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<title>Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Ciência Política</title>
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<title>O conceito de liberdade em Adam Smith: uma análise comparativa de interpretações contemporâneas</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/273199</link>
<description>O conceito de liberdade em Adam Smith: uma análise comparativa de interpretações contemporâneas
Cruz, Kalita Regina da
Este trabalho analisou o conceito de liberdade em Adam Smith a partir do debate contemporâneo entre intérpretes que o associam, predominantemente, à liberdade como não interferência ou à liberdade como não dominação. Com base na metodologia da história das ideias proposta por Mark Bevir (2008), a pesquisa comparou teorias rivais com base na adequabilidade de seus argumentos aos textos do próprio Smith. A análise mostrou que, embora a leitura da liberdade como não interferência, representada por autores como Otteson (2011) e Braun (2019), capture aspectos centrais do sistema de liberdade natural e da crítica smithiana à intervenção econômica arbitrária, ela tende a reduzir o alcance normativo do conceito de liberdade ao âmbito do modelo econômico. Em contraste, as interpretações associadas à liberdade como não dominação, desenvolvidas por Casassas (2010) e Sagar (2022), oferecem uma leitura mais abrangente e consistente ao incorporar as dimensões institucionais, jurídicas e históricas da liberdade dos súditos nas sociedades comerciais. O trabalho conclui que a concepção de liberdade em Adam Smith é melhor compreendida como uma forma de não dominação ajustada às condições da sociedade comercial, ainda que preserve elementos de prudência e desconfiança em relação à ação estatal. Ao sistematizar esse debate por meio da comparação entre teorias rivais, a pesquisa contribui para uma compreensão mais precisa da posição de Smith nas tradições do pensamento político e para discussões contemporâneas sobre liberdade, comércio e instituições.; Abstract: This study examined the concept of liberty in Adam Smith through the lens of the contemporary debate between interpreters who predominantly associate it with liberty as non-interference and those who understand it as liberty as non-domination. Drawing on the methodology of the history of ideas proposed by Mark Bevir (2008), the research compared rival theories according to the criterion of the adequacy of their arguments to Smith?s own texts. The analysis showed that, although the interpretation of liberty as non-interference, represented by authors such as Otteson (2011) and Braun (2019), captures central aspects of the system of natural liberty and Smith?s critique of arbitrary economic intervention, it tends to reduce the normative scope of liberty to the domain of the economic model. By contrast, interpretations associated with liberty as non-domination, developed by Casassas (2010) and Sagar (2022), offer a more comprehensive and consistent reading by incorporating the institutional, legal, and historical dimensions of the liberty of subjects in commercial societies. The study concludes that Adam Smith?s conception of liberty is better understood as a form of non-domination adapted to the conditions of commercial society, while still preserving elements of prudence and distrust toward state action. By systematizing this debate through a comparison of rival theories, the research contributes to a more precise understanding of Smith?s position within the traditions of political thought and to contemporary discussions on liberty, commerce, and institutions.
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Ciência Política, Florianópolis, 2026.
