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<title>Departamento de Análises Clínicas</title>
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<dc:date>2026-10-07T21:23:45Z</dc:date>
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<title>A micróglia como alvo da neurotoxicidade por agrotóxicos: estudo dos efeitos inflamatórios do fungicida mancozeb em células murinas BV-2</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/276414</link>
<description>A micróglia como alvo da neurotoxicidade por agrotóxicos: estudo dos efeitos inflamatórios do fungicida mancozeb em células murinas BV-2
Rocha, Bianca Petry
A utilização intensiva de agrotóxicos constitui uma importante preocupação ambiental e de saúde pública. Entre os fungicidas amplamente utilizados encontra-se o mancozeb (MZ), pertencente à classe dos ditiocarbamatos e associado a potenciais efeitos neurotóxicos, incluindo estresse oxidativo, disfunção mitocondrial e alterações dopaminérgicas, mecanismos relacionados à doença de Parkinson (DP). A micróglia, principal célula imune residente do sistema nervoso central, participa da manutenção da homeostase neural e da resposta a estímulos nocivos, podendo contribuir para processos neuroinflamatórios. Nesse contexto, este estudo avaliou os efeitos do MZ sobre células de micróglia murina BV-2, com ênfase na citotoxicidade, alterações morfológicas e produção de óxido nítrico (NO). As células foram expostas a concentrações crescentes de MZ para determinação da curva concentração-resposta, sendo selecionadas as concentrações de 5, 20 e 55 µM para exposições de 1, 3, 6, 12, 24 e 48 horas. A viabilidade celular foi avaliada pelo ensaio de MTT, a morte celular pelo iodeto de propídio (IP) e a produção de NO pela quantificação de nitrito pelo método de Griess. Também foram realizadas análises morfológicas por microscopia de contraste de fase. Os resultados demonstraram alterações celulares dependentes da concentração e do tempo de exposição. O MTT evidenciou redução progressiva da atividade metabólica, principalmente nas concentrações de 20 e 55 µM, com maior efeito em 55 µM, na qual a viabilidade atingiu aproximadamente 20% e 11% do controle após 24 e 48 horas, respectivamente. Em contraste, os efeitos observados pelo IP foram mais restritos, sugerindo que alterações metabólicas podem preceder alterações mais extensas na integridade da membrana. A análise morfológica revelou arredondamento celular, retração dos prolongamentos, redução do espalhamento e perda de adesão, especialmente nas maiores concentrações e nos períodos mais prolongados. O MZ isoladamente não aumentou a produção de NO, sendo observada redução dos níveis com o aumento da concentração. O LPS promoveu aumento da produção de NO, enquanto a coexposição ao MZ atenuou essa resposta. Entretanto, como iNOS e as vias de sinalização relacionadas não foram avaliadas diretamente, não é possível estabelecer o mecanismo responsável por esse efeito. Em conjunto, os resultados demonstram que o MZ promove comprometimento da atividade mitocondrial, alterações morfológicas e modulação da resposta relacionada à produção de NO em células BV-2, contribuindo para ampliar a compreensão de seus efeitos sobre a micróglia e fornecendo informações relevantes para a investigação dos mecanismos celulares associados à neurotoxicidade de agrotóxicos e sua possível relação com processos neurodegenerativos.
