométrico de rotação interna e externa foi avaliado em diferentes ângulos axiais e em duas posições de elevação do braço (45° e 90° no plano escapular). A confiabilidade teste-reteste foi avaliada utilizando o coeficiente de correlação intraclasse (ICC), o erro padrão de medida (SEM) e a diferença mínima detectável (MDD). Ângulos ótimos de torque foram estimados por regressão polinomial de segunda ordem. O segundo estudo foi uma revisão de escopo conduzida conforme as diretrizes PRISMA-ScR, com busca sistemática em cinco bases de dados, incluindo estudos que avaliaram torque isométrico de rotação do ombro em três ou mais ângulos articulares. No estudo experimental, os valores de torque demonstraram boa confiabilidade, enquanto os ângulos articulares estimados apresentaram baixa confiabilidade. Foi observada uma diferença de aproximadamente 30° entre os ângulos de torque ótimo para a rotação externa (17°) e interna (47°). Diferenças significativas na razão ER/IR entre os ângulos articulares foram encontradas apenas na posição de 45° de elevação do braço, enquanto a elevação do braço não influenciou significativamente a razão ER/IR ao longo dos ângulos avaliados. A revisão de escopo incluiu 12 estudos, majoritariamente transversais, com grande heterogeneidade metodológica. As curvas torque-ângulo de rotação externa apresentaram perfis descendentes ou ascendentes-descendentes, enquanto a maioria das curvas de rotação interna mostrou padrão ascendente-descendente. Nenhum estudo avaliou braços de momento musculares e poucos consideraram múltiplas posições do ombro (n=3) ou comparações entre os lados (n=0). Em conjunto, os resultados indicam que a relação torque-ângulo dos rotadores do ombro apresenta variações dependentes do ângulo articular, mas relativa estabilidade da razão ER/IR frente a mudanças no posicionamento do braço. A literatura disponível é limitada e metodologicamente heterogênea, reforçando a necessidade de estudos que incorporem posições funcionais, avaliação bilateral e determinantes neuromusculares e mecânicos da produção de torque no ombro.; Abstract: The torque-angle relationship describes how muscle torque-generating capacity varies across joint angles as a result of the interaction between length-tension properties and muscle moment arm geometry. At the shoulder, this relationship is particularly complex due to the joint?s anatomical and functional characteristics, and it remains poorly characterized for the internal and external rotator muscles, despite its relevance to sports performance, rehabilitation, and injury prevention. The overall aim of this dissertation was to investigate the torque-angle relationship for shoulder rotation by integrating experimental findings and existing literature. Specifically, the objectives were: (1) to analyze the influence of three-dimensional shoulder positioning on isometric torque production and the ER/IR torque ratio; and (2) to map and synthesize the available evidence on shoulder rotation torque-angle curves in non-injured individuals. This dissertation is structured into two studies. The first was an experimental study in young adults, in which isometric internal and external rotation torque was assessed across multiple axial rotation angles and two arm elevation positions (45° and 90° in the scapular plane). Test-retest reliability was evaluated using intraclass correlation coefficients (ICC), standard error of measurement (SEM), and minimal detectable difference (MDD). Optimal torque angles were estimated using second-order polynomial regression. The second study was a scoping review conducted in accordance with PRISMA-ScR guidelines, including a systematic search of five databases for studies assessing shoulder rotation isometric torque at three or more joint angles. In the experimental study, torque values demonstrated good reliability, whereas the estimated joint angles showed poorer reliability. A difference of approximately 30° was observed between the optimal torque angles for external (17°) and internal rotation (47°). Significant differences in ER/IR torque ratios across joint angles were found only at 45° of arm elevation, whereas arm elevation did not significantly influence ER/IR ratios across the tested angles. The scoping review included 12 studies, most of them cross-sectional, and revealed substantial methodological heterogeneity. External rotation torque-angle curves were described as descending or ascending-descending, whereas most internal rotation curves showed an ascending-descending profile. No studies assessed muscle moment arms, and few investigated multiple shoulder positions (n=3) or side-to-side comparisons (n=0). Taken together, these findings suggest that shoulder rotator torque-angle relationships vary across joint angles, while ER/IR torque ratios remain relatively stable across different arm positions. The current literature is limited and methodologically heterogeneous, highlighting the need for future studies incorporating functional shoulder positions, bilateral assessments, and deeper exploration of neuromuscular and mechanical determinants of shoulder torque production.
