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<title>Programa de Pós-Graduação em Serviço Social</title>
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<dc:date>2026-09-23T07:14:52Z</dc:date>
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<title>Contrapunteio latino-americano da dependência e da derrocada: fundamentos da modernidade capitalista em Bolívia e Cuba</title>
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<description>Contrapunteio latino-americano da dependência e da derrocada: fundamentos da modernidade capitalista em Bolívia e Cuba
Luz, Davi Antunes da
O estudo desenvolvido nesta tese versa sobre os fundamentos históricos da modernidade capitalista na América Latina, tomando Bolívia e Cuba, na primeira metade do século XX, como observatórios privilegiados da luta de classes no capitalismo dependente. Orientada na crítica da economia política marxista e ancorada na Teoria Marxista da Dependência, a pesquisa articula três eixos: modernidade; questão da terra e questão nacional; e dependência/imperialismo. Sustenta-se que a transição modernizante latino-americana do começo do século passado se realiza sob determinações próprias da dependência, expressas no latifúndio, no extrativismo, no Estado dependente, na cisão do ciclo do capital e na superexploração da força de trabalho, cujas manifestações assumem particularidades nas formações sociais boliviana e cubana. A análise dos dois países permite identificar o amadurecimento dessas determinações sob o padrão de reprodução do capital agro-extrativista exportador, evidenciando como uma legalidade comum assume expressões nacionais distintas. A questão da terra e a questão nacional revelam-se, nesse sentido, mediações fundamentais da luta de classes, enquanto a mestiçagem é apreendida em sua dimensão étnico-nacional, como expressão contraditória da constituição dos povos latino-americanos e de sua potencial unidade. Conclui-se que as particularidades boliviana e cubana permitem apreender a unidade na diversidade da formação latino-americana, bem como os distintos desfechos das contradições que colocaram a revolução no horizonte histórico de ambos os países. Se a modernidade latino-americana amadurece sob a dependência, é também nas lutas anti-imperialistas e na ação das classes trabalhadoras que emergem as possibilidades históricas de sua derrocada.; Abstract: The study developed in this thesis examines the historical foundations of capitalist modernity in Latin America, taking Bolivia and Cuba in the first half of the twentieth century as privileged vantage points for examining class struggle under dependent capitalism. Grounded in the Marxist critique of political economy and anchored in Marxist Dependency Theory, the research is organized around three axes: modernity; the land question and the national question; and dependency/imperialism. It argues that Latin America?s modernizing transition at the beginning of the twentieth century unfolded under determinations specific to dependency, expressed in the latifundium, extractivism, the dependent state, the split in the cycle of capital, and the superexploitation of labor power, whose manifestations assumed particular forms in the Bolivian and Cuban social formations. The analysis of both countries identifies the maturation of these determinations under the agro-extractivist export pattern of capital reproduction, showing how a common set of underlying laws assumes distinct national expressions. In this context, the land question and the national question emerge as fundamental mediations of class struggle, while mestizaje is understood in its ethno-national dimension as a contradictory expression of the constitution of Latin American peoples and their potential unity. The thesis concludes that the particularities of Bolivia and Cuba make it possible to grasp the unity in diversity of the Latin American formation, as well as the distinct outcomes of the contradictions that placed revolution on the historical horizon of both countries. If Latin American modernity matures under dependency, it is also through anti-imperialist struggles and the action of the working classes that the historical possibilities of its fall emerge.
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Socioeconômico, Programa de Pós-Graduação em Serviço Social, Florianópolis, 2026.