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>O espaço das práticas de mediação de conflitos: gênese, estrutura e composição</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/272617</link>
<description>O espaço das práticas de mediação de conflitos: gênese, estrutura e composição
Borges, Kézia Borba
Esta dissertação tem por objeto a gênese, a estrutura e a composição do espaço da mediação de conflitos. De base bourdieusiana, o estudo articula diferentes referenciais teóricos, valendo-se de recursos metodológicos variados, como entrevistas, análise documental e questionários. O texto, dividido em três capítulos, primeiro discute as condições históricas e sociais que favoreceram a institucionalização da mediação no Brasil, na sua fase inicial, bem como as principais estratégias mobilizadas, em diferentes escalas, na importação dessa prática. Os achados mais relevantes da pesquisa dizem respeito, nesse ponto, à relevância da doutrina estadunidense do rule of law e dos embates internos sobre a ?reforma do Judiciário? para a legitimação da mediação, e à identificação de estratégias específicas mobilizadas nas escalas individual, institucional e governamental em prol da inserção dessa prática no Brasil. O segundo capítulo apresenta um mapeamento das instituições que oferecem a mediação, no estado do Rio Grande do Sul, buscando compreender as dinâmicas desse espaço e os diferentes modos como ela é, efetivamente, objetivada no meio social. A pesquisa constata, nesse aspecto, que a mediação está inserida, de forma heterogênea, em diversos espaços ? estatal, não estatal prestador de ?serviço público?, privado, universitário e escolar ?, apresentando um grau relativamente alto de objetivação social, embora seja, na maior parte dos casos, relativamente baixo o seu grau de institucionalização. Já o terceiro capítulo é dedicado às(aos) mediadoras(es) de conflitos. Propriedades sociais, trajetória escolar e profissional, gênero e raça foram os principais fatores analisados, ante a constatação de que mulheres, pessoas brancas e bacharéis em Direito estão sobrerrepresentadas(os) nesse grupo.; Abstract: This dissertation focuses on the genesis, structure, and composition of the space of conflict mediation. Based on Bourdieu's analytical approach, the study articulates different theoretical frameworks, using various methodological resources, such as interviews, document analysis, and questionnaires. This text, divided into three chapters, firstly discusses the historical and social conditions that favored the institutionalization of mediation in Brazil in its initial phase, as well as the main strategies mobilized, on different scales, in importing this practice. The most relevant findings of the research concern, at this point, the relevance of the US doctrine of the rule of law and internal disputes over ?judicial reform? for the legitimization of mediation, as well as the identification of specific strategies mobilized at the individual, institutional, and governmental levels in favor of introducing this practice in Brazil. The second chapter presents a mapping of the institutions that offer mediation in the state of Rio Grande do Sul, seeking to understand the dynamics of this space and the different ways in which this practice is concretely objectified in the social world. In this regard, the research finds that mediation is heterogeneously inserted in various spaces ? in state, non-state ?public service? providers, private, university, and school settings ? presenting a relatively high degree of social objectification, although in most cases its degree of institutionalization is relatively low. The third chapter focuses on mediators. Social properties, educational and professional trajectory, gender, and race were the main factors analyzed, given the finding that women, white people, and law graduates are overrepresented in this group.
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Ciência Política, Florianópolis, 2026.
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Vestindo a pele dos leões: democracia e supremacia judicial no pensamento político de Luís Roberto Barroso</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/272066</link>
<description>Vestindo a pele dos leões: democracia e supremacia judicial no pensamento político de Luís Roberto Barroso
Regasson, Bruno Viçozzi
Este trabalho analisa o pensamento político-constitucional de Luís Roberto Barroso. Mapeando a rede de crenças do autor e colocando-a em seu contexto de formação e desenvolvimento, a tese busca compreender como Barroso justifica o empoderamento do poder judiciário e do Supremo Tribunal Federal e qual o papel que dá para eles na democracia brasileira. O estudo busca contribuir para a compreensão de aspectos ideológicos do rearranjo institucional dos três poderes na Nova República. Analisa a produção doutrinária e acadêmica de Barroso, bem como sua atuação como ministro. Conclui que o seu pensamento possui fundamentos teórico-conceituais (o neoconstitucionalismo, a nova hermenêutica e o pós-positivismo, associados à teoria política contemporânea) e histórico-sociológicos (a tradição americanista do diagnóstico do atraso) que legitimam a atuação ativista do judiciário e do STF e informam o papel que o autor dá às instituições.; Abstract: This work analyzes the political-constitutional thought of Luís Roberto Barroso. Mapping the author's web of beliefs and placing them within the context of their formation and development, the thesis seeks to understand how Barroso justifies the empowerment of the judiciary and the Supreme Federal Court and the role he assigns to them in Brazilian democracy. The study seeks to contribute to the understanding of ideological aspects of the institutional rearrangement of the three branches of government in the New Republic. It analyzes Barroso's doctrinal and academic production, as well as his work as a justice. It concludes that his thought has theoretical-conceptual foundations (neoconstitutionalism, new hermeneutics and post-positivism, associated with contemporary political theory) and historical-sociological foundations (the americanist tradition of diagnosing backwardness) that legitimize the activist posture of the judiciary and the Supreme Federal Court and inform the role the author assigns to these institutions.