Promoção da igualdade, fortalecimento da democracia e governança
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<dc:date>2026-09-10T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Monitoramento ambiental de parasitos de importância em saúde na bacia hidrográfica do Peri, Florianópolis – SC</title>
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<description>Monitoramento ambiental de parasitos de importância em saúde na bacia hidrográfica do Peri, Florianópolis – SC
Fernandes, Ana Carolina Firminia Cristóvão
As lagoas constituem ecossistemas complexos, caracterizados por elevada biodiversidade e relevante importância ecológica. A Lagoa do Peri integra o Monumento Natural Municipal da Lagoa do Peri (MONA Lagoa do Peri), constituindo uma bacia hidrográfica de grande relevância socioambiental, que serve como importante manancial de abastecimento público para cerca de 100 mil habitantes da região sul e leste da Ilha de Santa Catarina; além de ser utilizada para atividades recreativas. Contudo, devido a elevada urbanização, mudanças climáticas, grande presença de banhistas e antropização das áreas próximas, a lagoa tornou-se um lugar propício para a ocorrência de protozoários patogênicos emergentes. Entre esses organismos, destacam-se Blastocystis sp. e Giardia spp., associados à veiculação hídrica e a capacidade de resistência ambiental. Atualmente, o Blastocystis spp. é um dos principais protozoários marcadores de contaminação fecal na água, causador de sintomas gastrointestinais. Também, merecem destaque as Amebas de Vida Livre (AVL), parasitos amplamente distribuídos no ambiente, entre os quais algumas espécies apresentam caráter anfizoico e podem causar infecções, como encefalite amebiana granulomatosa (EAG) e ceratite. Além disso, espécies do gênero Acanthamoeba spp. podem atuar como reservatórios ambientais para outros microrganismos, incluindo bactérias potencialmente patogênicas. No presente estudo, foi analisada a ocorrência de AVL e Blastocystis sp. na Lagoa do Peri, verificando a sua correlação com parâmetros físico-químicos do local. Foram realizadas 4 campanhas de amostragem em 5 pontos da lagoa. Ao todo, obteve-se 40 amostras, 20 amostras de água presente na zona eufótica da lagoa e 20 amostras de sedimento. Por meio de plaqueamento em placas ágar não-nutriente (ANN), foi possível observar presença de AVL em 67,5% (27/40) das amostras analisadas. Dos isolados obtidos, até o momento foram caracterizadas morfologicamente 9 isolados, com características compatíveis com o gênero Acanthamoeba, com destaque para 5 isolados pertencentes ao grupo morfológico II. A partir de análises moleculares, foi possível observar a presença de Blastocystis sp. em 75% (15/20) das amostras de água. Comparando os achados com os parâmetros físico-químicos obtidos até o momento, foi observado maior ocorrência de AVL em amostras com temperaturas mais elevadas e maior ocorrência de Blastocystis sp. em temperaturas próximas de 21°C e concentrações de oxigênio dissolvido próximas de 11. Os resultados obtidos até o momento reforçam a necessidade de monitoramento de protozoários patogênicos na Lagoa do Peri, avaliando a sua correlação com a qualidade ambiental, em especial, de ecossistemas aquáticos.
Sustentabilidade, saúde e qualidade de vida
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<dc:date>2026-09-10T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Análise de bioinformática integrada do gene SMIM1: expressão, estrutura tridimensional e vias metabólicas relacionadas a fenótipos de obesidade e dislipidemia</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/276286</link>
<description>Análise de bioinformática integrada do gene SMIM1: expressão, estrutura tridimensional e vias metabólicas relacionadas a fenótipos de obesidade e dislipidemia
Brandão, Lau Pontaldi