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>A escuta do assistente social na infância e adolescência e questões de gênero</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/276556</link>
<description>A escuta do assistente social na infância e adolescência e questões de gênero
Lazzari, Celina Luci
Esta pesquisa analisou o processo de escuta do profissional de Serviço Social junto a crianças e adolescentes que apresentam questões relacionadas ao gênero, em especial aquelas nomeadas institucionalmente como ?trans?. Parte-se da premissa de que a escuta constitui competência central e estruturante do exercício profissional do assistente social, sendo decisiva para o acolhimento, a compreensão das expressões da questão social e a mediação das demandas infanto-juvenis. Argumenta-se, contudo, que tal escuta não é neutra, mas atravessada por disputas políticas e ideológicas, normativas e institucionais que tensionam tanto a formação quanto o exercício profissional. No campo jurídico e político, evidencia-se um cenário de controvérsias intensas em torno da noção de ?criança trans? e ?adolescente trans?, com a proliferação de leis, resoluções e protocolos que, sob o discurso da garantia de direitos, passam a normatizar percepções sobre identidade, corpo e subjetividade, produzindo repercussões diretas na atuação dos assistentes sociais. Essas normativas, marcadas por forte polarização político-partidária, impõem dilemas éticos e operacionais, especialmente quanto à definição do que deve ser considerado proteção, cuidado e escuta qualificada. O estudo fundamentou-se na perspectiva materialista histórico-dialética e de base feminista, mobilizando autores que oferecem uma leitura crítica das teorias de gênero contemporâneas. Para a caracterização da escuta enquanto comportamento profissional, foram retomadas suas dimensões técnico-operativa, ético-política e teórico-metodológica, evidenciando as questões que emergem quando o Serviço Social se depara com demandas relacionadas a crianças e adolescentes denominados ?trans?. A pesquisa também resgatou referenciais sobre desenvolvimento infantil, linguagem, pensamento e processos de construção da subjetividade, bem como realizou um mapeamento das bases legais que regulam a infância, a adolescência e as políticas de gênero, incluindo a análise dos processos de transição e dos parâmetros diagnósticos utilizados na leitura de comportamentos infantis e juvenis. A metodologia de pesquisa consistiu na realização de entrevistas semiestruturadas com 18 assistentes sociais e posterior às entrevistas, a realização de grupo focal, realizada com 3 assistentes sociais. Foram recrutados assistentes sociais que atuam ou atuaram diretamente com a chamada ?infância trans?, distribuídos em quatro das cinco regiões brasileiras. Buscou-se identificar os principais procedimentos, estratégias, recursos teóricos e pressupostos que orientam o exercício profissional diante dessas demandas, bem como as percepções sobre os limites, tensões e contradições que atravessam o exercício de escuta. Os resultados evidenciaram uma escuta impactada por normativas institucionais, insegurança teórico-metodológica, conflitos éticos e ambiguidades conceituais em torno da distinção entre sexo, gênero, identidade, desenvolvimento e autonomia. Na discussão, refletiu-se sobre qual escuta é possível construir no âmbito da profissão diante desse fenômeno, problematizando os riscos de uma prática que reproduz discursos afirmativos de gênero de forma acrítica. Por fim, o estudo propõe a necessidade de uma escuta que não se limite à validação automática de categorias identitárias, mas que preserve o compromisso crítico do Serviço Social com a proteção integral, o desenvolvimento humano e a compreensão da criança e adolescente em sua totalidade histórica e social.; Abstract: This study examined how social workers listen to and engage with children and adolescents presenting gender-related concerns, particularly those institutionally identified as ?trans.? It is based on the premise that professional listening is a central and foundational competency in social work practice, playing a decisive role in welcoming and supporting service users, understanding manifestations of the social question, and mediating the needs and concerns of children and adolescents. Such listening, however, is not neutral; rather, it is shaped by political, ideological, regulatory, and institutional disputes that place pressure on both professional education and practice. In the legal and political spheres, the concepts of the ?trans child? and ?trans adolescent? have become the subject of intense controversy. Laws, resolutions, and protocols developed under the stated aim of safeguarding rights have increasingly established normative understandings of identity, the body, and subjectivity, with direct implications for social work practice. These regulations, which are marked by strong political and partisan polarization, create ethical and operational dilemmas, particularly regarding what constitutes protection, care, and professionally informed listening. The study was grounded in historical and dialectical materialism and in the feminist theoretical perspective, drawing on scholars who provide critical