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<title>Produtos de baixo impacto ambiental para o controle de doenças de plantas</title>
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<description>Produtos de baixo impacto ambiental para o controle de doenças de plantas
Cortes, Samara Farias
A mancha bacteriana causa grandes perdas econômicas na cultura do tomate. Como alternativa ao uso de agroquímicos, produtos naturais têm sido estudados devido às suas propriedades biológicas. A própolis é rica em compostos bioativos, como fenóis e flavonoides, aos quais são atribuídas atividades antibacterianas. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar o potencial antibacteriano e antifúngico in vitro e in vivo de extratos etanólicos de própolis provenientes de diferentes regiões de Santa Catarina sobre Xanthomonas hortorum pv. gardneri, e septoria lycopersicum e verificar se diferenças nos teores desses compostos estão associadas a diferença na inibição bacteriana e fúngica. Foram utilizadas amostras de própolis provenientes de Urupema (URUP), Canoinhas (CAN), Porto União (P.U.) e Palhoça (PAL). Os extratos foram obtidos por maceração em nitrogênio líquido, seguida de extração em etanol 70% na proporção 1:4 (p/v), incubação por 24 h em BOD (24 ± 1 °C) e posterior filtração. Os extratos de própolis apresentaram composição variável entre as origens avaliadas, com Palhoça exibindo os maiores teores de flavonoides (92,2 µg/mL) e fenóis totais (735,5 µg/mL), e Porto União os menores (3,5 e 359,5 µg/mL, respectivamente), apesar de ter apresentado a maior massa seca. Nos ensaios in vitro, todos os extratos reduziram significativamente o crescimento de Xanthomonas hortorum pv. gardneri em relação ao controle, com inibição total (100%) do isolado XG*2 em ambos os experimentos, enquanto o isolado 120-P apresentou redução parcial. Nos ensaios in vivo, não foi possível avaliar o isolado de Xanthomonas devido a condições ambientais desfavoráveis (temperaturas médias de 21 °C) e baixa viabilidade do patógeno. Para a septoriose, não houve diferença estatística significativa entre tratamentos em nenhum dos dois experimentos, atribuída à alta variabilidade dos dados, decorrente de contaminações secundárias (oídio no primeiro experimento, com possível efeito residual do sulfato de cobre; e Rhizoctonia spp. no segundo, causando estrangulamento do colo) . Ainda assim, observou-se tendência de menor severidade nos tratamentos com própolis de Palhoça e Canoinhas. Os resultados indicam que, embora a própolis apresenta forte potencial antibacteriano in vitro, sua eficácia in vivo ainda carece de validação em condições experimentais controladas.
Tecnologia e inovação
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