A classificação e categorização dos sistemas sanguíneos baseia-se na especificidade dos antígenos presentes nos glóbulos vermelhos para cada grupo sanguíneo. O gene SMIM1 codifica a proteína Vel, que atua como antígeno e participa da formação das hemácias. Em indivíduos portadores da variante rs566629828, o gene SMIM1 sofre a deleção de 17 pares de bases e a proteína Vel não é traduzida, determinando o raro tipo sanguíneo Vel-negativo, o qual pode causar complicações transfusionais importantes. Além disso, estudos recentes sugerem que ausência da proteína Vel pode estar associada, além da diminuição do número de eritrócitos, a alterações metabólicas como aumento de gordura corporal, dislipidemia, alterações na função hepática, assim aumentando o risco para desenvolvimento de obesidade. Assim, este estudo teve como objetivo predizer a patogenicidade das variantes do SMIM1 do tipo missense disponíveis na base de dados dbSNP e traçar um panorama comparativo quanto as anotações genéticas do SMIM1 internacionalmente versus nacionalmente, além de identificar as interações proteicas realizadas pelo SMIM1 com outras proteínas com papel regulador metabólico e eritrocitário afim de entender o papel do Vel no organismo e as possíveis consequências metabólicas da sua não tradução. Das 117 variantes do tipo missense angariadas no dbSNP, 36 delas foram classificadas como provavelmente patogênicas a partir de plataformas de predição de dano de substituição de nucleotídeo único. As variantes do SMIM1 disponíveis nas bases de dados nacionais SELAdb e ABraOM eram escassas frente ao panorama de anotações internacionais tanto em número quanto de tipo, sendo majoritariamente com funções no máximo reguladoras proteicas. Para o estudo de interações proteicas, foram identificadas 5 proteínas de interesse metabólico e eritrocitário que interagiam com a proteína Vel, estas foram analisadas por meio de Docking Molecular e foi elucidado a qualidade e estabilidade dos complexos proteína-proteína formados. Com isso, este estudo contribuiu para a compreensão do cenário de anotações de variantes genéticas do gene SMIM1 e também para a identificação de novos alvos moleculares do SMIM1, o papel do Vel como possível regulador metabólico e eritrocitário e as possíveis consequências dadas pela sua não tradução.
Sustentabilidade, saúde e qualidade de vida
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<dc:date>2026-09-13T00:00:00Z</dc:date>
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<item rdf:about="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/276274">
<title>Avaliação do perfil inflamatório e metabolismo do triptofano em indivíduos obesos para a busca por biomarcadores de suscetibilidade ao desenvolvimento de dano cognitivo, ansiedade e depressão</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/276274</link>
<description>Avaliação do perfil inflamatório e metabolismo do triptofano em indivíduos obesos para a busca por biomarcadores de suscetibilidade ao desenvolvimento de dano cognitivo, ansiedade e depressão
Silveira, Geovanna Karoline Santos da
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 650 milhões de pessoas em todo o mundo são consideradas obesas, definidas por um índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 30 kg/m². Esta condição não apenas aumenta o risco de doenças metabólicas e cardiovasculares, mas também está intrinsecamente ligada a transtornos mentais, como depressão e ansiedade, além de impactar negativamente a função cognitiva e o risco de desenvolvimento de doenças neurodegenerativas. Estudos recentes destacaram que a obesidade não apenas influencia o estado emocional, mas também pode afetar diretamente a estrutura e função cerebral. Alterações na integridade da substância branca, junto com mudanças na atividade cerebral em áreas relacionadas ao controle emocional e cognitivo, têm sido observadas em indivíduos obesos. Além disso, há evidências crescentes de que a inflamação crônica de baixo grau associada à obesidade pode desempenhar um papel crucial nas interações entre obesidade, transtornos mentais e alterações cognitivas. Dessa forma, a pesquisa proposta é fundamentada na necessidade de compreender as interações complexas entre obesidade e transtornos mentais e saúde cognitiva. Essas condições não apenas impactam negativamente a qualidade de vida dos indivíduos afetados, mas também impõem um ônus significativo aos sistemas de saúde pública. A identificação precoce de biomarcadores e a compreensão dos mecanismos fisiopatológicos subjacentes são essenciais para o desenvolvimento de estratégias de intervenção e prevenção mais eficazes. Com isso, o objetivo deste estudo é avaliar o perfil inflamatório e o metabolismo do triptofano em indivíduos com obesidade para identificar biomarcadores de suscetibilidade ao desenvolvimento de danos cognitivos, ansiedade e depressão.
Sustentabilidade, saúde e qualidade de vida
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<dc:date>2026-09-10T00:00:00Z</dc:date>
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