analyses of contemporary gender theories. To conceptualize listening as a dimension of professional practice, the study examined its technical-operational, ethical-political, and theoretical-methodological dimensions, highlighting the issues that arise when social workers encounter needs and concerns involving children and adolescents described as ?trans.? The research also reviewed theoretical literature on child development, language, thought, and the formation of subjectivity. In addition, it mapped the legal frameworks governing childhood, adolescence, and gender-related policies, including transition processes and the diagnostic criteria used to interpret the behavior of children and adolescents. The methodology consisted of semi-structured interviews with 18 social workers, followed by a focus group with three social workers. Participants had current or previous experience working directly with what has been termed ?trans childhood? and represented four of Brazil?s five geographic regions. The study sought to identify the principal procedures, strategies, theoretical resources, and assumptions guiding professional practice in response to these cases, as well as participants? perceptions of the limits, tensions, and contradictions involved in professional listening. The findings indicate that professional listening is strongly influenced by institutional regulations, theoretical and methodological uncertainty, ethical conflicts, and conceptual ambiguities concerning the distinctions among sex, gender, identity, development, and autonomy. The discussion considers what forms of professional listening can be developed within social work in response to this phenomenon and examines the risks of practices that uncritically reproduce gender-affirming discourses. Finally, the study argues for an approach to listening that does not merely validate identity categories automatically, but instead preserves social work?s critical commitment to comprehensive protection, human development, and an understanding of children and adolescents in their full historical and social context.
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Socioeconômico, Programa de Pós-Graduação em Serviço Social, Florianópolis, 2026.
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<item rdf:about="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/275651">
<title>As ideologias da heterossexualidade e da feminilidade na vida de mulheres lésbicas desfeminilizadas</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/275651</link>
<description>As ideologias da heterossexualidade e da feminilidade na vida de mulheres lésbicas desfeminilizadas
Malanowski, Lara Carolina
Esta dissertação investiga as manifestações das ideologias da heterossexualidade e da feminilidade na vida de mulheres lésbicas desfeminilizadas, a partir de uma perspectiva materialista das relações sociais de sexo. Parte do entendimento de que essas ideologias cumprem com funcionalidades específicas na reprodução da sociedade capitalista-patriarcal, articulando-se à divisão sexual do trabalho, ao contrato sexual e à exploração do trabalho reprodutivo, reforçando a dominação masculina. O objetivo central consiste em analisar como a vivência da lesbianidade, conjuntamente com a renúncia à reprodução da feminilidade normativa, tensiona as relações sociais de sexo e produz vivências específicas nas diversas dimensões da vida de mulheres lésbicas desfeminilizadas. Para tanto, a pesquisa possui abordagem qualitativa e caráter exploratório, fundamentada em revisão bibliográfica e na realização de entrevistas abertas e semiestruturadas com mulheres lésbicas desfeminilizadas, analisadas por meio da técnica de análise de conteúdo. A análise organiza-se a partir de diferentes dimensões da vida dessas mulheres, como a desfeminilização, as relações sociais e familiares, o mercado de trabalho, a saúde e o acesso a espaços públicos, as expressões da violência, as relações interpessoais mediadas pela heterossexualidade compulsória, o engajamento em movimentos sociais e a percepção de si. Os resultados apontam que essas mulheres ocupam uma posição de vulnerabilidade particular, uma vez que sua existência tensiona diretamente a imposição da heterossexualidade e os padrões normativos de feminilidade, resultando em situações de constrangimento, humilhação, vergonha, medo, abalos na autoestima e violências simbólicas, institucionais, físicas e sexuais. Ao mesmo tempo, demonstram que a recusa à feminilidade e à heterossexualidade revela o caráter histórico e social dessas ideologias e produz fissuras na ordem social de naturalização da opressão feminina. Conclui-se que a heterossexualidade e a feminilidade, enquanto ideologias, desempenham papel fundamental na manutenção das relações de dominação na sociedade capitalista, incidindo de forma específica sobre mulheres lésbicas desfeminilizadas, ao mesmo tempo em que sua negação constitui possibilidade de resistência e transformação social.; Abstract: This dissertation investigates the demonstrations of the ideologies of heterosexuality and femininity on the lives of non-femme lesbians, from a materialist perspective of social relations of sex. It starts from the understanding that these ideologies fulfill