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Desportos, Programa de Pós-Graduação em Educação Física, Florianópolis, 2026.
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Associação entre sintomas de ansiedade generalizada e aptidão física em crianças e adolescentes praticantes de esportes competitivos</title>
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<description>Associação entre sintomas de ansiedade generalizada e aptidão física em crianças e adolescentes praticantes de esportes competitivos
Pedroso, Matheus Silveira
A saúde mental de crianças e adolescentes que praticam esportes competitivos constitui uma preocupação emergente nas ciências do esporte, visto que as pressões inerentes ao ambiente competitivo podem exacerbar sintomas ansiosos. O objetivo deste estudo foi analisar a associação entre os sintomas de ansiedade generalizada e os componentes da aptidão física relacionada à saúde em crianças e adolescentes praticantes de esportes competitivos. Trata-se de um estudo transversal descritivo, com amostra intencional composta por 71 crianças e adolescentes (8 a 17 anos), de ambos os sexos, engajados em programas de treinamento esportivo no município de Itapema, SC. A ansiedade foi avaliada pela escala de transtorno de ansiedade generalizada (GAD-7). A aptidão física foi mensurada pelas baterias PROESP-BR e ALPHA-Fit (índice de massa corporal (IMC), aptidão cardiorrespiratória, flexibilidade, força explosiva de membros inferiores, força de resistência abdominal e preensão manual). Foram coletadas covariáveis de maturação somática (pelos pubianos), duração do sono, tempo de tela e volume de treino. A análise estatística incluiu o teste de correlação de Spearman e a regressão linear múltipla com estratégia Backward Elimination, adotando significância de p&lt;0,05. Contrariando as hipóteses iniciais, os componentes de desempenho físico não apresentaram associação independente com a ansiedade no modelo final ajustado. Os resultados indicaram que apenas o IMC permaneceu como preditor significativo e positivo dos sintomas de ansiedade (p &lt; 0,001). Conclui-se que a composição corporal é um preditor mais robusto de sintomas de ansiedade generalizada do que outros testes de aptidão física nesta população, sugerindo que estratégias de monitoramento do estado nutricional são importantes para a saúde mental de jovens atletas.; Abstract: Mental health among children and adolescents in competitive sports is an emerging concern in sport sciences, as the pressures inherent in the competitive environment can exacerbate anxiety symptoms. The aim of this study was to analyze the association between generalized anxiety symptoms and health-related physical fitness components in children and adolescents engaged in competitive sports. This is a descriptive cross-sectional study with a purposive sample of 71 children and adolescents (aged 8?17 years) of both sexes, engaged in sports training programs in the city of Itapema, SC, Brazil. Anxiety was assessed using the Generalized Anxiety Disorder 7-item scale (GAD-7). Physical fitness was measured through the PROESP-BR and ALPHA- Fit batteries, including body mass index (BMI), cardiorespiratory fitness, flexibility, lower limb explosive strength, abdominal endurance, and handgrip strength. Somatic maturation (pubic hair), sleep duration, screen time, and training volume were collected as covariates. Statistical analysis included Spearman?s correlation test and multiple linear regression using the Backward Elimination strategy, with significance set at p &lt; 0.05. Contrary to the initial hypotheses, physical performance components showed no independent association with anxiety in the final adjusted model. The results indicated that only BMI remained a significant positive predictor of anxiety symptoms (p &lt; 0.001). It is concluded that body composition is a more robust predictor of generalized anxiety symptoms than other physical fitness tests in this population, suggesting that nutritional status monitoring strategies are important for the mental health of young athletes.
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Desportos, Programa de Pós-Graduação em Educação Física, Florianópolis, 2026.
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