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<title>Departamento de Ciências Fisiológicas</title>
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<dc:date>2026-09-05T20:38:52Z</dc:date>
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<item rdf:about="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/268780">
<title>Projeto EDOCA: Efeitos de Dietas Obesogênicas na Compulsão Alimentar em camundongos.</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/268780</link>
<description>Projeto EDOCA: Efeitos de Dietas Obesogênicas na Compulsão Alimentar em camundongos.
Juvencio, Analuisa
A obesidade é uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo excessivo de tecido adiposo e está entre &#13;
os principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, além de estar &#13;
associada a desordens psiquiátricas, como depressão, e doenças neurodegenerativas, como a doença de &#13;
Alzheimer. Estima-se que cerca de 20% dos indivíduos com obesidade apresentem Transtorno de Compulsão &#13;
Alimentar (TCA). Embora a obesidade e o TCA possam ocorrer de forma independente, ambas compartilham &#13;
alterações em vias centrais de regulação do comportamento alimentar. Dietas ricas em açúcares e/ou gorduras &#13;
são importantes fatores ambientais envolvidos na fisiopatologia dessas condições. O presente estudo teve &#13;
como objetivo investigar o efeito de dietas ricas em frutose ou em gorduras saturadas (HFD) sobre parâmetros &#13;
metabólicos, comportamento alimentar hedônico e níveis de leptina no núcleo accumbens (NAc) de &#13;
camundongos. Foram utilizados grupos alimentados com dieta padrão, dieta padrão associada à frutose 30% &#13;
na água ou dieta HFD por oito semanas. Os resultados demonstraram que ambas as dietas promoveram ganho &#13;
de peso, aumento da massa hepática, elevação da glicemia de jejum, intolerância à glicose e tendência ao &#13;
aumento da concentração plasmática de colesterol. O grupo HFD apresentou maior gordura visceral, maior &#13;
consumo calórico e intolerância à glicose mais acentuada que o grupo Frutose. No teste de preferência &#13;
condicionada ao lugar (PCL), não foram observadas diferenças significativas no índice de preferência entre os &#13;
grupos, embora o grupo Frutose tenha apresentado tendência de maior tempo no compartimento associado à &#13;
recompensa. O grupo HFD consumiu menos alimento palatável durante o condicionamento em comparação &#13;
aos demais. Não foram detectadas diferenças na concentração de leptina no NAc. Em conjunto, os achados &#13;
indicam que dietas hipercalóricas de composições distintas induzem perfis diferenciados de comprometimento &#13;
metabólico e podem modular de forma específica aspectos do comportamento alimentar, possivelmente por &#13;
mecanismos que envolvem a interação entre vias homeostáticas e hedônicas de controle da ingestão.
Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica.&#13;
Universidade Federal de Santa Catarina.&#13;
Centro de Ciências Fisiológicas.&#13;
Departamento de Ciências Fisiológicas.
</description>
<dc:date>2025-09-11T00:00:00Z</dc:date>
</item>
<item rdf:about="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/268777">
<title>Projeto EDOCA: Efeitos de Dietas Obesogênicas na Compulsão Alimentar em camundongos.</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/268777</link>
<description>Projeto EDOCA: Efeitos de Dietas Obesogênicas na Compulsão Alimentar em camundongos.