specific functions in the reproduction of capitalist-patriarchal society, articulating with the sexual division of labor, the sexual contract, and the exploitation of reproductive labor, reinforcing male domination. The central objective is to analyze how the experience of lesbianism together with the renunciation of normative femininity challenges social relations of sex and produces specific experiences across various dimensions of the lives of non-femme lesbians. To this end, the research adopts a qualitative and exploratory approach, based on a literature review and the conduction of open and semi-structured interviews with non-femme lesbians, analyzed through the technique of content analysis. The analysis is organized around different dimensions of these women's lives, such as defeminization, social and family relations, the labor market, health and access to public spaces, expressions of violence, interpersonal relations mediated by compulsory heterosexuality, engagement in social movements, and self-perception. The results indicate that these women occupy a position of particular vulnerability, as their existence directly challenges the imposition of heterosexuality and normative standards of femininity, resulting in situations of embarrassment, humiliation, shame, fear, impacts on self-esteem, and symbolic, institutional, physical, and sexual violence. At the same time, they demonstrate that the rejection of femininity and heterosexuality reveals the historical and social character of these ideologies and produces cracks in the social order that naturalizes female oppression. It is concluded that heterosexuality and femininity, as ideologies, play a fundamental role in maintaining relations of domination in capitalist society, specifically affecting non-femme lesbians, while their negation constitutes a possibility for resistance and social transformation.
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Socioeconômico, Programa de Pós-Graduação em Serviço Social, Florianópolis, 2026.
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>O trabalho doméstico remunerado nas teses academicas (2013- 2023): evolução do debate, tendências e perspectivas</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/275643</link>
<description>O trabalho doméstico remunerado nas teses academicas (2013- 2023): evolução do debate, tendências e perspectivas
Gonçalves, Thanmyss Alves
O trabalho doméstico remunerado ocupa uma posição central na reprodução cotidiana da vida social e no funcionamento da economia, embora permaneça historicamente desvalorizado, invisibilizado e atravessado por desigualdades de gênero, raça e classe. Realizado majoritariamente por mulheres negras, esse trabalho expressa a permanência de estruturas sociais continuamente atualizadas no capitalismo brasileiro. Esta dissertação analisa a produção acadêmica sobre o trabalho doméstico remunerado a partir das teses disponíveis na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD), produzidas no período de 2013 a 2023, com o objetivo de identificar as principais abordagens teórico-metodológicas, tendências analíticas e limites presentes nesse campo de estudos após a ampliação dos direitos trabalhistas da categoria. A pesquisa se orienta pelo método crítico-dialético e realiza uma revisão bibliográfica sistematizada das teses selecionadas, considerando os referenciais teóricos mobilizados, as categorias analíticas centrais e os recortes adotados. Os resultados indicam a predominância de análises que articulam o trabalho doméstico às discussões sobre reprodução social, divisão sexual e racial do trabalho, bem como a persistência de processos de precarização e informalidade, mesmo após avanços normativos.; Abstract: Paid domestic work occupies a central position in the daily reproduction of social life and the functioning of the economy, although it remains historically undervalued, invisible, and marked by gender, race, and class inequalities. Performed mainly by black women, this work reflects the persistence of social structures that are continually updated in Brazilian capitalism. This dissertation analyzes academic production on paid domestic work based on theses available in the Brazilian Digital Library of Theses and Dissertations (BDTD), produced between 2013 and 2023, with the aim of identifying the main theoretical and methodological approaches, analytical trends, and limitations present in this field of study after the expansion of labor rights for this category of workers. The research is guided by the critical-dialectical method and conducts a systematic literature review of the selected theses, considering the theoretical references mobilized, the central analytical categories, and the approaches adopted. The results indicate the predominance of analyses that link domestic work to discussions on social reproduction, sexual and racial division of labor, as well as the persistence of processes of precariousness and informality, even after regulatory advances.
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Socioeconômico, Programa de Pós-Graduação em Serviço Social, Florianópolis, 2026.
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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