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Ciência Política, Florianópolis, 2026.
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>A construção midiática da saúde mental infantojuvenil: análise da Folha de São Paulo e do Estadão (2022-2024)</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/271840</link>
<description>A construção midiática da saúde mental infantojuvenil: análise da Folha de São Paulo e do Estadão (2022-2024)
Ribas, Marcella Trindade
Esta pesquisa analisa como os jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo constroem discursos sobre saúde mental de crianças e adolescentes, investigando os enquadramentos predominantes e suas implicações sociais. O estudo parte do pressuposto de que a mídia atua como produtora de sentidos, legitimando determinadas visões sobre o sofrimento psíquico. A fundamentação teórica baseia-se na sociologia de Bourdieu, compreendendo o campo jornalístico como espaço de disputa simbólica onde se articulam interesses científicos, políticos e econômicos. Metodologicamente, emprega análise de conteúdo quantitativa e qualitativa de matérias publicadas entre 2022 e 2024, categorizando temas, fontes e léxicos recorrentes. Os resultados revelam a predominância de uma perspectiva biomédica e medicalizante, com 52,4% das matérias da Folha e 49,6% do Estadão adotando visão hegemônica biologicista, enquanto abordagens críticas à medicalização aparecem em apenas 10,7% e 16,3%, respectivamente. A análise lexical identificou a centralidade de termos como \"transtorno\", \"diagnóstico\" e \"tratamento\", que reforçam a patologização de comportamentos. Apesar de variações temáticas, como a ênfase da Folha em violência e do Estadão em e redes sociais e família, ambos os veículos reproduzem hierarquias de saber que privilegiam especialistas médicos (70% das fontes) e marginalizam vozes alternativas. A importação de matérias estrangeiras, principalmente norte-americanas, amplifica modelos biomédicos globalizados, desconsiderando particularidades locais. Conclui-se que a cobertura jornalística, mesmo quando ambígua, naturaliza a medicalização ao não problematizar suas bases estruturais, reforçando estigmas e negligenciando determinantes sociais como desigualdade e violência. O estudo evidencia a necessidade de uma imprensa mais plural, capaz de integrar dimensões sociopolíticas às narrativas sobre saúde mental infantojuvenil.; Abstract: This research analyzes how the newspapers Folha de S. Paulo and O Estado de S. Paulo construct discourses about children and adolescents' mental health, examining predominant frameworks and their social implications. The study assumes that media acts as a producer of meanings, legitimizing specific views about psychological distress. The theoretical framework is based on Bourdieu's sociology, understanding the journalistic field as a space for symbolic dispute where scientific, political and economic interests intersect. Methodologically, it employs quantitative and qualitative content analysis of articles published between 2022 and 2024, categorizing themes, sources and recurring lexical terms. The results reveal a predominance of biomedical and medicalizing perspectives, with 52.4% of Folha's articles and 49.6% of Estadão's adopting a hegemonic biologistic view, while critical approaches to medicalization appear in only 10.7% and 16.3%, respectively. Lexical analysis identified the centrality of terms such as \"disorder\", \"diagnosis\" and \"treatment\", which reinforce the pathologization of behaviors. Despite thematic variations - such as Folha's emphasis on violence and Estadão's focus on social networks and family - both outlets reproduce knowledge hierarchies that privilege medical experts (70% of sources) and marginalize alternative voices. The importation of foreign articles, mainly from North American sources, amplifies globalized biomedical models while disregarding local particularities. The study concludes that journalistic coverage, even when ambiguous, naturalizes medicalization by failing to problematize its structural foundations, reinforcing stigmas and neglecting social determinants such as inequality and violence. The research highlights the need for more pluralistic media capable of integrating sociopolitical dimensions into narratives about child and adolescent mental health.
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Ciência Política, Florianópolis, 2025.
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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