Juvencio, Analuisa
A obesidade é uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo excessivo de tecido adiposo e está entre &#13;
os principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, além de estar &#13;
associada a desordens psiquiátricas, como depressão, e doenças neurodegenerativas, como a doença de &#13;
Alzheimer. Estima-se que cerca de 20% dos indivíduos com obesidade apresentem Transtorno de Compulsão &#13;
Alimentar (TCA). Embora a obesidade e o TCA possam ocorrer de forma independente, ambas compartilham &#13;
alterações em vias centrais de regulação do comportamento alimentar. Dietas ricas em açúcares e/ou gorduras &#13;
são importantes fatores ambientais envolvidos na fisiopatologia dessas condições. O presente estudo teve &#13;
como objetivo investigar o efeito de dietas ricas em frutose ou em gorduras saturadas (HFD) sobre parâmetros &#13;
metabólicos, comportamento alimentar hedônico e níveis de leptina no núcleo accumbens (NAc) de &#13;
camundongos. Foram utilizados grupos alimentados com dieta padrão, dieta padrão associada à frutose 30% &#13;
na água ou dieta HFD por oito semanas. Os resultados demonstraram que ambas as dietas promoveram ganho &#13;
de peso, aumento da massa hepática, elevação da glicemia de jejum, intolerância à glicose e tendência ao &#13;
aumento da concentração plasmática de colesterol. O grupo HFD apresentou maior gordura visceral, maior &#13;
consumo calórico e intolerância à glicose mais acentuada que o grupo Frutose. No teste de preferência &#13;
condicionada ao lugar (PCL), não foram observadas diferenças significativas no índice de preferência entre os &#13;
grupos, embora o grupo Frutose tenha apresentado tendência de maior tempo no compartimento associado à &#13;
recompensa. O grupo HFD consumiu menos alimento palatável durante o condicionamento em comparação &#13;
aos demais. Não foram detectadas diferenças na concentração de leptina no NAc. Em conjunto, os achados &#13;
indicam que dietas hipercalóricas de composições distintas induzem perfis diferenciados de comprometimento &#13;
metabólico e podem modular de forma específica aspectos do comportamento alimentar, possivelmente por &#13;
mecanismos que envolvem a interação entre vias homeostáticas e hedônicas de controle da ingestão.
Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica.&#13;
Universidade Federal de Santa Catarina. Departamento de Ciências Fisiológicas.&#13;
Centro de Ciências Fisiológicas.
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<dc:date>2025-09-08T00:00:00Z</dc:date>
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<item rdf:about="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/268709">
<title>Entre a sede e estresse: o impacto do ambiente no equilíbrio cerebral e nas emoções</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/268709</link>
<description>Entre a sede e estresse: o impacto do ambiente no equilíbrio cerebral e nas emoções
Demarchi, Mariana
A privação hídrica é uma condição de estresse osmótico que desencadeia respostas importantes no sistema nervoso central (SNC), ativando áreas do hipotálamo e o sistema renina-angiotensina (SRA). Nesse processo, a angiotensina II (ANG-II) exerce papel central, regulando parâmetros hidroeletrolíticos e modulando circuitos hipocampais e límbicos associados a emoções e comportamento. A ativação crônica desse sistema está relacionada a prejuízos cognitivos e ao aumento de comportamentos do tipo ansioso e depressivo. Apesar do conhecimento sobre os efeitos fisiológicos da privação hídrica, ainda é pouco compreendido como o enriquecimento ambiental (EA) pode modular tais respostas. O EA é uma intervenção muito estudada por seus efeitos positivos em modelos animais. Ao proporcionar estímulos físicos, cognitivos e sociais, promove neuroplasticidade, neurogênese e melhora de funções cognitivas e emocionais, além de atenuar efeitos de distúrbios neuropsiquiátricos. Entretanto, a literatura carece de investigações sobre sua influência em situações de estresse osmótico, especialmente no que diz respeito à ingestão hídrica e ao papel modulador da ANG-II. Essa lacuna motivou o presente projeto, que busca explorar a interação entre ambiente, sede e comportamento. Nosso objetivo geral é investigar os efeitos do EA sobre a sede e sobre os comportamentos cognitivos e emocionais em ratos submetidos à privação hídrica. Especificamente, pretende-se: (1) determinar se o EA altera a ingestão hídrica em animais privados de água; (2) avaliar se o EA modula comportamentos ansiosos e depressivos; (3) analisar se o EA influencia os níveis séricos de corticosterona e os níveis centrais de ANG-II; (4) verificar se há alteração na expressão de Fos e receptores AT1 em regiões hipotalâmicas; e (5) investigar o efeito da administração intracerebroventricular de ANG-II na expressão de Fos em regiões hipotalâmicas e límbicas em animais submetidos a EA e privação hídrica. Para isso, ratos Wistar serão alocados em caixas padrão ou em gaiolas de EA por seis semanas, sendo então submetidos a protocolos de privação hídrica. Serão realizados testes comportamentais,  mensuração da ingestão hídrica em gaiolas metabólicas e análises hormonais e neuroquímicas. Com esta investigação, espera-se demonstrar que o EA promove maior resiliência ao estresse osmótico, modulando tanto a ingestão hídrica quanto os comportamentos de ansiedade e depressão. Além de ampliar o conhecimento básico em fisiologia e neurociência, os resultados podem trazer implicações translacionais, sugerindo que intervenções ambientais são capazes de influenciar sistemas neuroendócrinos e emocionais. Tal abordagem pode oferecer novas perspectivas para estratégias de prevenção e promoção da saúde, principalmente em contextos de vulnerabilidade, como em populações idosas ou em condições de estresse crônico, em que a percepção da sede e a regulação emocional estão frequentemente comprometidas.
Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica.&#13;
Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências Biológicas. Departamento de Ciências Fisiológicas.
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<dc:date>2025-09-08T00:00:00Z</dc:date>
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<item rdf:about="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/268496">
<title>Análise comparativa da vulnerabilidade sexo específica à hipoxia isquemia entre estágios do desenvolvimento: uma revisão sistemática e uma metanálise.</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/268496</link>
<description>Análise comparativa da vulnerabilidade sexo específica à hipoxia isquemia entre estágios do desenvolvimento: uma revisão sistemática e uma metanálise.
Souza, Karen Helen Carvalho de; Carvalho, João Lucas Rovani
A hipóxia isquemia (HI), resultante do decréscimo do fluxo de sangue e oxigênio ao cérebro, é a maior causa de dano cerebral tanto em adultos quanto recém nascidos. A HI neonatal afeta de 1,5 a 3 a cada 1000 nascidos a termo, aumentando para 4 a 48 a cada 1000 nascidos prematuros. Enquanto isso, os acidentes vasculares cerebrais isquêmicos representam 87% de todos os casos de AVC. A condição hipóxico-isquêmica é uma das principais causas de morbidade e mortalidade, com os indivíduos afetados apresentando sequelas de longo prazo, que podem incluir atrasos no desenvolvimento, déficits de linguagem, motores e somatossensoriais, alterações sociais e comportamentais, dificuldades de memória e aprendizado, crises convulsivas ou epilepsia, entre outras, em diferentes graus de gravidade.&#13;
É bem conhecido que existem diferenças morfológicas, celulares e funcionais entre o cérebro feminino e o masculino. Algumas dessas diferenças foram observadas tanto em humanos quanto em roedores, sendo atribuídas a hormônios sexuais, fatores genéticos e ambientais. As respostas específicas por sexo podem ser relevantes ao se considerar os efeitos a longo prazo e o prognóstico funcional. Insultos hipóxico-isquêmicos, tanto em idades neonatais quanto adultas, demonstraram que cérebros masculinos são geralmente mais vulneráveis, resultando em desfechos mais graves. Em contraste, indivíduos do sexo feminino tendem a apresentar maior resiliência frente à lesão HI. Embora a literatura sugira que o dimorfismo sexual deva ser cuidadosamente considerado, uma vez que o sexo pode influenciar tanto a progressão da lesão quanto a eficácia das estratégias terapêuticas, ainda não está claro se os padrões de dimorfismo sexual nos danos funcionais e anatômicos cerebrais são consistentes em diferentes idades nas quais ocorrem os insultos HI. Deste modo, modelos animais, principalmente com roedores, têm contribuído grandemente para o avanço do conhecimento sobre os mecanismos fisiopatológicos da HI. Para esta revisão a busca se iniciou com 2173 artigos em base de dados como Scopus, Embase e PubMed. Após a revisão destes, seguindo os critérios de inclusão, e a extração de dados, foram incluídos 123 estudos na metanálise. A análise subsequente dos dados extraídos foi feita no programa RStudio, no qual alguns resultados já foram obtidos. Alguns resultados já analisaram confirmaram que machos são mais acometidos na perda tecidual. No entanto, sabe-se que os hormônios estrógenos possuem um efeito protetor do tecido cerebral e ao se retirar os ovários no procedimento de ovariectomia, era esperado que as fêmeas ovariectomizadas apresentassem o mesmo volume de danos que os machos por perderem os estrógenos e o efeito protetor deles, porém, não foi o observado. Isso indicaria um possível efeito deletério dos hormônios andrógenos masculinos.
Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica.&#13;
Universidade Federal de Santa Catarina.&#13;
Centro de Ciências Biológicas.&#13;
Departamento de Ciências Fisiológicas.
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<dc:date>2025-09-08T00:00:00Z</dc:date>
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